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TV Digital e suas mudanças

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Foto: Susana Küster

Para quem mora em Lages e ainda não tem uma TV digital, pode ficar tranquilo, porque somente está prevista a conversão do sinal no dia 31 de dezembro de 2023. Até lá, sinal analógico e digital estarão funcionando simultaneamente.

Porém, a região da Grande Florianópolis terá o sinal desligado no final deste mês, assim como as regiões de Curitiba, Porto Alegre, Ribeirão Preto e Franca, envolvendo 12,7 milhões de pessoas e 187 municípios.

Já as regiões catarinenses de Blumenau, Jaraguá do Sul e Joinville terão o sinal da TV analógica desligado no dia 5 de dezembro deste ano. No restante do Estado, fica obrigatório o desligamento até dia 31 de dezembro de 2023.

É bom destacar que as emissoras podem efetuar o desligamento antes da data prevista do cronograma do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, de forma voluntária, nos termos da Portaria nº 2.992, de 26 de maio de 2017.

Exemplo disso e o SBT/SC, que desligou seu sinal analógico em Urupema, Tubarão, Xanxerê, Cunha Porã, Mirim Doce. Segundo o engenheiro eletricista e responsável pelos projetos e assuntos regulatórios do Grupo SCC, Mario Henrique Candiotto, no próximo mês será a vez de Rio do Sul ter somente o sinal digital da emissora.

Mais canais e interferência no 4G

Com o desligamento do sinal da TV analógica, os televisores sem conversores digitais, externos ou embutidos, não serão mais capazes de sintonizar os canais abertos de TV. “Mas, nesse caso, não é necessário jogar o velho aparelho de TV fora, basta comprar um conversor de TV digital que converterá o sinal para analógico”.

Para a TV digital funcionar é preciso instalar uma antena da faixa de UHF, que pode ser facilmente encontrada em lojas de departamentos, e deve ser instalada, de preferência, externamente e apontada em direção à estação transmissora do canal, que no caso do SBT em Lages, encontra-se no Morro do Pandolfo, no Bairro Cidade Alta.

“A TV digital possui uma qualidade muito superior em comparação à TV analógica, permite, por exemplo, que o programa de TV seja transmitido em alta resolução (HD e Full HD), aproveitando a tecnologia dos televisores e oferecendo imagens ricas em cor, contraste e nitidez,” explica o engenheiro.

Além disso, Candiotto explica que o sinal digital é mais estável e confiável, sem fantasmas ou chuviscos na imagem.

O som também se beneficia da maior capacidade de transmissão do sinal digital. “A mobilidade é outro ponto importantíssimo da TV digital, pois possibilita a recepção do sinal em equipamentos portáteis em movimento, como tablets e celulares, sem perda de cobertura”.

Mais canais

Com a digitalização da TV, que permite o funcionamento de canais próximos uns dos outros, o espectro radioelétrico (espaço onde as ondas dos sinais são transmitidas) é otimizado, dando lugar para novos serviços funcionarem.

Com o desligamento dos canais analógicos 5 e 6 da TV, que ocupam a faixa de 76 a 88 MHz, será estendido o espaço do rádio FM, atualmente ocupado entre 87,5 a 108 MHz para 76 a 108 MHz, dando, assim, lugar a novas emissoras, inclusive as migrantes do AM que encontram-se em regiões onde o espectro está congestionado.

“Não haverá mais canais vazios entre os que funcionam, que é preciso para o sinal analógico funcionar. Isso no digital vai ceder espaço para rádios ou outros canais de TV”.

Interferência

O serviço de TV digital comercial, da faixa UHF, foi reduzido para os canais que vão do 14 ao 51, ou então até os 698 MHz, liberando, assim, a faixa acima dos 700 MHz que será ocupada pelo sinal de internet móvel de quarta geração (4G).

Candiotto ressalta que somente em grandes cidades, onde há mais usuários, haverá interferência entre sinal 4G dos dispositivos móveis e o sinal digital de TV.

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