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Tutela de sobrevivente será discutida na Justiça

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Ceim onde Maike está matriculado no Bairro Novo Milênio - Foto: Bega Godóy

Depois de passar pelo trauma de sobreviver ao incêndio que vitimou o pai Vilmar Osowski Cordeiro, de 37 anos; e os irmãos André Vilmar Alves Osowski Cordeiro, de 7 anos, e Nathalie Roxane da Silva Cordeiro, de 5 anos, o pequeno Mayke, de 3 anos, deverá ser alvo de uma disputa judicial pela sua tutela.

A família, que era atendida pelo Centro de Referência em Assistência Social – CRAS II, agora terá a atenção, também, do Conselho Tutelar e do Ministério Público, uma vez que o casal estava separado há quase dois anos e a mãe, Andreia Gabriela Alves da Silva de 36 anos não morava em Lages. Com a morte do ex-marido e dos demais filhos, voltou a Lages a fim de levar Mayke para Caxias do Sul, onde reside desde a separação.

Uma das tias paternas Priscila Cordeiro Camargo, afirmou que a família quer que a criança permaneça em Lages e pretende buscar isso legalmente, mas não quis dar mais detalhes. Limitou-se a dizer que quer o bem da criança. “O fato é que não há meio legal para segurar a criança em Lages, já que o pai que tinha a guarda está morto,” lamentou a tia. A mãe das crianças está em Lages, mas não foi localizada.

Doações

O caso,como outros semelhantes, despertou a solidariedade dos lageanos. No entanto, há pessoas tentando se aproveitar da situação e a família faz um apelo. “Entendo que a população de Lages é sensível e quer ajudar, mas, por hora, não precisamos. Ele ganhou roupas e sapatos e está bem. Quando soubermos com quem vai ficar, aceitaremos doações”, diz Priscila Cordeiro Camargo, tia paterna do garoto, referindo-se às postagens nas redes sociais onde algumas pessoas pedem doações e, cujos pedidos, garante, não partem da família.

“Pessoas estão usando foto do menino e pedindo até material de construção. Não estamos pedindo nada. E não estamos esnobando. Só não queremos que pessoas que neste instante precisem mais, fiquem desassistidas. A casa não será reconstruída. O menino não vai morar lá sozinho. Quando tudo estiver acertado, nos manifestaremos e aceitaremos, de bom gosto, o que nos for doado.”

Sobre a tragédia, Priscila disse que ainda estão em choque e que agora precisam de oração e força. “Uma coisa sei que se o pai deles não tivesse morrido. Não teria aguentado tanto sofrimento e teria se matado”.

Relembre o caso

Um incêndio ocorrido no domingo (30/9) no Bairro Santa Clara, em Lages, vitimou pai e dois filhos. Antes de morrer, Vilmar Osowski Cordeiro conseguiu salvar, sem ferimentos, o filho mais novo, que foi acolhido por vizinhos. Mesmo sem lesões aparentes, o menino ficou internado no Hospital Infantil Seara do Bem (HISB) até quarta-feira, porque os médicos queriam ter certeza que o garoto estava bem.

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