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Turismo sofre impacto devido à falta de combustível

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Hotéis preparam quartos para receber os hóspedes - Foto: Camila Paes

O feriado de Corpus Christi, acompanhado pela Festa do Pinhão, é um dos maiores períodos para o turismo em toda a Serra Catarinense. Entretanto, a greve dos caminhoneiros e, consequentemente, a falta de gasolina em todo o Brasil, preocupa a rede hoteleira, que já estava com quase sua totalidade reservada.

Em um dos casos, o hotel comprou gasolina para os hóspedes que têm como chegar, mas não tem como voltar para suas cidades de origem. Essa é uma das maiores preocupações. Os telefones dos hotéis não param de tocar. Os hóspedes com reservas querem saber como está a situação em Lages e se há postos com possibilidade de abastecimento.

No Lages Plaza Hotel, no Centro, a sócio-proprietária Lisiane Souza revela que no último final de semana, tiveram uma queda de 8% nas reservas. Quando a notícia da falta de combustível chegou, a preocupação foi logo com os hóspedes para a Festa do Pinhão, que lotam o estabelecimento.

O fluxo de visitantes é maior durante o verão, com a passagem dos Argentinos que seguem para o Litoral Catarinense, mas o período de Festa do Pinhão é considerado de alta temporada e, com isso, os preços de diárias são maiores.

No Cattoni Hotel, Bairro São Cristóvão, os cancelamentos foram representativos no último final de semana. Entretanto, para a próxima sexta-feira e sábado, as reservar continuam e a expectativa é que não ocorram mais desistências.

No Grande Hotel Lages, no Centro, o gerente Alan Patrick Martins explica que os hóspedes com reserva estão aguardando as datas mais próximas às reservas para decidir se realizarão cancelamentos.

Ele ressalta que ligam para saber se há gasolina no município. “Temos hóspedes que ficarão de quarta-feira a domingo e para esses, nós compramos gasolinas para garantir a vinda deles,” explica Alan.

Hotéis fazenda

Nos hotéis fazenda, a situação não é diferente. Na Pousada Rural do Sesc, a queda de reservas foi de 30%. A coordenadora Patrícia Amélia Farias explica que, para evitar o prejuízo, está em contato com os hóspedes para remanejar as reservas para outros dias.

No Boqueirão Hotel Fazenda, a queda já foi de 10%. O coordenador de reservas, Eder Maciel, ressalta que para o feriado a lotação era de 100%, e que os hóspedes aguardam para os próximos dias para definir se confirmarão a vinda.

O executivo de Turismo de Lages, Luis Carlos Pinheiro Filho, ressalta que não há como negar que a situação da paralisação impactou o setor turístico. Ele acrescenta que ainda não há como dizer que o público diminuiu significativamente, porque as pessoas aguardam os próximos dias para definir a vinda a Lages.

Pinheiro enfatiza que a Festa do Pinhão é uma época de pico e repercute em toda a Serra Catarinense. “É um dos momentos de auge e é aguardado muito sucesso”, ressalta.

Além disso, ele explica que em alguns eventos extra festa também houve cancelamentos, e tem um impacto no público, mesmo que pequeno. O efeito dos cancelamentos também não têm sido sentido nos dias de Festa, sendo que no último sábado a quantidade de público ficou dentro da média.

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