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Três meses depois, pista da BR-282 não foi sinalizada

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Quase 50 quilômetros do trecho que pertence a unidade do Dnit de Lages está sem sinalização horizontal - Foto: Bega Godóy

A recuperação do trecho da BR-282 entre o Km 114, próximo a Alfredo Wagner, até Lages foi concluída. A empresa responsável, a Sul Catarinense terminou os serviços em março. Desde então, à noite ou com neblina, o motorista que usa a via precisa seguir o próprio instinto, pois a sinalização horizontal, em alguns trechos, sequer existe e em outros apenas a faixa central foi pintada de forma precária.

Enquanto isso, cada usuário se vira como pode. O morador do Bairro Petrópolis, em Lages, Jorge Melo costuma descer para o litoral quase mensalmente e nesse período, mudou o horário de saída.

“Costumava viajar no final da tarde, mas agora vou logo depois do meio dia”, explica o aposentado. A nova estratégia é justamente para evitar a neblina, dirigir à noite, e os dias chuvosos, quando a visibilidade cai muito, circunstâncias que aliadas à falta de sinalização podem causar acidentes”.

“Sem sinalização tem que se redobrar a atenção para evitar surpresas”, afirma, ao se referir principalmente aos motoristas que não costumam usar a rodovia, que possui longas retas e curvas acentuadas.

O trecho de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) de Lages compreende 211 quilômetros, desses, 25 estão sem sinalização e outros 20 contam somente com a faixa que separa as duas pistas.

Nossa reportagem percorreu parte da via e, no sentido litoral, deparou-se com um trecho urbano, próximo à entrada da Agência de Desenvolvimento Regional de Lages, embora pequeno, cheio de remendos no asfalto e nenhuma sinalização horizontal.

Outro trecho, no quilômetro 185, em Pessegueiros, o trecho tem apenas sinalização central. Quem vai sentido Oeste, também encontra problemas do gênero.

O que diz o Dnit local

O engenheiro do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), da unidade de Lages, Enio Jocobos Spieker, reconhece que a falta de sinalização pode atrapalhar o motorista e até causar acidentes.

No entanto, ele contrapõe ao usar dados da Polícia Rodoviária Federal, que apontam que os acidentes mais frequentes na BR-282, uma das violentas de Santa Catarina, são provocados por excesso de velocidade ultrapassagens indevidas e motoristas embriagados.

“Se vier andando a 80 quilômetros por hora a probabilidade de acidente é menor. Em dia de neblina a visibilidade é reduzida e tem que ter cuidado com ou sem sinalização”, diz o engenheiro, ao acrescentar que a sinalização provisória é para diminuir os riscos de acidentes, mas em qualquer situação o motorista tem que ser cuidadoso.

Pintura começa nos próximos dias

Segundo o engenheiro, a pintura que vem na sequência da recuperação do pavimento será executada nos próximos dias. O Governo Federal  tem um programa para esta finalidade, o BR Legal. “Os trabalhos de pintura já começaram no trecho de Alfredo Wagner e Rancho Queimado e aqui na região começam em breve”, afirma.

Antes de começar a pintura, a empresa terá que fazer a marcação que indica trevos, e a colocação de tachas refletivas, linhas de parada, bordas, faixa dupla entre outros itens. Não pode ser com tempo chuvoso, pois há uma temperatura mínima para a tinta ser usada.

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