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Trabalho feito em sala de aula vira exposição de gente grande

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Foto: Núbia Garcia

Lado a lado estão as releituras do artista plástico sobre as lendas e estórias de Lages, e os quadros feitos pelos estudantes, retratando uma das mais místicas milagreiras da cidade, a cigana Sebinca Christo.

Esta semana, 27 alunos da escola de Índios visitaram a exposição. Para alguns foi a primeira vez em uma Biblioteca Pública. Nos seus rostos curiosos era possível ver o encanto por terem seus desenhos ao lado das telas de um reconhecido artista.

“Eu gostei muito de desenhar a cigana e de ficar perto de um artista”, conta empolgada a estudante do 5º ano, Maria Clara Ferreira, de 11 anos. “Ela era uma cigana milagrosa e eu gostei muito de conhecer a história dela”, completou Beatriz Macedo, 8 anos, que estuda no 2º ano e, de tão empolgada, confundiu a palavra milagreira com milagrosa.

A ideia de unir os trabalhos dos alunos à exposição foi do próprio Maronil. Ele soube que a professora de artes Alessandra Melo fez uma a atividade em sala de aula com os estudantes do 1º ao 5º ano, no qual contou a história da milagreira utilizando um documentário dirigido por Lourival Andrade e Fernando Leão, “Sebinca Christo: as construções de uma devoção”.

Depois de conhecer um pouco sobre a milagreira, os estudantes fizeram esculturas e telas baseadas em uma única foto da cigana. A mesma foto foi a base para que Maronil criasse sua própria releitura sobre a imagem de Sebinca.

“Nossos alunos têm aulas sobre cultura e, dentro da cultura, aprenderam sobre as lendas e a história da Sebinca. Pra mim, este trabalho também foi um aprendizado, pois não conhecia a história da cigana. Receber o convite para participar da exposição foi algo engrandecedor, que valoriza o trabalho do professor na sala e reconhece o talento dos alunos”, comenta Alessandra.

Quando a reportagem chegou à Biblioteca Pública, Maronil explicava aos estudantes que cada trabalho é único e merece reconhecimento. “Não existe arte feita, pois cada artista tem um traço e uma forma de interpretar as coisas. Por isso, cada desenho que vocês fizeram tem seu valor”, disse ele às crianças, pois muitos estavam tímidos e acreditavam que seus desenhos não eram bonitos o suficiente para integrarem a exposição.

Além das obras sobre as lendas de Lages, a exposição na biblioteca também reúne quadros da coleção “Orquestra das Almas no Psicodisléptico”, nas quais Maronil retrata psicoses, delírios e alucinações. “O objetivo da exposição é despertar o interesse sobre vários assuntos, instigando à pesquisa de novos temas. Unir isso ao trabalho dos alunos de Índios é uma forma de despertar o interesse deles em conhecer mais sobre as lendas e estórias serranas”, completa o artista plástico.

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