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Tecnologia é a grande aliada da produção agrícola

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João Felippeto é Enólogo na Epagri de São Joaquim - Fotos: Camila Paes

Desde o momento em que acordamos, utilizamos produtos que, de alguma forma, têm procedência no agronegócio. Esse setor representa parte importante do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Em 2017, de acordo com o Ministério da Agricultura, as exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 96,01 bilhões, 13% a mais que o ano anterior. Resultados expressivos obtidos graças a aplicação de muita tecnologia.

A seguir, você verá como o trabalho de pesquisadores é importante para melhorar os resultados no campo, construindo um resultado sólido e positivo para a economia da Serra Catarinense.

Um exemplo é São Joaquim, onde as parreiras de uvas se tornaram muito mais que um incremento para a agricultura da região. São a nova fonte de turismo para um município que já estava acostumado a receber visitantes durante o inverno rigoroso.

A produção dos vinhos de altitude ganhou destaque no País inteiro, as vinícolas são pontos de visitação e colocaram São Joaquim no mapa do Enoturismo.

Mas para isso, foi necessário o apoio imprescindível da tecnologia. Uma ampla pesquisa anterior a implementação das primeiras parreiras na região. Foi na década de 1990 que os primeiros pesquisadores perceberam a possibilidade do cultivo de uvas, devido às condições climáticas e a altitude.

Os testes foram realizados com a uva cabernet sauvignon, seu potencial para a região foi comprovado e a possibilidade de haver a produção de vinhos atraiu interessados pelo novo segmento. Seguiram-se assim, os testes para outras uvas. Hoje, são cultivadas na região a cabernet sauvignon, sagrantino, montepulciano, rebo, sauvignon e sauvignon blanc.

Laboratório

Para avançar com os estudos, contribuindo para que essa nova alternativa de produção fosse implantada na região, a Estação Experimental da Epagri de São Joaquim ganhou, em 2010, um laboratório moderno para pesquisas da capacidade dessas uvas e do vinho produzido na Serra Catarinense. De acordo com o Mestre Enólogo e Pesquisador em Enologia pela Epagri, João Felippeto, o espaço é um dos mais modernos do Estado.

Foi em 2015 que a classificação das uvas cultivadas na região foi finalizada. Mas, Felippeto garante que, a pesquisa não pode viver apenas de passado. “Há muito potencial para ser pesquisado”, acrescenta.

Em função disso, o grupo trabalha na classificação de novos tipos de uvas, como as italianas e francesas e a possibilidade de serem cultivadas na região. Outro trabalho que a equipe de enologia da Epagri trabalha é na busca por técnicas que melhorem as características dessas frutas, o que resulta na produção de um produto final diferenciado. Um desses trabalhos, coordenado por Felippeto, é no melhoramento através da osmose.

Identificação Geográfica

A Epagri trabalha para identificar os vinhos da região que estão sendo comercializados. O objetivo é obter a identificação geográfica. Ela se caracteriza na identificação de um produto ou serviço como originário de um local, região ou país, quando determinada reputação, característica ou qualidade que possam lhe ser vinculadas essencialmente a sua origem geográfica, sendo passíveis de proteção legal.

O queijo serrano e o vinho da região do Porto, em Portugal, são exemplos de produtos identificados.  Felippeto ressalta que essas análises já haviam sido encerradas em 2015, mas foram retomadas.

Não há como definir um prazo para serem encerradas, já que é necessário apoio financeiro para a conclusão do projeto. Entretanto, órgãos como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram) são parceiros no projeto.

Resultado rápido

O enólogo enfatiza que o sucesso e potencial do cultivo é notável, já que tudo aconteceu em um período de 20 anos. Atualmente já são 400 hectares do plantio da uva na região. “O potencial para crescer existe, devido as características. Há procura. O crescimento é lento, mas está assim em todo o País”, frisa. O trabalho feito na Epagri mostra que, diferentemente de outros vinhos produzidos em regiões de altitude, o de Santa Catarina destaca-se por suas características únicas.

A implantação da maçã foi uma estratégia tecnológica

Carlos Demeciano é produtor há cerca de 20 anos

Quem passa pela SC-114, sabe que está próximo de São Joaquim quando as macieiras começam a aparecer nas margens da rodovia. Há mais de 30 anos, as paisagens do município são assim, já que foi na década de 1970 que foi percebido o potencial de cultivo de maçã na região.

O gerente de pesquisa da Epagri, em São Joaquim, Marcelo Cruz de Liz, explica que anteriormente a pecuária e a extração da madeira eram as principais fontes de economia.

Foi com a possibilidade de oferecer uma nova opção de fonte de renda para a população, que o Governo Estadual investiu em pesquisas para a implementação da maçã no município. Marcelo relata que, na época, foram contratados diversos pesquisadores, que foram enviados para regiões do Brasil e do mundo.

A Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) também teve destaque nesse auxílio, já que ajudou no aporte de tecnologias do país asiático para a Serra Catarinense. “A colonização japonesa impulsionou o cultivo na década de 1970”, ressalta Marcelo.

Em 1975 foi construída a Empresa Catarinense de Pesquisa Agropecuária, que viria a se tornar a Estação Experimental da Epagri em São Joaquim. Unidade que atualmente conta com pesquisadores para todas as áreas da fruticultura serrana.

Na empresa, são feitos testes de produtos, manejo e melhoramento de plantas. Todo esse trabalho é voltado para atender ao setor. Com essa força-tarefa e incentivo para o preenchimento dessa lacuna na agricultura serrana, a maçã tornou-se a principal fonte da economia joaquinense.

Os números revelam que o papel da tecnologia para o sucesso da fruticultura, foram primordiais. São 12 mil hectares de maçã plantados na região, 9 mil só em São Joaquim. Uma estimativa indica que a cidade tem 2.400 fruticultores e no último ano, foram colhidas 400 mil toneladas de maçã.

O município é o maior produtor do Brasil, respondendo por 35% da safra nacional. A cultura representa 70% da economia da região.

Combate a doenças

O clima temperado, frio e úmido da região de altitude são propícios para a fruticultura e foi a razão para a implementação do cultivo da maçã. Entretanto, ele também é próspero para a infestação de fungos e bactérias.

Por causa disso, o laboratório de Fitopatologia da Epagri no município, é um dos mais visitados pelos produtores. É ali que trocam experiências com os pesquisadores, que prestam auxílio, tiram dúvidas e ajudam no diagnóstico de pragas e a contenção das mesmas.

Como em uma consulta médica, os agricultores relatam os sintomas, mostram galhos, fotos, falam das características e das suspeitas. É dessa forma que os doutores em Fitopatologia Felipe Moretti Pinto e Leonardo Araújo ajudam no sucesso das colheitas das frutas. Mas não é só no laboratório que o trabalho dos especialistas toma forma. As pesquisas de campo e constantes visitas às propriedades também contribui para as pesquisas.

O campo digital

A família Demeciano cultiva maçã há cerca de 20 anos. O patriarca Francisco, 66, começou a trabalhar com fruticultura, na propriedade de 3 hectares na localidade de Cruzeiro, em São Joaquim, já que precisava encontrar alternativa para aumentar a renda.

Anteriormente, o cultivo de batata era o foco, entretanto, seu Francisco revela que a instabilidade do preço o fez desistir.  O filho Carlos, 38, é quem comanda a plantação de maçã da família. No ano passado, colheram cerca de 150 toneladas. É com o apoio das tecnologias oferecidas pela Epagri que os resultados são positivos. “Eles ajudam na cadeia produtiva, poda, condução, de danos no período chuvoso”, ressalta.

É o acesso ao software Agroconnect, que auxilia os produtores na tomada de decisão baseado nas condições climáticas. Já que, a quantidade de chuvas é fator que ajuda na proliferação dos microrganismos.

Carlos fica conectado ao sistema sempre que há previsão de chuvas e sabe quando será necessário aplicar defensivos. Com o Agroconnect, as informações de uma rede de 250 estações hidrometeorológicas são disponibilizadas ao usuário através de uma interface, que pode ser acessada por computadores e celulares. A plataforma revela o monitoramento de dados de acordo com clima, por culturas, condições climáticas, se está propício a ter doenças. É gratuito e em tempo real.

Internet no campo

São Joaquim conta com 10 estações, praticamente em todas as localidades. Na propriedade da família Demeciano, está instalado um dos equipamentos. Lá, a internet e o celular funcionam e isso é ponto positivo para que a plataforma seja utilizada.

O gerente de pesquisa da Epagri, Marcelo Liz, avalia que é devido a esse tipo de auxílio que é importante ter sinal de internet e telefone no campo.  Para Carlos, o apoio com essas tecnologias oferecem a oportunidade de ter uma colheita melhor e mais barata, já que assim, sabem exatamente com o que investir e de que forma.

Tradição secular se renova a cada pesquisa

Pastagens de qualidade auxiliam o processo de ganho de peso do gado

Nos cerca de 90 hectares da Estação Experimental da Epagri em Lages, um pedaço de terra abriga pesquisa importantante para a pecuária na Serra Catarinense. Na região de Lages, a criação de gado é uma atividade que se destaca entre as outras. Por isso, há mais de 100 anos, a empresa foi instalada no município.

As pesquisas englobam todos os setores da pecuária, seja da alimentação do gado até o leite e a carne produzidos por ele. Nos campos ou nos laboratórios, pesquisadores trabalham com a realizada dos produtores da região, encontrando formas de se sobressair às dificuldades diárias.

Entretanto, esses resultados não servem apenas para a região. Podem auxiliar produtores de diversas partes do País, que enfrentam dificuldades semelhantes.

Exemplo disso são os estudos com novas sementes de pastagem. No campo, um espaço é reservado para testar novas forrageiras. Pequenos trechos são separados, onde crescem as folhagens que são analisadas durante todo o crescimento, colhidas e testadas em laboratórios.

O trabalho é completo e esse tipo de teste é obrigatório para empresas que desejam lançar novas sementes. Esse processo chama-se Valor de Cultivo e Uso (VCU), de acordo com portaria da Embrapa.

O gerente de pesquisa da Epagri em Lages, Ulisses de Arruda Córdova, revela que anualmente, são testados cerca de 50 pastagens. Ele explica que impacta diretamente na realidade do produtor, já que o auxilia na compra de produtos que irão trazer benefícios reais e que o investimento não será desperdiçado.

Ulisses afirma que por ser pública, a Epagri cuida da sua credibilidade e que possuí compromisso com o resultado final.

Além de fazer análises de sementes, que serão comercializadas, passam por estudo os tipos diferentes de pastagem e como se adaptam ao clima da região.

O engenheiro agrônomo e pesquisador Jefferson Araújo Flaresso, explica que como forma de contribuir a esses estudos, escolhem espécies que estão sendo utilizadas por produtores, as estudam para conhecer o potencial na região e oferecer resultados comprovados e de qualidade.

Entretanto, Ulisses explica que, recente pesquisa com pecuaristas, revelou que está se tornando frequente o uso de sementes que não oferecem nenhum tipo de valor agregado para os animais.

“A média de aproveitamento seria no mínimo de 70%, encontramos pastagens com valores muito menores e até mesmo, com 0%”, revela.

O gerente diz que a Epagri recomenda que os produtores exijam atestado de qualidade dos produtos ou que as enviem para laboratórios credenciados ao Ministério da Agricultura, antes do cultivo. Em Lages, os testes podem ser realizados com segurança, no Centro de Ciências Agroveterinárias.

O pasto no meio da floresta

Tiago (E) e Cassiano, buscam melhorias para o pasto serrano.

Espaços de florestas naturais não costumam ser utilizados para o cultivo das forrageiras. Porém, os pesquisadores Cassiano Eduardo Pinto e Tiago Celso Baldissera, analisam a capacidade do crescimento da pastagem em meio a uma floresta de eucaliptos. Eles revelam que, com essa possibilidade, o produtor consegue ter mais um tipo de renda, além da pecuária.

Além de que, dessa forma, as vantagens para o meio ambiente são maiores e podem trazer melhores condições ao gado, que passará a ter as árvores para proteção contra chuvas e sol.

No campo da Epagri, o experimento é feito em uma área de 4 hectares, onde animais passam a se alimentar e o seu comportamento é analisado. Eles podem produzir mais leite, por exemplo, enquanto estão em um ambiente protegido.

Em várias mangueiras nos terrenos da Epagri, parte do gado que participa da nova pesquisa, utiliza fraldas. Esse estudo, também realizado por Cassiano e Tiago, pretende analisar a qualidade da pastagem natural e os resultados da alimentação por diferentes por forrageiras de diversos tamanhos.

Para analisar os benefícios, a pesquisa considerada pioneira, inclui a utilização de fraldas de couro no gado. Assim, com o esterco, é possível analisar as diferentes absorções de nutrientes e quais os impactos no rebanho.

São essas inserções de tecnologias que mostram como a pesquisa trabalha no melhoramento atual da pecuária e por isso, é significativa para a continuidade do crescimento do setor.

Do laboratório ao campo

Diferentemente das pesquisas que nascem do campo, nos laboratórios o caminho é inverso. O trabalho realizado com tubos, microscópicos e componentes químicos, geram benefícios que podem ser aplicados diretamente no agronegócio, prevenindo, por exemplo, a proliferação de pragas e doenças.

Uma das análises em andamento, é o manejo da Rinotraqueíte Infecciosa dos Bovinos (IBA), uma doença assintomática e que atinge animais na região. O pesquisador e doutor em Ciência Genética João Frederico Mangrich dos Passos, explica que o vírus é parecido com o de uma doença respiratória, mas que causa o aborto espontâneo.

Sem o diagnóstico correto, isso pode gerar dúvidas ao produtor, que pode achar que o problema do animal é outro e optar por tratamentos que não são os específicos. Com essa pesquisa, João explica que a expectativa é criar uma vacina que impeça o contágio e melhore a qualidade de vida dos animais.

O pesquisador e doutor em Biotecnologia, Murilo Dalla Costa, acrescenta que o meio rural cria demandas que os laboratórios tentam solucionar e melhorar. Com isso, o trabalho é chegar em um produto confiável e que seja entregue ao produtor. Ele enfatiza que, essa função não serve apenas para a região, mas sim para trazer benefícios para todo o estado de Santa Catarina.

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Emprego: comércio fecha maio com saldo positivo

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Daiane Neves é gerente da loja Planeta na Correia Pinto - Foto: Patrícia Vieira

Embora o saldo do emprego formal, em maio, tenha sido positivo no Brasil, em Lages foi negativo. O setor de serviços foi o que teve o pior resultado, no comércio o saldo foi positivo. No mês, o município perdeu 116 vagas, resultado das 1.163 admissões contra 1.279 desligamentos. Já no ano, considerando-se de janeiro a maio, o saldo do município é positivo com a abertura de 205 vagas.

Para se ter uma ideia da movimentação em maio, somente no setor de serviços foram contratadas 375 pessoas, porém outras 500 foram dispensadas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apresentado pelo Ministério do Trabalho.

Em contrapartida, o comércio lageano foi o setor econômico em destaque. Foram 361 admissões e 335 desligamentos, o que resultou no saldo positivo de 26 novos empregos. Um exemplo, apesar de não ser no mês de referência, é a unidade da Loja Planeta, na Rua Correia Pinto, inaugurada em março, gerou 19 novos postos de trabalho na cidade. Uma destas vagas é a da gerente da loja, Daiane Neves.

Segundo o diretor executivo da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Lages, Jhonathan Roberto da Silva, a expectativa do comércio é de aumentar as contratações no setor. Para esta época do ano, devido ao frio as vendas aumentam e consecutivamente há necessidade que novas vagas sejam preenchidas.

Santa Catarina fecha 4,4 mil vagas de emprego

Santa Catarina, que apresentava saldo positivo desde janeiro, também teve um resultado negativo em maio com o fechamento de 4.484 postos de trabalho. No total foram 75,6 mil admissões contra 80,1 mil desligamentos no período.

Mesmo com o saldo negativo no último mês, a geração de empregos no Estado, no acumulado do ano, continua positivo com 37,5 mil postos de trabalho. No acumulado dos últimos 12 meses Santa Catarina gerou 42.369 empregos.

Emprego formal cresce no país

No Brasil, o mês de maio fechou com 33.659 postos de trabalho a mais do que abril, que já há havia apresentado números positivos. O resultado é decorrente de 1.277.576 admissões e de 1.243.917 desligamentos.

Com esse resultado, 2018 já acumula 381.166 novos postos de trabalho. O quadro também é otimista se avaliados os últimos 12 meses. Entre junho de 2017 e maio de 2018, houve um crescimento de 284.875 postos de trabalho

Outro dado apresentado pelo Caged que reforça o quadro de otimismo para o emprego foi o fato de que, dos oito setores econômicos, seis apresentaram crescimento em maio. Ou seja, quase todas as áreas da economia tiveram expansão.

Houve criação de vagas em Agropecuária, Serviços, Construção Civil, Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) , Extrativa Mineral e Administração Pública. Foram registradas quedas no nível de emprego apenas nos setores do Comércio e Indústria de Transformação.

Evolução do emprego em Lages

Setores: Admissão – Demissão – Saldo – No ano

Extrativa Mineral: 0; 1; -1; -4

Indústria da Transformação: 279; 300; -21; 445

Serviços Industriais de Utilidade Pública: 11; 5; 6; 6

Construção Civil: 68; 69; -1; -25

Comércio: 361; 335; 26; -134

Serviço: 375; 500; -125; -39

Agropecuária: 69; 69; 0; -44

Total: 1.163; 1.279; -116; 205

Base: Maio/18

Fonte: Caged

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Oportunidade de expandir os negócios

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Fotos: Bega Godóy

Criada pelo Sebrae, a Seção de Negócios é uma metodologia que permite que todos os participantes apresentem seus produtos e serviços, exponham suas necessidades e demandas e, consequentemente, fomentem negócios.

Um produtor de queijo serrano, por exemplo, pode ter seu produto oferecido em hotéis, restaurantes, pousadas; assim como um empresário do setor de entretenimentos, que pode colocar seu serviço em eventos culturais dentro de diferentes segmentos.

O encontro que aconteceu na tarde de quinta-feira (21) no auditório da Uniplac facilitou as relações de vendas e de prospecção de negócios a longo prazo. Mostrou empresário criativos e atentos às novas tecnologias e ao mercado.

O coordenador regional do Sebrae, Altenir Agostini, aposta neste tipo de formato, que foca somente num tema: empresas de Turismo. “Ganham todos da cadeia. Como um produtor vai deixar seus afazeres para visitar entre 30 a 40 empresas para divulgar seu produto? Ele fez isso aqui, em uma hora e meia. A região também ganha, pois fortalece a economia com o dinheiro circulando. Sem contar a divulgação do produto que pode ser reconhecido nacionalmente”, avalia o coordenador.

Participaram da seção, guias turísticos, instituições financeiras, artesãs, setor de comunicação, agricultura familiar, entre outros. Antes do workshop aconteceu uma palestra com o ex-ministro de Turismo,  Luiz Barreto.

Manteiga

Mayara Machado apresentou a manteiga saborizada. Moradora de Bom Jardim da Serra, a gastróloga, de 29 anos, usa uma técnica francesa para o produto, que  pode ser usado na cozinha como aperitivo e é oferecida em três sabores, livres de lactose (GHEE).

“Foi uma boa oportunidade para estreitar relações com possíveis parceiros.  E entrar para o mundo dos negócios”, explica a jovem, ao salientar que apresentar o produto foi o primeiro passo. O seguinte é conseguir o selo de certificação do Maymanteiga.

Tecnologia interativa

Amilton Junior já tem produtos consolidados no mercado. Possui a empresa AJ 360, do setor de tecnologia interativa e é a primeira agência credenciada  pelo Google Street View. Com os óculos 3D é possível acessar os conteúdos pelo tablet, smartphone, Website da própria empresa pesquisada, recurso também disponibilizado no facebook e whatsApp.

“Pode fazer um tour por qualquer lugar, sem tocar na tela”, conta o morador de Otacílio Costa. O rapaz de 35 anos produz vídeos 360 graus, (a pessoa visita o ambiente como se estivesse no local) e também  lançará a transmissão ao vivo de eventos no formato 360 graus.

Amilton Junior

Sucos integrais

Norberto Guizoni fabrica suco de maçã e uva. Antes de participar do evento, produzia artesanalmente e vendia somente na região de Urubici. Seus sucos são integrais, feitos com vinhos de altitude, não levam aditivo e têm sabor e aroma diferenciado. Ao expôr os Sucos Celestinos assegurou vários contatos e interessados. Agora vai buscar o registro no Ministério da Agricultura (MAPA) para expandir a comercialização.

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Isenção da taxa de rolha para vinhos catarinenses

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Foto: Tarcísio Poglia/ Ass. Gabriel Ribeiro/ Divulgação

Safra após safra, os vinhos produzidos em Santa Catarina estão ocupando mais espaço no mercado nacional e recebendo títulos que confirmam a qualidade. Porém, ainda há uma longa jornada. Para fortalecer o produto estadual, o deputado Gabriel Ribeiro propôs que seja proibida a cobrança da chamada taxa de rolha para o consumo de vinhos e espumantes produzidos em SC.

O projeto de lei ressalva que a futura lei se aplica aos estabelecimentos que não dispõem ao cliente o vinho que ele pretende consumir durante a refeição. A proposta abrange restaurantes, bares, associações, agremiações e clubes.

Gabriel Ribeiro pretende fomentar o consumo de vinhos catarinenses. Sua proposta está ancorada num movimento internacional, especialmente nos Estados Unidos, Nova Zelândia e Austrália, onde há uma atuação forte do grupo “Leve sua própria garrafa”, que prega a liberdade do cliente para levar o seu vinho predileto para degustar as iguarias do local sem estar sujeito à cobrança da taxa.

A produção de vinhos finos ainda é recente em Santa Catarina, mas já faz diferença. Em uma década, São Joaquim se destacou em frutas e em vinhos de altitude, e esta aposta contribuiu para que o município desse um salto no PIB.

Conforme a Secretaria de Estado da Fazenda, em 2006 o PIB de São Joaquim era de R$ 170 milhões, atrás de Otacílio Costa e Correia Pinto. Impulsionado pelo enoturismo, o município atingiu R$ 608 milhões, deixando as duas outras cidades para trás.

Com o projeto de lei, o deputado Gabriel Ribeiro pretende ampliar o espaço dos vinhos catarinenses nos estabelecimentos comerciais por meio da isenção da taxa de rolha que os clientes precisam pagar para degustar a sua bebida favorita.

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