Tandara Alves Caixeta – CL+
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Tandara Alves Caixeta

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Foto: Vinicius Prado

A bicampeã olímpica Tandara Alves Caixeta, de 29 anos, não iniciou no voleibol por acaso, mas a modalidade foi uma das últimas escolhas em suas atividades esportivas. Uma escolha certeira que logo completa 20 anos de carreira. Começou aos 10 e não parou mais. Já disputou 15 Superligas Femininas de Vôlei, ganhou duas Olimpíadas e, nesta semana, esteve em Lages, disputando as finais da Copa Brasil Feminina de Vôlei. O fruto de sua dedicação alavancou e, hoje, é um dos maiores destaques da Seleção Brasileira e melhores atacantes do vôlei. Maior em desempenho e em altura, com seus 1,86 metro.

Correio Lageano: O que te levou a jogar voleibol?

Tandara Alves Caxeta: Eu já tinha passado por todos os esportes. Tinha feito natação, fiz, por incrível que pareça, balé, já tinha feito handebol. Mas sempre muito preguiçosa, esse negócio de correr, ir para um lado e outro. E eu sempre fui forte e tinha medo de machucar as pessoas que entravam em contato comigo, porque eu não sou nenhum pouco delicada em relação a contato corporal. Quando eu iniciei, era um esporte com menos contato e que eu me identifiquei mais. Além disso, eu tive uma facilidade de aprender.

Como você avalia sua carreira que começou tão cedo?

Comecei aos 10 anos, jogava na equipe de base em Brasília. Saí de casa aos 14 anos para ir a Uberlândia, meu primeiro clube fora de Brasília, para iniciar minha carreira. Retornei a Brasília aos 15 anos, onde joguei minha primeira Superliga pela Brasil Telecom. Joguei três temporadas. Em seguida, fui para Osasco, depois Pinheiro, Brusque, voltei para Araçatuba, fui para Osasco novamente, fui para o Sesi, Campinas, e voltei para o Osasco. Pra mim, é importante tudo isso. Tenho 29 anos e 15 superligas nas costas. Acredito que das 15, 11 são jogando e eu sempre busquei um time em que eu iria jogar. Isso me fez crescer e amadurecer muito rápido, também. Em 2011, foi a minha primeira ida para a Seleção Brasileira. Estava na Seleção de novos, mas me destaquei e fui para a equipe adulta. Já no primeiro ano, fui campeã em Guadalajara. No ano seguinte, me consagrei campeã olímpica. Então, é uma luta muito grande, diária, pois são de seis a oito horas diárias de treino, sem folga, sem feriado. Enfim, a gente abdica de muita coisa, mas ao mesmo tempo, é o nosso trabalho.

E é um trabalho que passa rápido.

Exatamente. Passa muito rápido. E é o que a gente ama fazer, é o meu trabalho. Enfim, agradecer o carinho que as pessoas têm por mim. Então, é o reconhecimento do trabalho que a gente faz.

Você está a quanto tempo no Osasco?

Eu joguei 2007 e 2008. Voltei em 2011 e 2012. Retornei em 2016, 2017 e 2018.
Quando você foi convocada, e se destacou, qual foi a sensação? Por que a Seleção é a maior realização do jogador profissional.
Sim, com certeza. É o que todo atleta almeja, defender o seu país. Eu jogo na seleção há sete anos e, somente ano passado, comecei a jogar e ser muito mais acionada. Mas os outros seis anos, pra mim, foram de crescimento, porque tinha a Sheilla do meu lado, tinha a Fabiana, a Jaqueline, que me ajudaram muito. Porque são jogadoras bicampeãs olímpicas e que têm uma experiência muito maior que a minha. Então, o crescimento é muito maior. Ano passado foi um ano em que eu joguei muito bem. Foi o que eu busquei, era o que eu esperava. Em campeonatos, em que o time era desacreditado, a gente conseguiu chegar. Isso mostra a qualidade do Brasil, das jogadoras. Enfim, eu tenho um balanço muito bom da minha vida. Tem três temporadas que eu venho me mantendo ali em cima, como maior pontuadora. Meu objetivo é sempre defender da melhor maneira. Buscar mais desafios, crescer. Buscar muito mais a regularidade. Todos esses prêmios e destaques que eu tenho que são a consequência do meu trabalho.

No Brasil, se torce muito para o futebol, mas o vôlei também é muito cobrado pela torcida. Como você lida com isso?

Querendo ou não, já estou “acostumada” com a cobrança. Todo mundo espera que a Tandara jogue a bola da decisão. Eu sempre tive, desde muito nova, essa cobrança. Primeiro minha, depois, da minha família, dos meus pais que também jogaram. O torcedor do voleibol é muito rigoroso, então, acredito que temos de lidar da melhor maneira, sem lidar pelo lado pessoal e que seja profissional, porque é alguém que está ali te admirando e quer que você cresça.

 

O empoderamento feminino tem sido uma grande pauta no esporte nos últimos anos. Como você vê essa questão da posição feminina no esporte?

Bom, é muito importante, porque a gente mostra a garra e determinação que a mulher tem. No ano passado, a gente teve uma campanha muito boa, fez um trabalho incrível com a Karol Conká. A gente mostrou que, independentemente das adversidades, toda mulher tem aquela força a mais. Isso é muito importante, nós enquanto mulheres estarmos nos destacando e tomando um espaço maior dentro do esporte, para que a gente mostre que pode chegar no nível masculino, também.

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Rodada do campeonato amador teve até goleada

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Vila Maria (preto) e Cruzeiro terminaram o jogo em 1 a 3 - Foto: Susana Küster

O fim de semana foi marcado por grandes jogos no Campeonato Amador, em Lages. Como o torneio tem uma primeira fase curta, com sete jogos, as partidas tornam-se muito competitivas.

O diretor de futebol e divulgação da Liga Serrana, Fernando Madeira, conta que o jogo que mais surpreendeu no fim de semana foi do ACBV contra o Inter Amigos, pois o primeiro time ganhou de oito a zero. “Goleada assim é sempre surpresa, os demais resultados foram normais em circunstâncias de jogo”.

Os locais e horários dos próximos jogos, que ocorrerão no próximo fim de semana, em Lages, serão definidos por sorteio na próxima quarta-feira. Porém, já foi decidido que na 4ª rodada da primeira fase, os times que vão jogar são: Guarujá x AFC; América x Ass São Miguel; São José x União Sta Helena; LDU x Sevilha; Cristal / Casa Nossa x Inter Amigos; ACBV x Vila Maria e Cruzeiro x Vila Mariza.

Homenagem

Na partida de sábado, entre América e AFC, o ex-jogador do Internacional de Lages, Guilherme Oliveira, que morreu na última quarta-feira, em Florianópolis, devido a problemas de saúde, foi homenageado. Ele também jogou nos dois times de futebol amador.

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Jocol de 2018 terá duas novas modalidades

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O bicicross será uma das novidades dos jogos deste ano - Foto: Adecir Morais/ Arquivo CL

A partir desta segunda-feira (19), os participantes dos Jogos Comunitários de Lages (Jocol) já podem se inscrever para participar das disputas. As inscrições seguem até o dia 23.

Considerado uma das maiores competições amadoras do Brasil, o Jocol está previsto para começar no dia 17 de março, com a corrida rústica para todas as equipes. A largada está programada para às 10h, em frente ao Ginásio Jones Minosso.

São esperados cerca de mil corredores atletas entre homens e mulheres. Já a cerimônia de abertura será realizada no dia 24 de março às 18h30min, no mesmo ginásio. O futebol de campo, carro-chefe dos jogos, começa no dia seguinte.

A competição contará com com 25 modalidades, sendo que a maior parte delas pode ser disputadas por homens e mulheres. A novidade deste ano é a inclusão do xadrez adulto e bicicross. O objetivo é dar oportunidade para os atletas que praticam essas modalidades.

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Após derrota, Inter permanece na lanterna do campeonato

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Com 7 pontos após 9 partidas, duas vitórias, um empate e seis derrotas, o Inter está na última colocação da tabela - Foto: Camila Paes

Após perder para o Brusque neste domingo (18), no Estádio Vidal Ramos Júnior, o Inter de Lages continua como último colocado na classificação do 1º turno do Campeonato Catarinense. O Brusque marcou o único gol da partida aos 26 min do segundo tempo, saindo na frente do Leão Baio.

Cerca de 500 torcedores passaram pelo estádio. No começo da partida, a torcida se mostrou bastante apoiadora do time, aplaudindo os poucos momentos de tentativas de gols e as defesas do goleiro Fabian Volpi.

Entretanto, conforme a partida foi chegando aos seus minutos finais e com o gol do time adversário, aos 26 do segundo tempo, marcado por Ronaell, os torcedores se mostravam cada vez mais descontentes e desanimados. Durante o jogo, foram três cartões amarelos. O primeiro saiu para o João Carlos, do Brusque, aos 6 minutos do primeiro tempo. Ainda no primeiro tempo, o meio-campo do Inter de Lages, Jean Lucas, também recebeu uma punição. Logo no início do segundo tempo, foi a vez do zagueiro do Leão Baio Gregory levar cartão amarelo.

O jogo também foi a estreia do zagueiro, Fabão, que atuava pela Portuguesa e última contratação do time. O atleta jogou toda a partida, mas precisou de atendimento médico aos 30 minutos do primeiro tempo, após sentir dores na perna.

O técnico Leandro Niehues, em entrevista após a derrota do time, classificou a primeira rodada do campeonato como muito ruim para o Leão Baio e garantiu que, para as próximas partidas, deverão haver mudanças e que o segundo turno deverá ser acima da média, para tentar melhor a posição na tabela.

O presidente Cristopher Nunes revelou também que, estão em busca de novos atletas e novas contratações, devido a atual situação do time. Ele ressaltou que, a participação da torcida e a presença de torcedores no estádio, também é importante para que os resultados sejam cada vez melhores.

Com 7 pontos após 9 partidas, duas vitórias, um empate e seis derrotas, o Inter está na última colocação da tabela após o fim do primeiro turno. Acima dele está o Criciúma que, até o fechamento desta edição enfrentava o Hercílio Luz. Entretanto, mesmo com uma derrota do penúltimo colocado, a situação do Leão Baio permanece inalterada. Em primeiro lugar na classificação está o Figueirense, seguido pela Chapecoense e pelo Avaí. Este último será o próximo adversário do Inter de Lages, no próximo domingo, às 17h, no estádio da Ressacada.

 

 

 

 

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Leoas entram em quadra pela primeira vez em 2018 em março

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O time que defenderá a camisa das Leoas da Serra já está definido e foi apresentado na manhã de sexta-feira (16). Atletas como Diana, Greice, Gy, Getúlio e a melhor do mundo, Amandinha, voltam a treinar pelo time. A equipe ainda conta com o reforço de Adriana Costa, conhecida como Tiga, que já havia jogado no Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc) e permanece nas Leoas da Serra.

O calendário de partidas para este ano está cheio. Entre as principais competições, está a Libertadores da América, na qual as Leoas foram classificadas ano passado, após a vitória na Copa do Brasil. Ainda não está definido, oficialmente, onde serão as partidas, mas acredita-se que ocorram na Argentina.

A primeira vez que as Leoas entrarão em quadra neste ano, será em casa. Para o próximo dia 3, está agendado um amistoso contra o Corinthians, no Ginásio Jones Minosso, às 20h. As informações sobre a compra de ingressos será divulgada nos próximos dias. Ainda em março, Lages receberá a Seleção Brasileira, em uma partida contra a Seleção do Paraguai, no dia 12. Amandinha, Diana e Gy entrarão em quadra pelo Brasil. Informações de ingressos também não foram divulgadas.

Durante a coletiva de apresentação, a presidente da Associação Leoas da Serra, Geane Ferreira, explica que para este ano, a intenção é focar nas categorias de base do time, já que são de extrema importância para a continuidade da qualidade da equipe, e a maioria das atletas começou na base do time. Geane ressalta que o trabalho será forte, já que no ano passado, com o calendário apertado por causa das competições, não foi possível dar a atenção necessária para as categorias. “A base sempre será prioridade e estamos analisando uma forma de a Rafa (técnica do time adulto) assumir a parte de desenvolvimento”, acrescenta.

>>Projeto social O criador do projeto Leoas da Serra, Maurício Neves de Jesus, ressaltou no evento, a importância do trabalho social desenvolvido pelo grupo. Já que dá oportunidade para meninas de diversas idades. “Se você entregar uma bola para um time de homens, eles jogam bola. Se você entrega para um time de mulheres, elas fazem tudo isso”, acrescentou Maurício, exaltando a importância do projeto.

>>Melhor do mundo A jogadora Amandinha, eleita em 2017 a melhor do mundo pela quarta vez consecutiva, ressalta que o resultado do último ano é fruto de um trabalho vencedor, e que muitas vezes, não é fácil. “Sabemos que o futsal feminino não é fácil, mas esta é uma guerra vencida”, acrescenta.

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