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Sustentabilidade: Poucos separam o lixo reciclável

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Fotos: Bega Godóy

Pesquisa do Ibope Inteligência, a pedido da Cervejaria Ambev, revela que no Brasil, 100% das pessoas acreditam que reciclar é importante para o futuro do planeta, mas esse sentimento não se reflete na prática.

75% da população não recicla o lixo doméstico e 25% sequer separa o orgânico do inorgânico. Em Lages a situação não é muito diferente. A coleta seletiva não contempla todos os bairros e mesmo onde ela passa, nem todas as pessoas separam o lixo.

Para se ter uma ideia, a cidade produz cerca de 80 toneladas de lixo por dia e recicla 15 toneladas por mês. Os dados mostram que é necessário avançar em políticas de conscientização ambiental, pois o hábito de separar o lixo ainda é praticado por poucos.

Em Lages, os moradores dos Bairros Petrópolis e Vila Comboni são os mais atentos na preparação correta dos resíduos destinados à coleta seletiva. São eles que abastecem com maior regularidade e Cooperlages, cooperativa responsável na coleta e separação do lixo reciclável.

Em Lages, a coleta seletiva funciona de segunda a sexta-feira e atende apenas 35 dos 78 bairros. Com sede no Bairro São Miguel, a Cooperlages recolhe entre 50 a 55 toneladas por mês, e a cada 100 quilos, os 38 cooperativados aproveitam apenas 30%, ko restante vai para o aterro sanitário na região do Distrito de Índios.

Apesar da população dos bairros atendidos ter o roteiro diário da Cooperlages, ainda assim a preocupação com o descarte correto passa longe de ser o ideal. “No Centro há vários prédios e por isso a produção de lixo é  grande, mas não temos acesso, pois nem todos entregaram a chave da caixa do lixo reciclado. Temos de uns 10 prédios”, explica a presidente da cooperativa, Neuzita dos Anjos.

Um bom exemplo

Na casa da dona Ironi Telles, no Bairro Petrópolis a preocupação em separar o lixo é constante. As suas ações se encaixam muito bem na ideia de sustentabilidade. Há tempos ela está preocupada com o planeta e com os exemplos que quer deixar para os filhos e netos.

Na sua casa, cada ítem vai para uma sacola diferente. Há mais de 15 anos ela se preocupa em separar o lixo que produz diariamente. “Faço sempre, porque sei que um dia a natureza vai reclamar o que é dela”, explica.

A preocupação não se limita à sua casa e ao seu entorno. A aposentada recolhe o lixo que vê na rua e, uma vez por mês, limpa a boca de lobo que fica na frente da residência. “Moro numa baixada e se não cuidar quem vai sair prejudicada sou eu.

“Não sei dizer porque o Bairro está entre os mais caprichosos. Deve ser porque temos muito exemplos aqui e é raro uma família não reciclar”, acrescenta.Dona Ironi entende que a reciclagem é um dever de todos, mas reconhece que muitos têm pouca ou nenhuma disposição às práticas verdes. O problema é observado também fora de casa.

Pensando globalmente

Ações sustentáveis também são uma preocupação de grandes empresas. A Cervejaria Ambev, por exemplo, tirou mais de 12,4 milhões de toneladas de vidro de circulação em decorrência do aumento de representatividade das garrafas de vidro retornáveis disponíveis no mercado nos últimos anos. A companhia também deixou de produzir um volume superior a 1,9 bilhão de garrafas PET com resina virgem em decorrência da reciclagem do material, deixando de utilizar mais de 94 mil toneladas de plástico.

Para onde vai o lixo?

92% dos moradores de Santa Catarina acredita que aquilo que chama de lixo pode ter valor para outras pessoas e 70% discorda que o lixo deixa de ser sua responsabilidade quando jogado fora, mas a cadeia envolvida nesse processo ainda parece ser um mistério para a maior parte da população.

67% dos catarinenses afirmam não saber quem efetivamente recicla os materiais e os transforma em novos produtos no Brasil e 70% afirmam saber pouco ou nada sobre cooperativas de reciclagem. Além disso, 44% acreditam que o lixo vá para aterro sanitário ou lixão. A nível Brasil, os dados são 59%, 81%, 58%, respectivamente.

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Piloto de moto fica gravemente ferido

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Fotos: Águia 04/Divulgação

O helicóptero Águia 4 foi acionado para prestar suporte aéreo a uma vítima de acidente neste domingo (24). Um piloto que praticava motocross ficou gravemente ferido após acidente, no interior do município de São José do Cerrito, na Serra Catarinense. A identidade da vítima não foi divulgada.

No local, a equipe médica do Samu verificou que a vítima apresentava Traumatismo Cranioencefálico (TCE) grave. Com isso, foi conduzido para Lages, pelo helicóptero. O trajeto durou apenas em apenas 10 minutos, sendo que, por solo, o tempo de deslocamento aproximado seria de 50 minutos, devido ao local ser de difícil acesso.

A equipe do Águia 4 salienta que com o apoio do helicóptero, é possível levar uma espécie de UTI até o local do acidente. Além disso, uma a equipe médica do Samu, equipamentos especiais e medicamentos, que, aliado ao curtíssimo tempo, poderão influenciar de maneira muito positiva na recuperação do paciente.

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Mais de 250 mulheres precisaram de proteção da Polícia Militar

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Foto: Andressa Ramos

Lages é conhecida por ser uma cidade machista e com alto índice de casos de violência contra a mulher. Por diversos fatores, como medo e insegurança, muitas das vítimas não conseguem denunciar seus agressores. Porém, a denúncia é importante para garantir que menos mulheres sejam agredidas e que os homens se conscientizem de tal fato covarde.

Prova de que a cidade tem números altos de violência à mulher, é o número de medidas protetivas que a Polícia Militar, por meio da Rede Catarina de Proteção à Mulher, acompanha. De fevereiro, mês do lançamento do programa na cidade, para cá, 258 mulheres foram atendidas; destas, 35 ainda estão em acompanhamento. 65 falaram aos policiais que não seriam mais necessárias as visitas, já que oficializaram as separações ou reataram.

A Rede Catarina entra em ação depois de receber, do Judiciário, as medidas protetivas. E a atenção não é voltada apenas à mulher, mas, também, ao agressor, a fim de saber se está cumprido o que é determinado pela medida, como ficar longe da mulher.

Na rede, atuam dois policiais, sendo uma mulher e um homem, para que na hora do atendimento possam conversar com vítima e agressor. As visitas acontecem nas casas onde estão os dois, para saber como está o relacionamento. C

aso o agressor seja visto novamente na casa da mulher, repetindo o crime ou chegando perto da casa sem o consentimento da mulher, pode ser preso. Desde abril, descumprir decisão judicial de medidas protetivas de urgência prevê pena de detenção de três meses a dois anos.

O coordenador da Rede de Catarina de Proteção a Mulher na cidade de Lages e Região, sargento Goedert, explica que a Rede Catarina trabalha em parceria com outros órgãos. “Periodicamente, nos reunimos para alinhar procedimentos.”

Diariamente, em média, a Polícia Militar recebe de quatro a cinco medidas protetivas para o acompanhamento. O sargento acredita que o número cresce devido ao sentimento de empoderamento das mulheres e, depois poderem contar com o apoio da Polícia Militar. “Depois que a Rede Catarina foi implantada, elas sabem que têm esse amparo. É importante que estejam empoderadas para denunciar”, ressalta.

Descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência

Art. 24-A. Descumprir decisão judicial que deferiu medidas protetivas de urgência previstas nesta Lei:

Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos.

  • 1o A configuração do crime independe da competência civil ou criminal do juiz que deferiu as medidas.
  • 2o Na hipótese de prisão em flagrante, apenas a autoridade judicial poderá conceder fiança.
  • 3o O disposto neste artigo não exclui a aplicação de outras sanções cabíveis.

Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 3 de abril de 2018; 197o da Independência e 130o da República.

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Tanque é alvo de vandalismo

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Uma impressora foi encontrada dentro da água - Fotos: Divulgação

O Parque Jonas Ramos, o Tanque, no Centro de Lages, foi alvo de vândalos na madrugada deste domingo (24). Além de latas, garrafa e caco de vidro espalhados pelo parque, dentro da água havia até uma impressora.

Em seu perfil no Facebook, o secretário do Meio Ambiente, Euclides Mecabô, lamentou a depredação e disse: “Isso representa uma falta de consciência da importância dos equipamentos públicos”.

Para o secretário, estes danos provocam prejuízos para o patrimônio público, a ideia é que a comunidade ajude nestes casos, denunciando quando possível. As providências serão tomadas junto aos órgãos competentes para que possam identificar as pessoas e posteriormente responderem pelos seus atos.

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