Conecte-se a nós

Notícias

Sírios transformaram Lages em seu lar

Published

em

Ghassan Mawaldi fugiu da Síria há três anos para morar em Lages - Foto: Susana Küster

Se você passar por Ghassan Mawaldi nas ruas de Lages, não vai imaginar que ele fugiu da guerra. Mas os olhos tristes mostram o sofrimento pelo qual ele e sua família passaram na Síria. Eles moram há três anos em Lages e não pretendem voltar para a terra natal.

As cenas das bombas explodindo em frente à casa onde moravam fazem parte da memória. A mulher de Mawaldi teve o rosto machucado devido aos estilhaços do vidro de uma janela que quebrou com o estrondo de uma bomba.

Sem, ainda, falar bem o Português, ele tem dificuldade para se expressar e prefere dar a entrevista para o jornal em inglês. Sua mulher não trabalha e está grávida, mas, na Síria, ela dava aulas de alcorão, pois eles seguem a religião muslim.

Seus filhos estudam em uma escola pública, mas sem entender muito o conteúdo das matérias, porque também não compreendem o Português. Mesmo assim, têm passado de ano.

Mawaldi trabalha, mas poderia estar melhor empregado já que é engenheiro agrônomo e atuava como professor universitário na Síria. Com 50 anos, ele está triste porque não consegue liberação do governo brasileiro para viajar para o exterior. Conta que por conta disso, sua esposa, que tem 32 anos, seu filho de 7 anos e sua filha de 11 anos, estão legais somente no Brasil.

Família na Síria

Mawaldi deixou, no Líbano, seu irmão e sua irmã que são casados e possuem filhos. Ele conta que a guerra os assombra, vivem sem comida, bebida ou trabalho. Além disso, não sabem até quando conseguirão ficar vivos.

Eles não têm dinheiro para fugir da guerra. Mawaldi faz contato com os dois pelo Whats App, mas é difícil conseguir conexão com a internet. A passagem da Síria para o Brasil custa, aproximadamente, de R$ 4 mil.

A fuga

Mawaldi e a família fugiram da Síria em 2015 e foram para o Líbano. Na embaixada do país, souberam que Lages já abrigava grande quantidade de árabes e tinha uma mesquita. Ele sabe que em São Paulo há um grande número de sírios, mas preferiu morar em Lages, por ser uma cidade calma.

A opção pelo Brasil foi porque, além de ter um povo pacífico, não há restrição para entrar no país. Sua família não quer mais viver em um ambiente violento.

Anúncio
Anúncio

Capa do Dia

Anúncio
Anúncio

Cinema

Facebook

Anúncio
%d blogueiros gostam disto: