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Setor da maçã com grande demanda

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Foto: Gislaine Couto

A colheita da maçã talvez seja um dos períodos de maior contratação do setor. Nessa época começam os processos de seleção e, em Lages, por exemplo, tem reunido dezenas de interessados. A geração de emprego depende da safra, mas, nos últimos anos, a boa colheita tem sustentado a demanda de trabalho.

Na última semana, uma fruticultura da região utilizou o Banco do Emprego para contratar 20 candidatos. O processo surpreendeu porque compareceram cerca de cem interessados. A equipe da secretaria comenta que, ano passado, em quatro contratações realizadas durante o ano, também surgiram bastante pessoas.

A alta taxa de desemprego (11,8% registrado em dezembro passado) e os poucos requisitos para as vagas atraem os trabalhadores da área rural. Mas o diretor da Associação Brasileira de Produtores de Maçã, Moisés Albuquerque, comenta que nem sempre o cenário foi assim. “Inclusive, em algumas regiões houve redução”.

Para Albuquerque, esses fatores fazem com que as pessoas estejam procurando todo tipo de trabalho, inclusive um que não costuma ser muito visado. “A cultura da maçã abraça uma mão de obra rejeitada por outros segmentos”.

Números

Não se sabe ao certo quanto o setor emprega no município e na região. Estima-se, em nível de Brasil, que um emprego e meio é gerado a cada hectare de produção macieira. Se na Serra Catarinense há quase 12 mil hectares, então, pode-se dizer que há aproximadamente 18 mil empregados. Uma pesquisa do Banco de Desenvolvimento Regional do Extremo Sul (BRDE) diz que o setor da fruticultura tem cerca de 150 mil vagas no país. O Correio Lageano tentou, durante a semana, conhecer a realidade dessa geração de emprego, mas nenhuma empresa ou pomar da região abriu as portas para o CL conversar com os trabalhadores.

Emprego também depende da safra

Para haver um bom número de vagas, é preciso que haja uma boa safra. Ano passado, por exemplo, com a supersafra, houve bastante emprego para o setor. Este ano, houve uma redução estimada de 20%.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lages, Carlos Luiz Peron, é quem prevê essa redução. Por outro lado, observa que a procura na área reduziu nos últimos anos. Peron conta que quando a contratação era realizada no sindicato, cerca de 700 pessoas compareceram.

Salário

O salário também é outro diferencial do setor. Peron destaca que o sindicato conseguiu entrar num acordo com os empregadores e o salário da categoria deve ficar R$ 1.155,00, enquanto o tratorista receberá R$ 1.240,00.

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