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Serviços são afetados pela falta de gasolina

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Foto: Camila Paes

Atualizado às 18h50 (28/05)

Com o nono dia de paralisação dos caminhoneiros se aproximando, diversos setores precisam encontrar maneiras para enfrentar as consequências do movimento. Escolas cancelaram aulas, hospitais cancelaram procedimentos e empresas liberaram funcionários. Mesmo após o anúncio do presidente Michel Temer que, pela terceira vez, tentou concessão com a categoria, os caminhoneiros mantiveram a greve em todos os Estados brasileiros. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha afirmou em coletiva de imprensa que as negociações se esgotaram.

O secretário de Estado da Defesa Civil, Rodrigo Moratelli explicou que as negociações com os caminhoneiros seguem para que sejam garantidos os serviços oficiais em todo o Estado e para que seja mantida a ordem pública.

Em Santa Catarina, são 144 pontos de paralisação e não há barreiras de passagem. Ele ressalta que o diálogo tem sido fundamental para liberar produtos essenciais e isso mostra que o movimento tem sido pacífico no Estado.

Um dos maiores problemas é a falta de gasolina, já que sem ela, o transporte de insumos fica prejudicado. O presidente da Associação Comercial e Industrial de Lages (Acil), Sadi Montemezzo, ressalta que não há combustível nos postos de gasolina e que foi liberada uma certa quantidade para ambulâncias e carros de policiais. Entretanto, na tarde de segunda, alguns postos de gasolina receberam cargas de combustível e filas se formaram, já que muitos motoristas precisavam encher o tanque.

Táxi

Os taxistas lageanos têm sofrido com a falta do combustível. O presidente do Sindicato dos Taxistas, Orlando Moreira, explica que os profissionais estão apavorados, pois estavam contando com as viagens durante a Festa do Pinhão. “É como se fosse o 13º salário deles e tem muitos parados pela falta de gasolina.”

Ele ressalta que mais de 50% dos taxistas estão parados e que apenas cerca de 30% da frota está trabalhando. Entretanto, Orlando acrescenta que a categoria entende o lado dos caminhoneiros e que a situação para eles, está pior. “Eles podiam olhar só para eles, mas estão lutando pelo povo em geral e nós devemos abraçar a causa.”

Correios

Na Central de Distribuição dos Correios de Lages não há mais produtos para serem entregues. Diariamente, o órgão recebe um caminhão e duas vans com encomendas e desde a semana passada não há material. O gerente do Centro de Distribuição, Eduardo Macedo, explica que funcionários de entrega foram dispensados, pois não há como trabalhar. Entretanto, acrescenta que as pessoas estão sendo compreensivas e, até agora, não há reclamações.

Gás

Algumas distribuidoras de gás nem atendem mais ao telefone, já que o produto se esgotou na semana passada. Funcionários de duas empresas explicam que as entregas ocorrem um dia sim e um dia não e as ligações de pessoas precisando de gás têm sido frequentes.

CDL

O diretor executivo da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Jonathan Silva, explica que fizeram levantamento sobre os setores e que o varejo de confecções ainda há estoque. Nos supermercados, o problema são os hortifruti e os produtos perecíveis. Ele ressalta que, até agora, nestes setores, não há preocupação. Porém, o período de Festa do Pinhão é de grande movimentação econômica para o comércio e se a paralisação continuar, o próximo final de semana pode ser prejudicado.

Procon

O executivo do Procon, Júlio Borba, explica que, nesta segunda (28), foram retomados os serviços de fiscalização, a fim de coibir a prática dos preços abusivos, inclusive, analisando os preços em supermercados e outras lojas.

Hospitais

No Hospital Tereza Ramos, a diretora Beatriz Montemezzo explica que estão adaptando os serviços. O gás de cozinha e o oxigênio foram reabastecidos. A preocupação, agora, é com um caminhão de produtos para o hospital que está parado em Massaranduba. Se ele não conseguir chegar a Lages até quarta-feira, devido à falta de combustível, alguns produtos podem faltar.

No Hospital Infantil Seara do Bem, as cirurgias eletivas foram adiadas. Há medicamentos que são de uso diário e que duram mais cerca de três dias. Éder Gonçalves, diretor da instituição, explica que há oxigênio para os próximos 10 dias e que o gás de cozinha ainda não acabou e estão negociando para que botijões sejam entregues.

No Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, o oxigênio foi entregue após escolta da Defesa Civil. Medicamentos também começam a faltar, como antibióticos e soro. Com isso, a direção da instituição está em conversa com a Defesa Civil para escoltar as entregas. A gerente da enfermagem, Susana Zeen, explica que as cirurgias eletivas foram adiadas desde a última quinta-feira (24).

Transporte urbano

A Transul informou que executará o plano de restrição de horários na circulação dos ônibus, a partir de quarta-feira (30). Hoje, os serviços seguem com algumas restrições. Na quarta e sexta-feira, entre horários de picos, das 8h às 12h e das 14h às 18h, os ônibus vão rodar de hora em hora para quem embarcar no terminal urbano. O horário das 8h30, dos bairros para o centro, serão mantidos.

Nos horários considerados de picos, das 6h às 8h; das 12h às 14h, e das 18h às 19h30, o trânsito dos ônibus será normal. Após às 20h, não ocorre alteração nos horários. No feriado de quinta-feira (1º) e no sábado (2), a decisão foi a de aplicar os horários praticados nos domingos.

Porém no sábado, será mantido normal, apenas o horário de pico das 6h às 8h. Depois disso, de hora em hora. Aos horários especiais relativos à Festa do Pinhão, serão mantidos de meia em meia hora até a meia-noite. Após, horários diferenciados conforme a demanda.

 

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