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Serviços postais dos Correios são reajustados

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O reajuste de preços é referente aos serviços de encomenda (Sedex e PAC) - Foto: Divulgação

Quem precisar postar alguma encomenda ou receber algum produto comprado via internet, pelos Correios, vai sentir o impacto no bolso.

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) aplicou um reajuste médio de 8% nas tarifas do frete de encomendas para os objetos postados entre as capitais e nos âmbitos local e estadual. Os novos valores estão valendo desde terça-feira.

Empresas de comércio eletrônico alegam que a correção anunciada pela estatal seria de 29%, para todo país, e que poderia chegar a 51% dependendo das rotas e da localidade. O reajuste de preços é referente aos serviços de encomenda (Sedex e PAC).

Em Lages, João Francisco Frank Gil, que há dez anos vende produtos pelo site Mercado Livre, considera o reajuste das tarifas dos Correios abusivo. E, que esse aumento refletirá no bolso dos consumidores.

O empresário reclama ainda, que a qualidade do serviço oferecido pela estatal despencou nos últimos tempos. “Às vezes, os vendedores são qualificados como mau pelos clientes no site, sendo que o atraso na entrega é dos Correios” completa.

O site Mercado Livre conseguiu liminar da Segunda Vara da Justiça Federal de São Paulo, que suspendeu o aumento das tarifas nas entregas de encomendas por Sedex ou PAC. Portanto, a decisão vale apenas para itens comprados pelo Mercado Livre.

A suspensão se deu após algumas empresas de comércio eletrônico lançarem uma campanha #FreteAbusivoNão nas redes sociais, para evitar que o consumidor pague mais caro por produtos adquiridos nas lojas que estão na internet e usam os serviços dos Correios.

Os empresários do e-commerce alegam que os aumentos superam a inflação anual, que ficou em torno de 3% em 2017.

Os Correios informam que o reajuste não é para o e-commerce, mas para os serviços de encomendas dos Correios, também utilizados pelo e-commerce.

Os Correios afirmaram, através de nota, que se trata de uma revisão anual de preços e que a definição dos valores cobrados “é baseada no aumento dos custos relacionados à prestação dos serviços, que considera gastos com transporte, pagamento de pessoal, aluguéis de imóveis, combustível, contratação de recursos para segurança, entre outros”.

Por fim, os Correios ressaltam que a parceria com o e-commerce brasileiro é de importância para a empresa. Parceria que, inclusive, viabiliza a atividade de inúmeras micro, pequenas e médias empresas que vendem pela internet, devido à oferta de pacotes de benefícios dos Correios exclusivos para os marketplaces brasileiros, incluindo reduções de preço que chegam a mais de 30% no Sedex e 13% no PAC, quando comparado aos preços à vista.

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