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Semana Santa: Consumo de peixe aumenta muito neste período

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Ernano espera vender pelo menos 800 quilos de peixe essa semana - Fotos: Susana Küster

 

Com a Semana Santa, o consumo de peixe aumenta consideravelmente. A expectativa é que sejam vendidos 15 mil quilos, somente na feira que é feita ao lado do Mercado Público de Lages. Para se ter uma ideia, essa quantidade corresponde a 7,5% de tudo o que é comercializado durante um ano, em todos os pesque-pagues da região, que vendem, em média, 200 mil quilos no período. O consumo é bem mais alto que isso, porque os supermercados e outros estabelecimentos também vendem peixe.

A venda maior, nesta época, não reflete apenas uma mudança na rotina alimentar, mas um incremento econômico. A contratação de pessoas para vagas temporárias não é tão grande, mas é um dos fatores que ajudam a movimentar a economia.

Na visão do secretário Municipal de Aquicultura, Nelson Beretta, falta um incentivo para as pessoas consumirem mais peixe. “Precisaria fazer um trabalho de divulgação e também um preço mais em conta nos supermercados”.

Atualmente, na Serra Catarinense, segundo ele, há 400 propriedades com açude, sendo que a maioria não vende. “Acredito que há 30 produtores e mais 28 pesque-pagues na região. Lages continua sendo o maior produtor. Painel é que vende mais truta”.

Feira

Serão vendidas carpas, tilápias, jundiás e outros tipos de peixe. Era para ter começado ontem, mas devido ao mau tempo, o início foi adiado para hoje com o mesmo horário de atendimento, das 8 às 18 horas, até sexta-feira.

Consumo

Comer peixe é um hábito que Luis Marcelo Dobrowolski, 34 anos, tem somente nas quartas e sextas-feiras da quaresma. Ele costuma comer frango e carne de gado ao longo do ano. Isso porque possui gota e a doença, segundo ele, piora com o consumo de peixe.

Mas há quem goste de comer com mais frequência. O funcionário público federal, Jorge Vescovi, 59 anos, gosta de comer peixe uma vez por semana. Ele só não compra mais porque considera caro. “É um tipo de carne mais leve e saudável, o médico mandou comer. Pena que às vezes é o dobro do valor da carne (bovina)”, diz.

Jorge tem costume de comer peixe uma vez por semana

Resultados

A comerciante da Casa do Peixe, Amanda Farias Silveira, 22 anos, conta que na Semana Santa, a comercialização aumenta em até 160% ou mais. “Em uma semana normal, vendemos cerca de 300 quilos, e na Semana Santa, a quantia passa para 800 quilos”. Ela afirma que são feitas promoções para atrair mais consumidores e que o local vende no atacado e varejo.

No Pesque e Pague do Faustão, em torno de 800 quilos de peixe foram vendidos no ano passado. Mas, o empresário Ernano Córdova, tem duas toneladas para vender nesta semana. O forte do movimento é na quarta e quinta-feira e há a possibilidade de comercializar o peixe vivo ou já limpo.

Empresa freia expansão devido a crise econômica

A ideia de expandir a fábrica foi deixada de lado com a crise econômica, mas o plano está de pé para o empresário Vilso Isidoro, da Belo Peixe. Hoje, a empresa tem uma capacidade de produzir quatro toneladas por dia, mas processa no máximo três toneladas por semana. Isso que vendem peixe para os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Em janeiro, o Ministério da Agricultura fechou a exportação de qualquer pescado do Brasil para a União Europeia. A medida preventiva foi depois da missão de auditoria dos europeus em solo brasileiro, ocorrida em setembro de 2017.

A suspensão foi com o objetivo de evitar a possível suspensão unilateral pela União Europeia e ter uma posição mais favorável para retomar as exportações, assim que os problemas forem resolvidos. Ao mesmo tempo, o Ministério da Agricultura busca formas de implementar a colaboração com outros órgãos públicos para inspeção sanitária nas embarcações, item bastante criticado pelos europeus.

Expectativa

A esperança é que a produção aumente com a exportação liberada, mesmo assim, se espera um crescimento com as vendas a nível nacional. Vilso Isidoro afirma que conversa com produtores de suínos e o consumo caiu também para eles. “As pessoas estão comendo menos carne, porque é cara e a crise tá forte”.

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