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Secretários de Educação abrem caminho para os Planos de Carreira

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Lages, 27 de maio/2010 – Correio Lageano

Reformular os Planos de Cargos e Salários de todos os municípios da região é o foco de uma oficina que iniciou ontem, no auditório da Amures com o especialista em Educação, Luiz Araújo.

Secretários municipais de Educação e técnicos dos 18 municípios participam do evento. A capacitação abrirá caminho para habilitar os municípios a implementar a Lei 11.738 que institui o Piso Nacional do Magistério Público, que hoje é de R$ 1.024,60.

A secretária de Educação de Lages e presidente do Fórum dos Secretários de Educação, Sirlei Rodrigues, enfatizou que a angústia dos municípios é encontrar uma forma de subsidiar a implantação do piso. "O passo que estamos dando é fundamental para a valorização dos profissionais da educação e para que possamos rever, adequar ou elaborar os planos de cargos e salários dos 18 municípios da região da Amures", afirmou Sirlei Rodrigues.

A contratação do especialista e assessor da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Luiz Araújo foi viabilizada por iniciativa do presidente da Amures, prefeito de Cerro Negro, Janerson Delfes Furtado. Ele manifestou preocupação na última assembleia dos prefeitos, porque alguns municípios ainda não se adequaram à lei do piso nacional do magistério.

Ontem pela manhã, a pauta do evento foi uma exposição sobre diretrizes para elaboração dos planos de carreira. À tarde aconteceu o levantamento das principais preocupações dos municípios em relação aos planos de carreira. Também foram feitos esclarecimentos gerais sobre as preocupações de cada município. Os aspectos essenciais na elaboração do Plano de Cargos e Salários, com enfoque na disponibilidade de recursos, foi o último item da pauta no dia.

Hoje pela manhã, a tratativa se concentrará nos principais elementos que impactam o plano de cargos e salários. E à tarde será procedida a construção de alguns planos de carreira, passo a passo, como forma de padronizar procedimentos e tirar dúvidas dos municípios. O que mais preocupa os secretários de Educação é como implementar o plano de carreira havendo limitação de recursos.

Uma outra situação apresentada por Sirlei Rodrigues é como conduzir os planos antigos que tinham situações específicas e sofreram modificações com a nova lei. "Só um exemplo são os porcentuais daquela época que não fecham com os de hoje. Estão muito elevados e podem comprometer os recursos. Não adianta ter um plano de cargos e salários bonito no papel, mas impraticável financeiramente", alertou, complementando que a valorização do professor tem de ser feita, mas acima de tudo, tem de haver a garantia de recebimento do benefício.

Em sua exposição Luiz Araújo alertou que os planos de carreira podem contemplar apenas os profissionais do magistério. Mas também, os profissionais da Educação. "Temos neste caso dois caminhos. E o mais recomendado é que quanto mais amplo for o plano, mais valorização terá a categoria. Mas isso depende do fôlego financeiro de cada município", disse.

Na região mais de três mil professores esperam pelo Plano de Carreira da Educação.

 

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