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São Joaquim é a cidade que mais neva no Brasil, diz autor

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Neve em São Joaquim SC dia 20 de julho de 1990. Foto: Argus/Divulgação

Que a cidade de São Joaquim é uma das mais frias do Brasil ninguém duvida. Certo! E se alguém dizer que esta mesma cidade é a que mais neva no país? Esse fato pode ser comprovado no livro “A Neve no Brasil” de autoria de Nilson Pedro Wolff.  

A paixão pelo frio inspirou o geógrafo e climatologista a escrever um livro sobre esse fenômeno. “A Neve no Brasil” resgata as maiores nevascas ocorridas no Brasil até 2005, principalmente em São Joaquim. Segundo, ele, é a cidade que mais neva no país, devido a sua localização geográfica, situada a 1.360 metros de altitude.

Para o climatologista, a principal atração do município é justamente o frio, que pode chegar a -10ºC no  inverno mais rigoroso. Basta a previsão do tempo indicar uma frente fria para que as ruas de São Joaquim fiquem cheias de turistas. Além disso, Nilton conta que sempre visita a região principalmente quando há a previsão de neve. “Quero sempre testemunhar e documentar o fenômeno”, ressalta.

No livro, é possível encontrar alguns fatos curiosos como a ocorrência de fortes nevascas na Região Sul do Brasil. Em São Joaquim, por exemplo, apenas os anos de 1971, 1986 e 2005 não tiveram o registro. A nevada mais relevante ocorreu em 1957, quando a cidade teve uma das piores nevascas já registradas no Brasil. A camada de gelo chegou a 1,30 metro e a cidade ficou isolada em função da falta de condição de tráfego nas estradas e em várias casas o telhado caiu, por não ser feito para agüentar o peso de gelo.

 

Maiores nevascas do Brasil

De acordo com o técnico em climatologista, há apenas três relatos de acúmulo de neve igual ou superior a 1 metro no Brasil. A  maior nevasca registrada foi em Vacaria, no Rio Grande do Sul, no dia 7 de agosto de 1979, que teve um acumulado de 2 metros e outra em 20 de Julho de 1957, em São Joaquim, com 1,30 metro de neve, considerada, às vezes, como a mais abundante precipitação de neve do país, e Itatiaia, no Rio de Janeiro, em junho de 1985 com acumulado de 1 metro.

 

Segunda edição

Prestes a lançar a segunda edição do livro, o estudioso do clima, de 54 anos, natural de Campo Bom (RS), se declara fascinado pelo frio da Serra Catarinense. “Como joaquinense de coração e apaixonado pelo frio, sempre visito esta cidade que me encantou pela beleza desse fenômeno da natureza” disse.

Nilton é o responsável pela estação climatológica, órgão do 8º Distrito de Meteorologia do Ministério da Agricultura, em Campo Bom. O estudioso do clima desde 1984,  afirma que a segunda edição do livro traz importantes fenômenos climáticos ocorridos nos últimos anos, tanto no Brasil como na Serra Catarinense.

 

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