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Reforma da Previdência aumenta pedidos de aposentadoria

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Vera Lúcia mostra atestado médico que indica seus problemas de saúde. Foto: Susana Küster

Foram 30 anos de trabalho na cidade e mais 10 anos no campo, mesmo assim Suzana Wolff não consegue se aposentar. Além de atuar no sítio, ela trabalhou de vigilante, porteira, servente, serviços gerais, balconista e auxiliar de limpeza. Desde novembro de 2016, ela tenta se aposentar, mas teve o pedido negado pelo INSS e entrou com uma ação na Justiça. Ela decidiu pedir a aposentadoria porque tem medo da reforma previdenciária e como já tem tempo de serviço, procurou uma advogada.

“No final do ano passado, as testemunhas do meu tempo de trabalho no sítio foram entrevistadas e a advogada também. O INSS me disse para esperar a carta, estou esperando até agora”. Com 53 anos, ela acredita que ainda vai demorar para se aposentar. Para piorar a situação, a última empresa que trabalhou faliu, não pagou décimo terceiro, férias e não deu baixa na carteira de trabalho, impossibilitando a retirada do INSS.

Ela não é a única a ter medo que a reforma tire direitos trabalhistas. O projeto está em discussão no Congresso Nacional, e, grande parte das pessoas, que tem idade ou tempo de trabalho para se aposentar, deu entrada nos papéis no INSS. Os pedidos para se aposentar por contribuição no país, cresceram 5,5% no ano passado, enquanto os que pediram para se aposentar por idade subiram 3,7%. Em 2014, o crescimento dessas duas categorias aumentaram de forma igual.

Isso porque a reforma pretende acabar com a aposentadoria por tempo de contribuição no Brasil. Entretanto, não há prazo para ser colocada em votação. Segundo o INSS de Santa Catarina,  a quantidade de aposentados na região da Associação dos Municípios da Região Serrana (Amures), exceto São Joaquim, é de 30,9 mil, em Santa Catarina é de 928 mil, e, no Brasil, o número passa para 20,1 milhões.

 

Outro exemplo

Com as mãos calejadas de tanto trabalhar na roça e sem idade para se aposentar, Vera Lúcia Ribeiro, está afastada do trabalho há cerca de nove anos por conta de um infarto. Com 53 anos, sem filhos ou marido, ela precisa da ajuda da mãe para complementar a renda e sobreviver. Ela não tem como trabalhar, pois não pode fazer nenhum esforço físico. E, agora está com medo do médico perito negar a continuação do seu afastamento.

A vida profissional dela foi puxada. Como se dedicou a trabalhar na roça como agricultora, não teve como estudar. Seu último emprego foi como ajudante de cozinha e depois disso teve o infarto. Ela espera que todo seu empenho seja reconhecido pelo INSS, mas tem medo de ter o afastamento negado e conseguir aposentadoria muito tarde.

 

As justificativas para a mudança

O governo quer acabar com a aposentadoria por tempo de trabalho porque defende que essas pessoas são as que custam mais aos cofres públicos. Em dezembro do ano passado, os aposentados por tempo de contribuição receberam R$ 11,8 bilhões, enquanto os aposentados por idade custaram R$ 9,95 bilhões para o INSS.

Essa diferença de valores se explica porque quem se aposenta por tempo de contribuição (35 anos para homens e 30 para mulheres) tem, cerca de 54,9 anos e recebe quase R$ 2 mil por mês. Quem se aposenta por idade tem, em média, 60,9 anos e recebe R$ 950. Os dados são de 2016.

Está difícil se aposentar por tempo de contribuição

Hoje existem três modelos de aposentadoria: por idade, por tempo de contribuição ou especial (concedida à trabalhadores expostos à insalubridade). A que tem maior taxa de indeferimento é a de tempo de contribuição. Neste ano, apenas 24% dos requerimentos nessa modalidade foram concedidos no país.

O tempo de contribuição, atualmente, para os homens é de no mínimo, 35 anos de contribuição e, para as mulheres, são 30 anos de trabalho. Por idade, eles podem se aposentar aos 65 e elas aos 60. Pela reforma previdenciária, a idade mínima será obrigatória, passando a ser de 65 anos para homens e 62 para mulheres. Porém, todos vão ter que trabalhar, no mínimo, por 25 anos. Há um pedágio de transição para quem estiver mais perto de se aposentar.

 

Beneficiários devem fazer prova de vida

Os aposentados, pensionistas e demais beneficiários do INSS que não fizeram comprovação de vida há mais de um ano terão os benefícios suspensos. O INSS convocou todas as pessoas que não tinham feito a comprovação de vida há mais de um ano. Se o beneficiário perdeu o prazo é importante ir, o quanto antes, ao seu banco para regularizar a situação e reativar o pagamento, pois se o beneficiário não fizer a comprovação, o benefício é suspenso e, após um período é cessado.

O procedimento é obrigatório e deve ser feito todo ano para todos os beneficiários do INSS que recebem seus pagamentos por meio de conta corrente, conta poupança ou cartão magnético, inclusive para aqueles que recebem benefícios assistenciais.

No ano passado, 112,7 mil benefícios foram suspensos, gerando uma economia de R$ 1,2 bilhões de reais.

 

Números:

30,9 mil é a quantidade de aposentados em Lages

11,8 bilhões de reais é o valor que os aposentados, por tempo de contribuição, receberam em 2017

112,7 mil benefícios foram suspensos em 2017

1,2 bilhões de reais é a economia gerada com o corte de benefícios

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Praça do CEU objetiva potencializar a participação social

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Foto: Fabrício Furtado/ FCL/ Divulgação

Por meio da parceria entre União e municípios, 357 Centros de Esportes Unificados (CEUs) estão em construção no país. Destes, cerca de 161 foram inaugurados até maio deste ano. Se for considerar o número atual de municípios brasileiros, 5.570, Lages é um dos poucos privilegiados com a instalação e o funcionamento de um.

Localizado na rua Archilau Batista do Amaral, no Bairro Universitário, próximo ao Ginásio Jones Minosso, a Praça do CEU de Lages homenageia o Dr.  e desportista Luiz Carlos Silva. Ele foi advogado, escrivão no Fórum da Comarca de Lages/Nereu Ramos e também fez parte da equipe lageana de tiro ao prato numa das edições dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc).

O espaço dispõe de duas salas multiuso (aulas de artes, dança, xadrez, teatro, musicalização e afins), telecentro (informática), ‘cineatro’, ginásio poliesportivo, administrativo/almoxarifado, sanitários exclusivos para pessoas com necessidades especiais, pista de skate, local para atividades recreativas e físicas.

Com o objetivo de potencializar a participação social, além dos cursos em funcionamento, como balé e desenho na área de artes, oficinas de contação de história destinado para os professores da rede municipal, escolinhas esportivas (handebol e futsal) e atividades do Programa Vida Ativa (Programa que visa promoção de integração, convivência, fortalecimento de vínculos e práticas físicas para o público da segunda e terceira idade).

O superintendente da Fundação Cultural de Lages (FCL), Gilberto Ronconi, informa que até o dia primeiro de agosto estarão abertas as inscrições para o curso de violão. “As aulas serão ministradas pelo instrutor Eder Goulart, um dos principais músicos da canção nativista do município. O intuito é formar três turmas: a primeira nas quartas e sextas-feiras, das 9h às 10h, a segunda também nas quartas e sextas-feiras, porém das 10h às 11h e a terceira nas quintas-feiras, das 9h às 11h”, explica Gilberto.

O secretário de Assistência Social e Habitação de Lages, Samuel Ramos, destaca que esses cursos, oficinas, escolinhas e atividades ocorrem de forma gratuita e àqueles que possuem interesse podem realizar inscrição diretamente na Praça do CEU.

Gestão Compartilhada

A gestão em Lages é compartilhada pelas secretarias de Assistência Social e Habitação, Secretaria Municipal da Educação, Fundação de Esportes e Fundação Cultural de Lages (FCL), em parceria com as Secretaria de Serviços Públicos e Meio Ambiente, Secretaria Municipal de Águas e Saneamento (Semasa) e Coordenação de Segurança e Trânsito. A Fundação Cultural de Lages é responsável pelo Grupo Gestor interno da Praça do CEU.

Para mais informações sobre as atividades na Praça CEU, basta entrar em contato pelo telefone da Fundação Cultural no (49) 3224-7425 ou mesmo com o atendimento da Praça pelo número (49) 3224-7163.

Por Prefeitura de Lages

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Notícias de segurança

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Colisão

Corpo de Bombeiros, Samu e Polícia Militar foram acionados para atender a uma colisão, na Avenida Presidente Vargas, em Lages, por volta das 23h30 de domingo (15). O acidente aconteceu quando um Celta atingiu a traseira de uma Kombi que comercializa cachorro quente, estacionada em frente a concessionária Via Serra.

Não foram divulgados os nomes dos envolvidos, tampouco seu estado de saúde após o ocorrido. De acordo com a PM, os ocupantes do carro foram conduzidos pelo Corpo de Bombeiros e Samu ao Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, e o veículo foi recolhido ao pátio.

 

Princípio de incêndio

Também no domingo (15), por volta das 22h35, o Corpo de Bombeiros foi chamado para atender a um princípio de incêndio em vegetação, ocorrido na Rua João Lemos Machado, no Bairro Morro Grande, em Lages. O fogo atingiu cerca de 60 metros quadrados, mas foi facilmente controlado. Não houve vítimas.

 

Briga

No início da tarde de domingo (15) o Corpo de Bombeiros de Lages foi acionado para atender a dois homens que se envolveram em uma briga, na Avenida João Goulart, Bairro Tributo, em Lages. Após um desentendimento, M.S. e A.L. se agrediram usando pedaços de madeira e uma foice.

M.S. tinha ferimentos na parte da frente da cabeça e estava desorientado. A.L. tinha ferimentos na parte de trás da cabeça, mas estava lúcido. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, ambos tinham sinais de embriaguez e foram levados para a emergência do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres.

 

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Mais um atropelamento na BR-282, em Lages

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Um adolescente, menor de idade, foi atropelado enquanto andava de bicicleta pelo acostamento da BR-282, nas proximidades do Motel Villages, em Lages. O acidente aconteceu por volta das 19h30 de domingo (15), no KM 214.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Lages, o acidente aconteceu quando M.A.S.O., 65 anos, saiu da pista e atingiu a traseira da bicicleta. O homem dirigia uma Triton L200, com placas de Lages e, segundo a PRF, tinha indícios de embriaguez, porém se recusou a fazer o teste do bafômetro.

O Corpo de Bombeiros atendeu à vítima, que foi encaminhada para o Hospital Infantil Seara do Bem, em Lages, com ferimentos no rosto e suspeita de fratura no fêmur direito.

 

Colisão na Avenida das Torres

Ainda no domingo a PRF registrou outro acidente provocado por embriaguez, também na BR-282, nas proximidades do Lages Garden Shopping.

Um Kadett com placas de Lages  trafegava pela marginal da rodovia em velocidade acima da permitida, quando perdeu o controle e invadiu o canteiro que divide a Avenida das Torres, batendo contra o poste do sistema de monitoramento da Polícia Militar.

De acordo com a PRF o condutor E.S.M., cuja idade não foi divulgada, foi submetido ao bafômetro, que constatou alto índice de ingestão de álcool. Ele foi conduzido para a Central de Polícia, para os procedimentos legais.

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