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Rede Cegonha Serra Catarinense ganha reconhecimento nacional com trabalho preventivo

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Foto: Cristiano Rigo Dalcin/ Divulgação

Classificada entre as 31 melhores experiências do Laboratório de Inovação em Educação na Saúde, o trabalho LAB Mãe Serrana: EPS Transformando Práticas, da Rede Cegonha Serra Catarinense, ganhou reconhecimento nacional do Ministério da Saúde e da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), que enviaram representantes para conhecer a execução do projeto na prática, na Serra Catarinense, nesta sexta-feira (20).

A classificação é um prêmio para o trabalho que tem obtido resultados positivos, com a redução dos índices de mortalidade infantil na região de abrangência da Gerência Regional de Saúde de Lages, formada por 18 municípios.

“Quando o trabalho começou a ser esboçado, tínhamos um índice de 25 mortes a cada 1000 nascimentos na região. Inicialmente, reduzimos esse índice para 15, e agora, já são 11 óbitos para cada 1000 nascimentos”, informa a gerente regional de saúde, Daniela Rosa de Oliveira.

“A primeira vez que ouvi sobre a mortalidade infantil foi na universidade e diziam que a Serra catarinense não fazia nada e graças a Deus estamos mudando isso. Sabemos que essa visita é um processo avaliativo, mas para nós já é um prêmio, pois envolve um trabalho técnico com muito sentimento”, completa.

Representante do Ministério da Saúde e da OPAS, Norma Fagundes, destacou o processo de avaliação realizado. “Avaliamos 251 trabalhos de todo o Brasil, dos quais 45 foram selecionados inicialmente. Destes, 31 foram classificados para serem visitados, pois entendemos que é importante conhecer a realidade de cada local”, explicou.

Agora, a partir da visita, a experiência pode ser classificada entre as 15 melhores do país, em resultado que deve ser anunciado a partir do mês de maio.

A visita foi realizada durante dois dias, com atividades programadas pela Gerência Regional de Saúde. Na quinta-feira (19), as representantes do Ministério da Saúde e da OPAS ouviram relato das participantes do LAB Mãe Serrana, e visitaram o município de Campo Belo do Sul, onde participaram de uma roda de conversa com a equipe da unidade básica, gestantes e puérperas.

Na sequência, visitaram as unidades de saúde do município. Nesta sexta-feira (20), as representantes assistiram à palestra com apresentação da experiência pela gerência regional de Saúde, com a participação de representantes das redes municipal e estadual de Saúde.

À tarde, elas conheceram a Casa Mãe Tereza, o espaço de acolhimento de gestantes e puérperas do Hospital Tereza Ramos, que atua integrado ao projeto da Rede Cegonha. “Evoluímos muito, sem dúvida. Realizamos 1,2 mil atendimentos e cerca de 300 partos por mês no Hospital Tereza Ramos e se não tivéssemos todo esse envolvimento da rede, não teríamos o acolhimento que podemos proporcionar atualmente para nossas gestantes e puérperas”, ressalta a diretora do Hospital Tereza Ramos, Beatriz Montemezzo.

O trabalho Lab-Mãe Serrana: EPS Transformando Práticas foi inscrito no eixo temático Gestão da Política de Educação Permanente em Saúde. O edital previu outros dois eixos temáticos para inscrições de experiências: Integração ensino, serviço, comunidade e Educação, e práticas interprofissionais.

O Laboratório de Inovação em Educação na Saúde, lançado pelo Ministério da Saúde, que tem como objetivo mapear e potencializar as melhores práticas de Educação Permanente em Saúde no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Departamento de Gestão da Educação na Saúde da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde(DEGES/SGTES) e da OPAS.

 

Por ADR Lages

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Indígenas enfrentam baixas temperaturas na Serra Catarinense

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As pequeninas Ana e Crislaine de três anos, e Raquel de 5 anos, brincam no interior do saguão da Rodoviária Dom Honorato Piazera, no Bairro Universitário, em Lages. Nos pés chinelos, no rosto um sorriso enorme. Elas são índias, da tribo kaingang de Pato Branco, no Paraná.

Vieram com a família, João, de 47 anos, Dorvalina, de 49 anos, Erondina de 25 anos, Júlia de 48 anos e Jocélia de 18 anos está em Lages há algumas semanas, e enfrenta os primeiros dias de frio na Serra Catarinense com poucas roupas.

Se, para quem está todo agasalhado já é difícil enfrentar as baixas temperaturas, imagine para eles que estão com poucas peças de roupas e dormem no chão, bem próximo da chegada e partida dos ônibus. João estava com uma camisa aberta e jaqueta fina por cima. Dorvalina, de chinelo e saia. “Estou com frio”, mas, mesmo assim, não pensou nela na hora de pedir algo, ela priorizou às crianças, e, pediu fralda tamanho G.

As outras índias pediram também, calçados, cobertores e comida. João, que é casado com Dorvalina, pediu ajuda para conseguir passagem para voltar a Pato Branco, onde está sua aldeia. João explica que muitos indígenas saem de suas aldeias pois é difícil conseguir emprego na localidade, por isso, fazem os artesanatos para vender em outras cidades.

Ajuda_ Quem quiser ajudar a família pode ir até a rodoviária, eles estão com duas barracas, montada de cobertores.

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“Conversando sobre adoção” ocorre em Lages dia 25

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Foto: Boletim Jurídico/ Divulgação

No dia 25 de maio, a Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente (CDDCA) da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) promove, em Lages, o encontro “Conversando sobre adoção”. O evento acontece das 13h30 às 18h no Órion Parque e contará com palestras e debates.

O objetivo do encontro é dar continuidade na discussão sobre a adoção tardia, inter-racial e de crianças e adolescentes com deficiência, conforme explica o presidente do colegiado, deputado estadual Vicente Caropreso (PSDB).  

“Nós vamos debater temas relacionados à convivência familiar e comunitária, com o intuito de promover a reflexão e troca de experiências sobre adoção, construção de vínculos e, principalmente, sobre a agilização processual da adoção.”

De acordo com o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), em Santa Catarina, 1.458 crianças e adolescentes estão em programa de acolhimento institucional, sendo que, em torno de 200 estão em condições de serem adotadas.

Na outra ponta, 2,5 mil famílias desejam adotar. “Estamos trabalhando com o foco na criança e no adolescente, para que seja reduzido o tempo de espera nos abrigos e acelerado o processo de adoção” afirmou Caropreso.

O promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude do Ministério Público de SC, Dr. João Luiz de Carvalho Botega e o presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da OAB/Florianópolis, Dr. Ênio Gentil Vieira Júnior, vão ministrar palestras sobre o tema. O primeiro encontro foi realizado em Blumenau e os próximos serão em Criciúma (07/06), Porto União (14/06), Joinville (21/06) e Chapecó (29/06).

Em Santa Catarina

1.458 crianças estão no programa de acolhimento

2.500 famílias desejam adotar

 

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Rio Carahá virou córrego de esgoto

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Foto: Susana Küster

O Rio Carahá possui cerca de 7 mil metros de extensão que cortam  boa parte da cidade de Lages e, ao longo de todo o trecho, recebe esgoto sem tratamento. A afirmação é do secretário da Semasa, Jurandi Agostini, e confere com o cheiro em determinados locais do rio.

Em alguns pontos, principalmente em dias de calor, o odor fica mais forte. Mas, quando está frio, também há mau cheiro. A água escura e com lixo em muitos pontos, dá a impressão que o rio, vindo de duas nascentes que despejam água limpa, virou esgoto a céu aberto. 

Há galerias em vários trechos e todas despejam água suja no leito do Carahá. Dentro de uma  dessas galerias, por exemplo, perto do cruzamento com a Avenida Papa João XXIII, há dois pneus.

Especialmente após a ocorrência de alagamentos, vários objetos comprovam como o Carahá está poluído. Sacolas, garrafas PET, madeiras e até um sofá e uma geladeira já foram encontrados. Na semana passada, apareceu uma espuma branca em um dos pontos do rio e a água foi coletada para análise. Desconfia-se ser proveniente de produtos de limpeza ou de produtos químicos.

Para o secretário, a situação seria melhor se as pessoas cumprissem a lei. “Onde não tem esgoto, é preciso ter fossa e filtro. O que deve estar acontecendo é que as fossas não são limpas ou nem existem em algumas propriedades”.

Outro ponto que piora a situação, de acordo com Jurandi Agostini, são as construções irregulares pelo lixo que geram e também pela falta de espaço que a secretaria tem para arrumar a rede.

Além do esgoto, o leito também serve para receber as águas da rede pluvial. “Com o tempo, quem sabe, as pessoas possam pescar e nadar nele de novo. Mas ainda há muito trabalho a ser feito e a fiscalização deverá ser intensa,” diz o secretário.

Como melhorar

O percentual de esgoto tratado da cidade é outro indicador preocupante, pois, segundo o secretário da Semasa, apenas 23% do esgoto recebe tratamento. A expectativa é que esse número mude quando os Complexos Araucária e Ponte Grande ficarem prontos.

No caso do primeiro, a previsão é que até o fim do mês os testes na rede se iniciem e quando funcionar de forma efetiva, o índice de tratamento de esgoto aumentará 25%, totalizando 48%. Quando o Complexo Ponte Grande funcionar, o secretário afirma que esse percentual subirá para 85%. “Mas até isso acontecer, vai demorar um pouco.”

Espuma no Carahá era de detergente

Por Patrícia Vieira

Uma espuma branca que apareceu no Rio Carahá, no encontro das avenidas Belisário Ramos e Presidente Vargas, no Centro de Lages, no dia 9 de maio, despertou a curiosidade dos moradores. O engenheiro químico do Consórcio Águas do Planalto, Altherre Branco, explica que após análises, verificou-se que a o fenômeno foi causado por detergente.

Ainda a partir da análise laboratorial, também constatou-se que a espuma apareceu pela falta de chuva. Devido à baixa vazão da água, e à presença de esgotos domésticos não tratados que dificultam a decomposição de detergentes.

Neste caso, a espuma no Rio Carahá originou-se de um agente ativo que existe em detergentes que sai do esgoto das pias.. “Não há o que temer, já que a espuma não é considerada tóxica”, afirma o engenheiro. Pois com a falta de chuva, os produtos se acumularam no trecho pela falta de oxigênio na água.  

Ainda de acordo com o engenheiro químico, não há mais concentração de espuma no local. Apenas bolhas se formam devido à força da queda da água. Ele ressalta que o fenômeno foi em ponto isolado, e não há registro em outros pontos do rio.

Altherre Branco cita reforça que a implantação da rede de esgoto em toda a extensão da avenida Ponte Grande e do Complexo Araucária irá contribuir para que o esgoto doméstico não seja despejado nos rios.

 

Apenas bolhas se formam no local devido a queda da água – Foto: Patrícia Vieira

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