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Quase 20% dos brasileiros ainda guarda moedas em casa, diz Banco Central

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Espaço para moedas quase vazio é rotina no comércio - Foto: Bega Godóy

Parte da população brasileira ainda tem o hábito de guardar moedas em casa. Isso é o que mostra um estudo divulgado na quinta-feira (19), pelo Banco Central (BC).  A pesquisa diz que 19,3% da população guarda moedas por mais de seis meses. Além disso, 56,2% usam o dinheiro guardado no cofrinho para compras e pagamentos, mostra o BC, no estudo “O brasileiro e sua relação com o dinheiro”.

De acordo com o gerente de uma loja no Centro de Lages, Jorge Cardoso, o desaparecimento de moedas ocorre em determinados períodos. Com base em sua experiência, ele observa que as pessoas recorrem a moedas depois do dia 20 e essa circulação se mantém até o fim do mês. “Depois que acaba o pagamento, as moedas saem da gaveta”, explica.

Quem sofre com a retenção de moedas são os caixas dos comércios que precisam bancar a quebra de caixa no final do mês quando falta troco. “Não temos um valor específico para ‘perdoar’ por isso entregamos troco a mais. O cliente tem que sair satisfeito”, acrescenta. Ainda segundo ele, quando percebe-se que as pessoas têm moedas nas bolsas quando efetuam pagamento são “convencidas” a fazer as trocas. No entanto, nem todos concordam.  

A falta de moedas é um dos problemas que os comerciantes têm que contornar diariamente. São muitos os estabelecimentos que colocam cartazes. “Precisamos de moedas”. E cada um se vira como pode.

O supermercado Angeloni disponibilizou em Lages por algum tempo a CataMoeda, uma máquina na qual os consumidores depositavam suas moedas e recebiam um vale-compras com o valor correspondente e mais 2% para usar na loja.

Recursos públicos

De acordo com o chefe do Departamento do Meio Circulante do BC, Felipe Frenkel, 8 bilhões de moedas estão guardadas “em algum lugar”. Ele destacou que quanto mais moedas ficarem em circulação, menor será o gasto de recursos públicos com a produção do dinheiro.

O chefe-adjunto do Departamento do Meio Circulante do BC, Fábio Bollmann, disse que o BC considera positivo que a população faça poupança com as moedas. Entretanto, ele orienta a trocar as moedas por cédulas sempre que atingir um valor maior, no comércio ou no banco, para ajudar na circulação de dinheiro.

Frenkel acrescentou que a pesquisa é importante para saber qual é a demanda atual por dinheiro no país. “O Banco Central faz a pesquisa para atender a demanda da população. Ainda é muito necessário o dinheiro no dia a dia”, acrescentou.

Para compras de até R$ 10,87, 9% dos entrevistados preferem utilizar dinheiro. Esse índice diminui com pagamentos de maior valor. Para desembolsos de mais de R$ 500, a maior parte (42,6%) prefere cartão de crédito. No comércio, 75,8% dos estabelecimentos aceitam pagamentos no débito e 74,1% no crédito. Apenas 16,3% aceitam cheques.

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