A qualidade no atendimento e a excelência dos produtos ofertados definem as prioridades do comércio eletrônico brasileiro para 2026. A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) projeta que o país deve ultrapassar 100 milhões de compradores online até 2026. O faturamento esperado para 2028 chega a R$ 277 bilhões, com aumento previsto no ticket médio das vendas.
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Segundo um estudo da WGSN, as decisões de consumo serão guiadas pelo valor – um indicador que vai além do preço. Análises de mercado apontam que os consumidores vão se sentir mais otimistas e estáveis financeiramente, mas continuarão seletivos. As pessoas escolhem em quais categorias gastar mais e em quais economizar, priorizando experiências e diversão. O cenário exige que plataformas digitais avancem para diferenciais que atendam esse perfil mais criterioso.
Especialistas do setor destacam que o consumidor brasileiro tem adotado novas tecnologias e práticas no ambiente digital. Pequenos comerciantes se dedicam a aprender a criar um site para ampliar canais de venda e muitas lojas investem em relações de longo prazo com clientes, usando tecnologia para oferecer atendimento humanizado. Para especialistas brasileiros, o WhatsApp supera métodos tradicionais como principal meio de fechamento de vendas em várias lojas.
Devolução gratuita vira critério de escolha para 76% dos consumidores
Uma pesquisa da National Retail Federation (NRF), a maior associação comercial de varejo do mundo, mostra que 76% dos consumidores consideram a devolução gratuita um fator determinante na escolha de onde comprar. O total de devoluções no varejo atingiu US$ 890 bilhões em 2024.
Análises setoriais ressaltam que as marcas precisam garantir produtos de qualidade, práticas sustentáveis reais e cumprir suas promessas. O desafio para o varejo é acertar no básico e se diferenciar ao oferecer propostas que unam conveniência, credibilidade e experiência. A equação de valor muda conforme o perfil do cliente, exigindo que empresas entendam com precisão onde está a prioridade de cada público.
Varejo aposta em experiências compartilhadas para impulsionar conversão
Eventos culturais serão uma boa aposta para o varejo em 2026, pois permitem que as lojas aproveitem experiências conectadas com o que está em alta no momento. O estudo da WGSN recomenda apoio às compras sociais, facilitando que consumidores compartilhem a experiência de compra com outras pessoas. A estratégia está em impulsionar a conversão por meio de conteúdo digital criado para influenciar e inspirar confiança.
A pesquisa também recomenda que os varejistas busquem novas formas de ganhar dinheiro além das vendas tradicionais. Isso inclui investir em publicidade dentro das suas próprias plataformas e oferecer serviços para outras marcas.
Black Friday e Natal exigem caixa e parceiros estratégicos
As vendas no comércio online variam bastante conforme a época do ano, principalmente em datas comemorativas como Natal e Black Friday. Por isso, os lojistas precisam se preparar melhor e buscar parceiros que ajudem o negócio a crescer de forma constante. Empresas que oferecem hospedar sites representam parte da infraestrutura necessária para operações digitais estáveis.
Para lidar com essas oscilações, é essencial se planejar com antecedência, ter dinheiro em caixa e avaliar bem as oportunidades que aparecem nos momentos de pico. É importante prever tanto os ganhos quanto os problemas para não se frustrar e aproveitar ao máximo os períodos de vendas altas.
Novas leis europeias elevam padrão de e-commerce no mundo
No cenário internacional, empresas que operam na União Europeia enfrentam exigências crescentes desde 2024. O Digital Services Act (DSA), aplicado desde 17 de fevereiro do ano passado, exige transparência de anúncios, proteção de menores e rastreabilidade de vendedores. Já o General Product Safety Regulation (GPSR), em vigor desde 13 de dezembro de 2024, moderniza as regras de segurança de produtos e reforça deveres dos marketplaces em recalls e cooperação com autoridades.
O mais recente deles, o European Accessibility Act (EAA), que passou a vigorar em 28 de junho de 2025, estipula que sites e aplicativos de e-commerce devem cumprir requisitos de acessibilidade. Empresas têm período transitório até 2030 para produtos e serviços já no mercado. A conformidade com essas regulamentações, ainda que específicas da União Europeia, tende a ser vista como diferencial competitivo, levando empresas a adotarem padrões elevados mesmo em mercados sem obrigatoriedade legal imediata.