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Projetos culturais de Lages são contemplados pelo Ministério da Cultura

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Atividades do projeto, na localidade de Casa de Pedra, em Painel, na Escola Municipal Santo Antônio - Foto: Projeto Circuladô/ Divulgação

Dentre as mais de 2 mil iniciativas culturais populares inscritas em todo o Brasil, no Ministério da Cultura, quatro selecionadas são de Lages. A Rede de Sabedoria Popular, ação da Associação Cultural Matakiterani, teve três das quatro premiadas.

A outra iniciativa é da Associação de Arte e Cultura Circula-dô. O resultado final da seleção de contemplados no 6º Prêmio Culturas Populares, foi publicado no Diário Oficial da União nesta semana. No caso da Associação Matakiterani, foram duas na categoria mestre e outra na grupo formal.  

Miguel Antunes de Freitas, o Mestre Mimi, e Sebastião Aldori Silva de Oliveira, seu Sebastião dos Balaios e a Associação Cultural Matakiterani foram premiados e cada um deve receber R$ 20 mil para dar continuidade às ações em suas comunidades e desenvolver seus projetos.

O Prêmio destina R$ 10 milhões, a 500 iniciativas culturais de mestres, mestras, grupos e instituições privadas sem fins lucrativos. Esta edição também reconhece ações em acessibilidade cultural. A cada ano, o prêmio homenageia um representante consagrado da cultura popular. Nesta edição, a homenageada é a cantora pernambucana Selma Ferreira da Silva, a Selma do Coco, falecida em 2015.

O mestre da dança do urubu

Miguel Antunes de Freitas, 74 anos, conhecido como mestre Mimi, é contador de causos. Criado com os avós na zona rural da Serra Catarinense, foi pinante de tropa, agregado de fazenda e operador de serra fita em serraria.

Ao se aposentar, passou a dedicar seu tempo em transmitir saberes para os mais jovens por meio das ações promovidas pela Associação Cultural Matakiterani. Nessas atividades recupera da infância a “Dança do Urubu”, uma brincadeira ensinada por seu avó, conhecido como Pai Grande.

Balaieiro mantém a cultura indígena

Seu Sebastião é artesão e taipeiro. Aprendeu a trançar fibras na casa dos avós na Coxilha Rica. A avó foi quem ensinou a técnica. Trança fibras há 35 anos e atua politicamente em movimentos de artesãos e da economia solidária. Atualmente, é dos poucos balaieiros ainda em atividade na Serra Catarinense, mantendo a herança cultural indígena de produção de peças como balaios, cestos, peneiras e esteiras.

Vivências criativas de tradição oral na escola

Os facilitadores da Associação Matakiterani acompanham os mestres de tradição oral em visitas na escola com diálogos dos saberes formais e informais, com atividades denominadas vivências criativas de tradição oral. As atividades duram de 20 a 30 minutos por turma utilizando recursos da pedagogia griô e da educação biocêntrica para a fruição e reinvenção dos saberes tradicionais.

Projeto Teatro Circula-dô

Projeto de inserção de arte nas comunidades e de valorização da  cultura popular. O trabalho é realizado nas escolas rurais e urbanas de todos os municípios da Serra Catarinense, atingindo 27 mil pessoas.

Os alunos levam para a comunidade um questionário em que entrevistam pais, familiares, benzedeiras e contadores de histórias sobre a cultura popular. Também os grupos de terceira idade são atingidos com o projeto.

A ideia é buscar as memórias das localidades, por meio de fotos. Serão realizadas gincanas e encontros de gerações. Alunos e grupos de idosos são contemplados com exibições de filmes e apresentações  espetáculos.

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