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Professor de Lages participará de congresso mundial

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Gatiboni é engenheiro agrônomo do CAV/Udesc - Foto: Susana Küster

O engenheiro agrônomo, Luciano Colpo Gatiboni, do Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) em Lages, será um dos palestrantes do 21º Congresso Mundial de Ciência do Solo.

O evento acontecerá pela primeira vez na América Latina e será realizado de 12 e 17 de agosto, no Rio de Janeiro. O congresso é o mais importante da área de solos e espera reunir cerca de 7,5 mil participantes de cerca de 140 países.

Gatiboni participará junto com outros profissionais de um debate sobre a gestão do fósforo na agricultura brasileira. Ele escreveu com outros experts da área, um artigo intitulado: “Transitions to sustainable management of phosphorus in Brazilian agriculture” (Transições sustentáveis para o uso do fósforo na agricultura brasileira), divulgado em fevereiro na revista Scientifc Reports, uma das principais publicações científicas do mundo. Nele, foi descrito como é possível ampliar a área agrícola do país, remanejando o uso de fósforo.

Para o professor é um grande privilégio participar do evento, que ocorre só a cada quatro anos e reúne grandes nomes da área. Ele explica que um dos assuntos que serão debatidos no congresso é o uso de fósforo, que nos próximos 400 anos acabará no mundo, sendo que hoje não se encontra substituto para este elemento, essencial para as plantas.

As projeções para 2050 é que a população mundial cresça 30%, segundo Gatiboni, será preciso 70% mais comida e dobrar a produção de bioenergia. “Será preciso cultivar plantas que produzam álcool e assim gerar energia. Nesse debate, foi visto que o Brasil é o melhor país do mundo para expandir a agricultura. Mas é preciso remanejar o uso do fósforo para não usarmos muito, pois está acabando”.

Outra ação importante para o meio ambiente, segundo o professor é sobre a matéria-prima para fertilizante. Gatiboni frisa que é preciso usar dejetos de animais e de humanos como fertilizantes, pois hoje menos de 5% é reaproveitado. “Hoje, no Brasil, nossa rede de coleta de esgoto é terrível, apenas 47% é coletado, muito se vai para o aterro sanitário e os dejetos são altamente nutrientes, poderiam ser utilizados”, lamenta.

Mais participação

De 20 a 22 de agosto, o professor participará de outro evento voltado para pesquisas relacionadas ao uso do fósforo, o Sustainable Phosphorus Summit (SPS 2018), em Brasília, que também acontece pela primeira vez no país. Gatiboni fará parte da comissão organizadora e presidirá a sessão Poluição Ambiental com Fósforo.

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