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Produtora lança financiamento coletivo para realizar novo filme

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Parte da equipe que gravou material de divulgação da produção - Foto: Divulgação

É com a ajuda dos apreciadores do cinema independente que a produtora lageana Coração Delator pretende rodar mais um filme. Spiritus Immunde será uma produção de terror e suspense, que contará a história de um padre durante uma tentativa de exorcismo, numa passagem de tempo de 20 anos. Para ajudar, os interessados poderão apoiar com um valor de sua escolha e receber em troca um brinde relacionado ao filme.

O cineasta Armin Reichert, diretor da produção e também ator, ressalta que o financiamento coletivo é uma opção para a situação atual, onde há poucos investimentos em cultura e o agente cultural é, até mesmo, “marginalizado”.

Para manter a cena efervescente e continuar o exercício de fazer cinema em Lages, optou pelo financiamento. “Esta forma é uma tentativa de fuga desses meios que não dão o apoio necessário, é uma alternativa paralela”, acrescenta Armin.

Durante o trabalho com outros filmes (a Coração Delator é responsável por curtas como A Última Chama e Edgar e o Reino Submerso), foi criada uma rede de contatos de apreciadores do trabalho, um público que consome essa arte e se interessa por ajudar a acontecer.

A ideia do Spiritus Immunde surgiu no início deste ano, quando começou a organização para a 4ª Mostra de Cinema de Lages, realizada todos os anos. O produtor decidiu seguir a linha do terror, devido ao sucesso de A Última Chama.

Enquanto isso, está trabalhando na questão de arte, figurino e ensaios. Para aprimorar esses setores, é importante a doação via Catarse, porque é dessa forma que a qualidade da produção pode ser aprimorada. Uma equipe de mais de 25 pessoas trabalhará voluntariamente no filme.

A ideia de trazer o exorcismo como trama principal da produção, tem muito a ver com a trajetória de Armin no cinema, como telespectador. Ele relembra que o primeiro filme pelo qual se interessou pelos bastidores, questões técnicas e que realmente chamou sua atenção foi o Exorcista (1973), de William Friedkin.

“É difícil falar deste tema, criou-se um clichê muito forte sobre o assunto e é preciso respeitar. Mas teremos muitas críticas às questões sociais, hierarquia na igreja. Também vamos falar de fé e relações familiares”, ressalta Armin.

Em sua última produção, Edgar e o Reino Submerso, o trabalho foi pago após ser classificado em um edital de cultura da Prefeitura de Lages, que não foi mais lançado. Armin ressalta que falta continuidade neste tipo de auxílio e que acontecem com maior incidência, em vários tipos de incentivo público e mecanismo de apoio.

Além disso, ele frisa que os realizadores precisam ocupar os lugares, buscar participar e ter influência neste tipo de decisão, não só para fazer cinema, mas também buscar melhorias para o setor.

Contribuições

Para ajudar a nova produção, as contribuições devem ser feitas pelo site da Catarse, com apoios que variam de R$ 15 a R$ 500. Todos eles são recompensados com brindes como canecas, pôsteres e senhas para ter acesso vitalício ao filme, cenas inéditas e making off.

 

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