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Produção de soja aumenta na Serra Catarinense

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Foto: Divulgação

A produção de soja invade o meio rural catarinense e avança nas áreas antes destinadas ao plantio de milho. A safra 2017/18 deve atingir 2,5 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 5% em relação ao ciclo anterior. O avanço da soja se deu sobre áreas antes ocupadas com milho, pastagens, feijão e frutas. Parte do estímulo se deve ao preço de venda do grão. Ontem, a saca de 60 quilos da soja era cotada em R$ 75,00. A do milho estava em R$ 40,35.

Em média, Santa Catarina amplia em 6% ao ano, a área destinada ao grão. Já são 706 mil hectares nesta safra. Assim ficaram cerca 332 mil hectares para a produção de milho, uma área 12,36% menor em relação a safra 2016/2017. De acordo com dados da Epagri/Cepa, as maiores áreas destinadas ao plantio de soja estão em Campos Novos, Abelardo Luz e Mafra.

Em Lages, as lavouras de milho perderam 20% do espaço para a soja. Além disso, a soja, também ganhou, em média, 10% de áreas novas. Assim, o aumento do cultivo da soja ficou em 30%. A projeção é que a produção de soja tenha um aumento de mil toneladas ante a safra 2016/17. Em contrapartida, o milho deverá perder em torno de 2.400 toneladas em relação a passada, conforme informações do responsável do departamento técnico da Cooperplan, Dorvalino Manfroi.

Colheita

Nos municípios da região da Serra Catarinense, conforme a Epagri/Cepa, devido ao relato de chuvas insuficientes em janeiro, a produtividade esperada da soja pode estar comprometida. A maior parte das lavouras encontravam-se na fase de enchimento de grãos entre os dias 10 e 15 março.

Segundo técnicos de cooperativas, o principal fator que afetará a produtividade não será o período de estiagem, mas sim, o período de dias nublados, que ocorreu no início do ciclo, causando a perda de folhas da região do baixeiro das plantas (parte de baixo), afetando principalmente o tamanho dos grãos. A estimativa inicial de perda de produtividade está em torno de 5% com tendência a subir.

A colheita está prevista para a segunda quinzena de abril. A produção tem aumentado principalmente nos municípios de Lages, Correia Pinto, Otacílio Costa e Cerro Negro. Em Campo Belo do Sul, a estimativa é de quase um milhão de toneladas de soja, para 400 mil toneladas de milho.

Redução do milho

A colheita catarinense de milho é esperada em 2,4 milhões de toneladas, uma queda de 20,4% em relação à última safra. A produção menor é explicada pela redução da área plantada combinada aos períodos de estiagem, que comprometeram a produtividade das lavouras. Uma safra menor significa uma importação maior de milho, principalmente do Centro Oeste do país.

A redução na colheita tem impacto direto no setor produtivo de carnes em Santa Catarina. Como maior produtor nacional de suínos e segundo maior produtor de aves, o estado consome em média seis milhões de toneladas de milho todos os anos. “Nós temos que pensar em alternativas para atender a demanda da cadeia produtiva de carnes. Encontrar rotas alternativas para que o milho chegue com um preço mais competitivo em Santa Catarina”, ressalta o secretário da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa

Entre os motivos que fazem os agricultores abandonarem o cultivo de milho grão estão os altos custos de produção e o preço abaixo do esperado na última safra, fatores que tornaram a soja mais atrativa. “Isso não é uma surpresa. Os agricultores também fazem suas contas e optam pelo que é mais rentável. Como o milho estava com um preço menor este ano, os produtores escolheram plantar soja”, explica.

Argentina

Em função da estiagem, produtores rurais da Argentina também amargam perdas nas lavouras de grãos. A colheita está em andamento e a estimativa de redução é de até 30% nas lavouras de milho e soja. Essa situação impacta a agroindústria catarinense, já que o preço do milho deve subir.

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