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Prefeituras se preparam para que moradores de rua não passem frio

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Foto: Andressa Ramos

Se o inverno é rigoroso para quem tem um lar, cama e cobertas quentinhas, imagina para as pessoas que vivem nas ruas das cidades da Serra Catarinense. Nos próximos meses, a tendência é que, a exemplo dos últimos anos, as temperaturas fiquem abaixo de zero, principalmente naquelas conhecidas como as mais frias do Brasil.

Neste período, a solidariedade de pessoas e entidades contribuem para um inverno mais aquecido às famílias ou, aos moradores de rua.

Para evitar que pessoas em situação de rua passem frio, as prefeituras estão se organizando para este período. Em São Joaquim, já há a arrecadação de agasalhos e cobertores. Uma licitação será aberta para compras de cestas básicas.

A secretária da Secretaria da Assistência Social da cidade, Marilda dos Santos Rodrigues, explica que parte das pessoas que não têm lar, são aquelas que estão de passagem pelo município, para isso, uma das alternativas é oferecer uma hospedagem por três dias. O planejamento é feito com base na lei de benefícios eventuais.

Em Lages, à exemplo do ano passado, uma casa deve ser alugada para o período de junho a agosto.  A psicóloga Ana Maria Pavão, da Secretaria de Assistência Social, explica que a casa fica aberta à noite para as pessoas, com disponibilidade de banho, higiene, alimentação e quarto, além de cuidadores e equipe técnica.

Ana comenta que, em média, 20 a 30 pessoas dormem na casa por noite. Nos outros meses, a Secretaria disponibiliza dois centros de acolhimento, em que os moradores podem fazer atividades e em outro morar por um período até se restabelecer.

Urupema é considerada a cidade mais fria do Brasil e, segundo a administração municipal, não tem registros de moradores de rua. O município é de pequeno porte. São apenas 2.500 habitantes, situação que facilita o controle e, se necessário, ações sociais.

Pesquisa

Uma pesquisa publicada pelo Ipea com base em dados de 2015 projetou que pouco mais de 100 mil pessoas viviam nas ruas, em todo o País. O Texto para Discussão Estimativa da População em Situação de Rua no Brasil aponta que os grandes municípios abrigavam, naquele ano, a maior parte dessa população.

Das 101.854 pessoas em situação de rua, 77,2% estavam em municípios com mais de 900 mil habitantes e 16,0% habitavam municípios com mais de 100 mil pessoas. Já nos municípios menores, com até 10 mil habitantes, a porcentagem era bem menor: apenas 6,63%.

101 mil pessoas viviam na rua no Brasil (2015)

77,2% em municípios com mais de 900 mil habitantes;

16,0% em municípios com mais de 100 mil habitantes;

6,6% em municípios com até 10 mil habitantes

Temperatura baixa também no verão

Desde 2008 não se tinha uma temperatura tão amena na Serra Catarinense durante o verão. Segundo a Climaterra, pelo menos três cidades registraram a ocorrência de geadas na estação. Urupema, São Joaquim e Urubici apresentaram mínimas entre 1ºC e 5 °C no dia 30 do de janeiro e no dia 15 de fevereiro voltou a gear em São Joaquim.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Climaterra, Ronaldo Coutinho, este ano a temperatura mínima de 1,4°C registrada em Urupema foi o recorde da estação em janeiro desde 2008, quando o índice registrado foi de 2,1°C.

Até o dia 16 de fevereiro, foram registradas dez geadas na estação. Ou seja, quem vive na rua enfrenta dificuldades até mesmo nos meses mais quentes.

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