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Prefeitura estuda onde irá instalar redutores de velocidade

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Foto: Andressa Ramos

Sem o funcionamento das lombadas eletrônicas em Lages, muitos motoristas não estão respeitando as placas de sinalização e ultrapassando o limite de velocidade. No mês passado, dois homens morreram em avenidas movimentadas, onde há lombadas desativadas. Um na Avenida Carahá e outro na Santa Catarina.

A realização de um estudo é a justificativa da Prefeitura de Lages para a demora no lançamento do edital, que irá contratar uma empresa para instalar e administrar os aparelhos.

Seguindo a cartilha do Tribunal de Contas de Santa Catarina, que dá orientações para a contratação de serviços de controladores eletrônicos de trânsito, a Secretaria de Planejamento, com uma equipe técnica, está percorrendo os 68 pontos de redução de velocidade, além de analisar outros trechos onde são pedidos da comunidade, ou, ainda, onde o número de acidentes é elevado. Ao todo 120 pontos de trânsito serão avaliados.

O procurador geral do município, Agnelo Sandini Miranda, explica que o estudo é importante para garantir que o edital esteja dentro das conformidades e que os aparelhos estejam, onde realmente colaborem para a redução no número de acidentes, o que proporcionará segurança para todos os usuários das vias.

Em abril se iniciou a montagem do edital, como a contagem de tráfego. O secretário de Planejamento e Obras, Claiton Bortoluzzi, enfatiza que o estudo irá analisar se a lombada está posicionada em um lugar adequado, ou, ainda, se pode ser substituída por outro meio de redução de velocidade.

Apesar das lombadas estarem desligadas, o procurador e o secretário destacam que os motoristas devem seguir as normas de trânsito.

O que diz a cartilha do TCE

O documento orienta que: “(…)O Projeto Básico, com os competentes estudos que demonstram a necessidade de instalação dos controladores, deve atender à legislação e às normas pertinentes, não bastando listar requisitos mínimos para cada um dos equipamentos e serviços em licitação com a informação do número de acidentes ao longo da via.

Deve existir o demonstrativo do número de acidentes e suas causas, o fluxo de veículo, o número de vítimas, para que justifique a necessidade e a localização dos equipamentos a serem licitados.

Em nota oficial, o TCE informou ao Correio Lageano que “Segundo a Diretoria de Controle de Licitações e Contratações (DLC), não tramita processo no TCE/SC para análise do sistema de fiscalização eletrônica no município de Lages.

Está verificando a regularidade do projeto básico e da execução contratual dos sistemas de fiscalização eletrônica nos municípios de Concórdia, Joaçaba, Itajaí, São Miguel do Oeste, Ituporanga, Joinville e Jaraguá do Sul.

 

Opinião do especialista

Adailton Camargo, especialista em trânsito, acredita que uma cidade organizada e em sintonia com a tecnologia deve aumentar os pontos de lombadas eletrônicas e furões para evitar acidentes de trânsito e em último caso alterar os pontos existentes. “A vida não tem preço, então, desde que comprovado por meio de estudo técnico que o local possui grande tráfego de pedestres e que a retirada do aparelho pode resultar no aumento de atropelamentos e acidentes entre veículos, estes não devem ser retirados.”

Ele lembra que a Resolução 396/11 do Contran dispõe sobre isso, destacando que caso seja comprovado que o local não possui mais riscos de acidentes, este pode ser desativado.

Os requisitos para instalação estão presentes na resolução e utilizam como base as estatísticas de acidentes ocorridos no local.

“Se o local já foi palco de vários acidentes e estes estão presentes nas estatísticas do órgão de trânsito, não há o que falar em retirada, a não ser que seja comprovado que sua utilização não possui mais necessidade, visto que os motoristas de veículos estão respeitando a sinalização de velocidade permitida para aquele local (o que é muito difícil)”.

 

 

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Piloto de moto fica gravemente ferido

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Fotos: Águia 04/Divulgação

O helicóptero Águia 4 foi acionado para prestar suporte aéreo a uma vítima de acidente neste domingo (24). Um piloto que praticava motocross ficou gravemente ferido após acidente, no interior do município de São José do Cerrito, na Serra Catarinense. A identidade da vítima não foi divulgada.

No local, a equipe médica do Samu verificou que a vítima apresentava Traumatismo Cranioencefálico (TCE) grave. Com isso, foi conduzido para Lages, pelo helicóptero. O trajeto durou apenas em apenas 10 minutos, sendo que, por solo, o tempo de deslocamento aproximado seria de 50 minutos, devido ao local ser de difícil acesso.

A equipe do Águia 4 salienta que com o apoio do helicóptero, é possível levar uma espécie de UTI até o local do acidente. Além disso, uma a equipe médica do Samu, equipamentos especiais e medicamentos, que, aliado ao curtíssimo tempo, poderão influenciar de maneira muito positiva na recuperação do paciente.

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Mais de 250 mulheres precisaram de proteção da Polícia Militar

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Foto: Andressa Ramos

Lages é conhecida por ser uma cidade machista e com alto índice de casos de violência contra a mulher. Por diversos fatores, como medo e insegurança, muitas das vítimas não conseguem denunciar seus agressores. Porém, a denúncia é importante para garantir que menos mulheres sejam agredidas e que os homens se conscientizem de tal fato covarde.

Prova de que a cidade tem números altos de violência à mulher, é o número de medidas protetivas que a Polícia Militar, por meio da Rede Catarina de Proteção à Mulher, acompanha. De fevereiro, mês do lançamento do programa na cidade, para cá, 258 mulheres foram atendidas; destas, 35 ainda estão em acompanhamento. 65 falaram aos policiais que não seriam mais necessárias as visitas, já que oficializaram as separações ou reataram.

A Rede Catarina entra em ação depois de receber, do Judiciário, as medidas protetivas. E a atenção não é voltada apenas à mulher, mas, também, ao agressor, a fim de saber se está cumprido o que é determinado pela medida, como ficar longe da mulher.

Na rede, atuam dois policiais, sendo uma mulher e um homem, para que na hora do atendimento possam conversar com vítima e agressor. As visitas acontecem nas casas onde estão os dois, para saber como está o relacionamento. C

aso o agressor seja visto novamente na casa da mulher, repetindo o crime ou chegando perto da casa sem o consentimento da mulher, pode ser preso. Desde abril, descumprir decisão judicial de medidas protetivas de urgência prevê pena de detenção de três meses a dois anos.

O coordenador da Rede de Catarina de Proteção a Mulher na cidade de Lages e Região, sargento Goedert, explica que a Rede Catarina trabalha em parceria com outros órgãos. “Periodicamente, nos reunimos para alinhar procedimentos.”

Diariamente, em média, a Polícia Militar recebe de quatro a cinco medidas protetivas para o acompanhamento. O sargento acredita que o número cresce devido ao sentimento de empoderamento das mulheres e, depois poderem contar com o apoio da Polícia Militar. “Depois que a Rede Catarina foi implantada, elas sabem que têm esse amparo. É importante que estejam empoderadas para denunciar”, ressalta.

Descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência

Art. 24-A. Descumprir decisão judicial que deferiu medidas protetivas de urgência previstas nesta Lei:

Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos.

  • 1o A configuração do crime independe da competência civil ou criminal do juiz que deferiu as medidas.
  • 2o Na hipótese de prisão em flagrante, apenas a autoridade judicial poderá conceder fiança.
  • 3o O disposto neste artigo não exclui a aplicação de outras sanções cabíveis.

Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 3 de abril de 2018; 197o da Independência e 130o da República.

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Tanque é alvo de vandalismo

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Uma impressora foi encontrada dentro da água - Fotos: Divulgação

O Parque Jonas Ramos, o Tanque, no Centro de Lages, foi alvo de vândalos na madrugada deste domingo (24). Além de latas, garrafa e caco de vidro espalhados pelo parque, dentro da água havia até uma impressora.

Em seu perfil no Facebook, o secretário do Meio Ambiente, Euclides Mecabô, lamentou a depredação e disse: “Isso representa uma falta de consciência da importância dos equipamentos públicos”.

Para o secretário, estes danos provocam prejuízos para o patrimônio público, a ideia é que a comunidade ajude nestes casos, denunciando quando possível. As providências serão tomadas junto aos órgãos competentes para que possam identificar as pessoas e posteriormente responderem pelos seus atos.

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