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Prefeito de Anita Garibaldi diz que dívida passa de R$ 10 milhões

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Prefeitura demite contratados para tentar reduzir despesas - Foto: Arquivo CL

Há mais de um mês como prefeito de Anita Garibaldi, Aires Tadeu Ramos Furtado (MDB), afirma que o levantamento das dívidas do município ainda não terminou. Porém, se estima que passe de R$ 10 milhões.

Para diminuir os gastos, ele decidiu demitir funcionários, parar as obras que não são emergenciais, cortar custos gerais nos setores, entre outras medidas. “A situação é caótica, a ordem é economizar tudo. A metade dessa dívida é herança de mandatos anteriores”, frisa.

Ele afirma que cerca de R$ 5 milhões é de dívida do mandato do prefeito cassado, João Cidinei da Silva (PR). “Eu sei que faço parte disso, pois era vice, mas fui cortado nos 20 meses que ele foi prefeito, não participava das decisões”.

A partir da próxima segunda-feira, ele conta que as demissões continuam. A ideia é que no ano que vem, se trabalhe somente com os funcionários efetivos. Furtado diz que no ano passado e início deste ano, haviam mais pessoas contratadas do que concursadas. “Tínhamos 273 contratados e 270 efetivos, então praticamente dobramos a folha e isso aumenta tudo”.

A demissão é o fator que pesou no orçamento, mas as obras dos municípios também foram cortadas. “Também estamos cortando nas áreas da saúde e educação. Vamos manter só o básico. Tinha um lugar que podíamos estar gastando até R$ 100 de água e a conta estava vindo com mais de R$ 1 mil.

O Correio Lageano tentou falar com o prefeito cassado, João Cidinei da Silva (PR), mas o celular dele estava desligado e não está disponível para deixar recado na caixa postal.

Cassação

A Câmara de Vereadores de Anita Garibaldi decidiu no dia 22 de agosto, por 7 votos a 2, pela cassação do prefeito João Cidinei da Silva (PR). O presidente da Comissão Parlamentar Processante (CPP), Hugomar Zanchetta (PT), explicou que o prefeito foi condenado pelas seguintes irregularidades: compras de materiais sem licitação, o não cumprimento do limite da folha de pagamento – que já teria chegado a 69,51% do faturamento – quando a Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece o máximo de 54%, desvio de função e convênio feito sem autorização da Câmara de Vereadores.

O advogado de defesa do prefeito não compareceu ao julgamento, apesar de que, segundo o presidente da Comissão Parlamentar Processante (CPP), tanto o prefeito como o advogado foram informados sobre a data e horário.

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