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Prédios abandonados se deterioram sem destino

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Lages é um exemplo de arquitetura em Art Déco. Diversos prédios e casas foram construídos prezando pelo estilo, entre as décadas de 1930 e 1940. Por isso, não é incomum “esbarrar” nesses imóveis, e alguns deles em situação de abandono. Um prédio imponente, na Rua Rui Barbosa, no Centro da cidade, não se perde de vista. Abandonado há mais de 30 anos, segundo relatos, o imóvel passa por inventário e ainda não tem previsão para conclusão do processo e, por consequência, do seu destino.

De acordo com os proprietários do mini mercado São Jorge, Sérgio da Silva Rodrigues e a esposa Luci Perre Rodrigues, o antigo condomínio pertence á família Do Vale. O prédio teria sido construído por Jair Do Vale e sua esposa Carmosina Do Vale, ambos falecidos.

Sérgio conta que o local acabou ficando para os filhos e levado a inventário. A família até fez levantamento para reformar, mas o projeto não teria ido adiante. Inclusive, houve pessoas interessadas em comprá-lo.

Semelhante a esse prédio, existem outros que passam por situações parecidas, seja por se tratar de herança em processo de inventário ou por embargo. Um deles é o imóvel de três andares, localizado á Avenida Belisário Ramos, esquina com a Presidente Vargas, que há anos está com a estrutura danificada e tem servido de casa para moradores de rua

Outro já conhecido dos lageanos é o Hotel Pedras Brancas, na Rua São Joaquim. Datado da década de 1980, está abandonado há mais de 10 anos, desde que o proprietário morreu. Nas salas de baixo, somente uma mecânica funciona.

Fiscalização

Não há na lei uma norma que estabeleça que uma pessoa deve pagar multa por abandonar um imóvel ou não usá-lo. Somente deve arcar com os tributos referentes e, caso a estrutura represente risco, a Defesa Civil pode intervir. O secretário de Meio Ambiente, Euclides Mecabô, explica que cabe ao município limpar e cuidar do entorno desses imóveis, podendo notificar os donos caso o local também represente risco em função da sujeira ou entulhos.

Prédio na Avenida Belisário Ramos tem servido de casa para moradores de rua

Hotel Pedras Brancas, abandonado há mais de 10 anos, localizado na Rua São Joaquim

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Delegada Luciana Rodermel faz levantamento de números da Polícia Civil

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Luciana Rodermel é Delegada Regional - Foto: Susana Küster

Há 16 anos, Luciana Rodermel, 41 anos, atua como delegada de polícia. Ela está em Lages, desde 2006, mas foi em janeiro de 2011 que assumiu como delegada regional. Antes de trabalhar nesta função, ela era servidora do Poder Judiciário. É natural de Curitibanos e se formou em Direito pela Uniplac. Nesta entrevista ao CL, traz números da Polícia Civil e um levantamento das atividades.

Correio Lageano: Quais as principais dificuldades da Polícia Civil hoje? Existe uma forma de resolvê-las?

Luciana Rodermel: Uma das principais dificuldades da Polícia Civil, atualmente, é a de comprometimento da população no auxílio a apuração dos crimes, através de informações importantes e na negativa de aquisição de produtos com origem desconhecida, comumente produtos de furto e roubo.

Em relação ao efetivo da Polícia Civil. Existe previsão de aumento? Se sim, para quando e quantos policiais a mais para Lages e/ou região?

Estamos com efetivo razoável, não o ideal, mas o suficiente para atendimento da demanda mais urgente. Nossa carência de profissionais específicos será atendida através do concurso público já em andamento.

Quais números do levantamento da Polícia Civil feito no ano passado?

Registrados em Lages 108 mil veículos, sendo que 3,5 mil são novos e 25 mil transferências. Por dia, em média 700 pessoas são atendidas, mas em dias de pico pode  passar de 1,2 mil pessoas. No fim do ano, a expectativa é que os números sejam maiores, devido a implantação de um sistema eletrônico de senhas que contabiliza todos os atendimentos.

Qual dos números se destaca em relação a investigação da Polícia Civil?

Todos os homicídios ocorridos em Lages em 2017 foram elucidados e também houve um decréscimo no número de casos de embriaguez ao volante. Das prisões feitas em 2016, 48% foram devido a embriaguez e no ano passado, o número caiu para 25%. Isso se deve a conscientização e também às campanhas realizadas pelos órgãos.

Haverá uma mudança no comando da Secretaria de Segurança Pública. Isso pode afetar o comando da delegacia regional?

Não há como antecipar nada, porque estamos esperando o posicionamento do novo comando, certamente na semana que vem haverá novidades.

Por ser mulher, a senhora já enfrentou alguma dificuldade como delegada regional?

Sou delegada há 16 anos e como regional atuo desde 2011. Neste tempo todo, não posso dizer que enfrentei algum problema com relação a gênero. O empoderamento feminino passa muito por uma questão de postura, vivência e racionalização. Há limites para qualquer gênero, o que precisamos amadurecer é que nem sempre uma restrição ocorre só em razão do gênero. O empoderamento não nos é dado, é intrínseco.

A delegacia mudou recentemente de estrutura. Quais as mudanças, além do espaço maior e também do sistema eletrônico de senhas?

O sistema de senhas mais moderno nos traz dados reais e como o espaço é maior, as pessoas têm mais conforto. A prova de CNH agora é toda eletrônica e mais rápida, além de ser blindada contra qualquer fraude. O índice de aprovação está até maior. As pessoas quando fazem renovação da carteira de motorista, já podem fazer foto na delegacia. Tem também a questão do local, que possui amplo estacionamento e acesso mais facilitado.

Qual a avaliação do seu trabalho efetuado até agora como delegada regional?

Dedicamos sete anos para, além de dar suporte e apoio para as unidades nos trabalhos de polícia judiciária, melhorarmos a estrutura física das delegacias, além da disponibilização de viaturas, armamento, treinamento e equipamentos de segurança para melhor atuação de cada policial. Nosso esforço é no sentido de atender da melhor forma possível a população e também nosso policial, numa dinâmica de gestão voltada para que cada policial tenha comprometimento com seu trabalho, seja cobrado por isso, mas conte com mecanismos que o auxiliem na realização desse trabalho. A grande realização, até agora, é a construção da nova sede da Delegacia Regional, inaugurada em dezembro de 2017. O governador Raimundo Colombo e sua equipe entenderam que a obra era importante e possibilitaram a construção do prédio, que hoje atende a toda população lageana e da região. Avaliamos que nossa equipe trabalha muito, desempenha um trabalho exemplar e tanto a Polícia Civil quanto a comunidade podem colher esses frutos.

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Morro da Cruz continua sem voos livres e não há previsão de retorno

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Morro da Cruz foi cenário de belos voos de parapente - Foto: Marcelino Claudino

Desde fevereiro do ano passado, os voos livres (asa delta e parapente) estão proibidos no Morro Grande e no Juca Prudente, pois estão localizados em área urbana. A determinação é da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e até hoje a situação não mudou.

De acordo com informações do presidente do Clube de Voo Livre, Katio Letti, é possível combinar os horários e dias de voo mais adequados para não afetar os voos da Azul. Porém isso não é posto em prática, porque a prefeitura não abre um canal de diálogo. “As pessoas assistiam os voos com prazer, era um diferencial turístico que não existe mais”.

Segundo ele, a Notan, que é o órgão que delimita o espaço aéreo, autorizou o pessoal do Clube a fazer um acordo com o aeroporto. “Mas isso não acontece porque a prefeitura não ajuda. A gente fazia os voos há mais de 20 anos e nunca tivemos problema”, lamenta.

Ele acredita que teria como efetuar os voos sem risco para as aeronaves da Azul. Enquanto isso, os campeões catarinenses de Lages, viajam para Urubici, Santo Amaro ou Tangará para treinar. “Queríamos fazer campeonatos, mas sem apoio fica difícil. Tantas cidades que possuem voos e existe liberação aérea para parapentes, só aqui que isso não acontece”.

>> Contraponto O secretário executivo de Proteção e Defesa Civil, Jean Felipe Silva de Souza afirma que ninguém o procurou desde que o Morro da Cruz foi interditado. “É fácil. É só chegar aqui e marcar um horário. Mas, eles precisam de uma autorização da Anac para a liberação desses voos”. Na visão dele, há risco de voos livres no local devido o helicóptero Águia 4 e as aeronaves da Azul passarem próximo ao morro.

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Médicos irão suspender atendimentos não emergenciais

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Foto: Andressa Ramos

Os mais de 100 médicos que atendem na emergência e na urgência do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, em Lages, pretendem suspender os atendimentos não emergenciais e as cirurgias eletivas, a partir de segunda-feira (19). Apesar disso, os atendimentos de urgência e emergência permanecem. O motivo, segundo o corpo clínico, é a falta de pagamento aos médicos, que afirmam estar há quase sete meses sem receber seus salários. Além disso, a Direção do corpo clínico ressalta que os atrasos de pagamentos Vêm acontecendo há sete anos. A decisão aconteceu na noite desta quinta-feira (15), após uma assembleia com todos os profissionais.

Há 30 dias, o corpo clínico encaminhou carta para o Conselho Regional de Medicina, Câmara de Vereadores, Corpo de Bombeiros, Agência de Desenvolvimento Regional, Secretaria Municipal de Saúde, Ministério Público e o próprio hospital. Na carta, estava o aviso de que se o caso não fosse resolvido neste período os médicos tomariam decisões drásticas, desta forma ficou resolvido pela diminuição dos atendimentos.

O corpo clínico explica que a partir dessa data não haverá mais cirurgias e nem atendimento pelo Sistema Único de Saúde, convênio e particular. Porém, nos casos de risco de morte os pacientes serão atendidos normalmente, como infarto, acidente vascular cerebral, acidente automobilístico, tiro, entre outros. “O objetivo é que ninguém morra.”

A direção do hospital não quis se pronunciar, disse apenas que, até a manhã desta sexta-feira (16), não havia recebido comunicado oficial sobre a suspensão dos atendimentos não emergenciais.  As verbas do hospital são captadas via Ministério da Saúde, Governo do Estado e Secretaria Municipal da Saúde.

Nota da SES

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) esclarece que não há atrasos de repasses por parte do Governo do Estado para o Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, em Lages. O que ocorreu no ano passado foi um período de descobertura do convênio de custeio firmado com o hospital em Dezembro/2017, no valor de R$ 216,6 mil a parcela. “A SES está em contato com a direção e o corpo clínico da unidade avaliando as melhores ações para auxiliar o Hospital Nossa Senhora dos Prazeres”.

A SES lembra que repasses relacionados aos serviços do SUS no hospital são todos feitos diretamente pelo Ministério da Saúde (MS), pois Lages é de gestão plena e, por isso, o MS envia os recursos diretamente para o município. É importante salientar que não há confirmação da paralisação dos médicos do hospital na próxima segunda-feira, 19.

Município

A secretária de Saúde, Odila Waldrich, explica que o recurso vindo do Ministério da Saúde é destinado para o custeio de procedimentos médicos do hospital e não para pagamento de funcionários.

Nota do sindicato

“O Sindicato dos Médicos de Santa Catarina, na defesa dos mais de 100 médicos que prestam serviços no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, informa que a partir do 19 de janeiro de 2018 os médicos irão suspender os atendimentos onde não há risco de morte. Importante esclarecer que o motivo da suspensão dos atendimentos decorre do pagamento de honorários médicos parcial há mais de sete meses. Ainda, há meses o Sindicato dos Médicos, juntamente ao Corpo Clínico, busca uma solução amigável ao descaso que a saúde se encontra, sem qualquer retorno, sendo a suspensão dos atendimentos necessária.”

 

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Cães são impedidos de usar abrigo no Sagrado

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Fotos: Patrícia Vieira e Diculgação

Para acomodar os cães de rua que viviam perambulando pelas calçadas, os irmãos Rafael Arruda e Raquel Montanari instalaram três casinhas. Em pouco mais de um ano, a estrutura que faz parte do projeto “Ajude um animal de rua”, ampara cerca de cinco cães aleatoriamente.

Os animais que andavam nos arredores das empresas Frangos Montanari e MEGAprojetos Eficiência & Tecnologia, localizadas na Rua Coronel Lica Ramos, no Sagrado Coração de Jesus, em Lages, hoje tem um local para dormir e se alimentar adequadamente.

Porém, para a surpresa dos irmãos, na manhã de quinta-feira, por volta das 7 horas, horário em que Raquel levava as crianças para escola, algo estranho aconteceu. “O cães estavam do outro lado da rua, sentindo-se desamparados”, conta Raquel. Foi então que a empresária percebeu que as entradas das três casas estavam fechadas com pedaços de madeiras escoradas com pedras. Além disso, os cobertores estavam todos bagunçados.

15 de fevereiro – Como amanheceram as casinhas na última quinta-feira.

14 de janeiro – Postagem no perfil do Ajude um animal de rua, mostra os cães abrigados no local

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para desabafar, ainda na quinta de manhã, o empresário Rafael Arruda, postou uma mensagem em seu perfil dizendo que começaria o dia com a frase: “Se os humanos fossem um pouquinho mais animais eles seriam mais gente”. Continua o texto “Sinceramente não sei o que leva algumas “pessoas” a terem esse tipo de atitude! Além de não ajudarem, fazem de tudo pra atrapalhar aqueles que o querem fazer…] e continua “[…Achem algo útil pra fazer, se não for pelos animais, façam pelas pessoas. Não prejudiquem aqueles que sempre se sacrificam por algum propósito. Que não faz nada e ainda atrapalha quem faz!…]”. Ele finaliza a postagem com um alerta “Aviso aos responsáveis, caso chegue até ele, que a partir de agora nossas casinhas serão monitoradas!”

Ainda não se sabe quem poderia teria cometido tanta “crueldade”, porém, os empresários têm suspeitos, já que os animais não são bem vindos por parte de algumas pessoas no bairro. Pois, um dos animais tem o costume de correr atrás de veículos.

Raquel ressalta que não são os abrigos que irão contribuir com o número de cães abandonados na cidade. Muito pelo contrário. “Eles já andavam por aí pelas calçadas. Neste caso, as casas foram para abrigar adequadamente os animais maltratados, que já viviam na rua”.

A ideia contagiou outros vizinhos, que além de água e ração, colaboram com a limpeza das casas, conta a empresária. Os irmãos afirmam que providenciarão câmeras de videomonitoramento específicas para o local.

Raquel e sua mãe Celga, mostram as pedras que foram usadas

O projeto

Fundado em maio de 2016, o projeto “Ajude um animal de rua”, já distribuiu 214 casas em vários pontos de Lages. Embora nem todas as casas estejam ocupadas, a grande maioria têm responsáveis por elas, que mantém limpas e abastecidas com alimentos para os animais.

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