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Polícia Civil prende 25 pessoas em 10 municípios e Lages está na lista

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Elvis, Letícia e Adilson tem envolvimento com tráfico e associação para o tráfico - Foto: Jota Damasceno/ Divulgação

Além das 25 presas em suas residências, as investigações responsabilizaram outras 30, que já estavam no sistema prisional. Em Lages, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e três de prisão.

A Polícia Civil, por meio da Divisão de Repressão ao Crime Organizado – Draco/Deic, deflagrou, durante esta segunda-feira (15), a Operação Conexão. Cerca de 230 policiais cumpriram 113 mandados expedidos pela Justiça, sendo 70 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão, em dez municípios catarinenses (Florianópolis, Blumenau, Gaspar, Joinville, Lages, Palhoça, São José, Águas Mornas, Penha e Corupá).

Na Serra Catarinense, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e três de prisão. A Deic contou com o apoio da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Lages. De acordo com o delegado da Polícia Civil de Lages, Sérgio Roberto de Souza, foram presos Adilson de Oliveira de Quadros e o casal Elvis da Silva de Morais e Letícia de Souza Cardoso.

Eles são investigados por tráfico de entorpecentes, associação para o tráfico e organização criminosa. Durante as buscas, foram apreendidas drogas, celulares entre outros apetrechos relacionados ao crime. O trio foi conduzido ao Presídio Regional de Lages.

Conforme o diretor da Deic, Delegado Anselmo Cruz, estas pessoas estavam sendo investigadas desde 2017 por integrar organização criminosa. “Esta operação é resultado de um trabalho contínuo de investigação e monitoramento das facções criminosas”, disse o delegado Anselmo Cruz.

Coordenador da Investigação, o titular da Draco, delegado Antônio Seixas Joca, destacou que o foco foi nas cidades maiores e identificadas pessoas que operacionalizavam o tráfico em pequenos municípios catarinenses com contatos, inclusive, com criminosos de outros estados.

O delegado-geral, Marcos Ghizoni, assinalou que a Polícia Civil tem uma capilaridade que permite atuar ao mesmo tempo em todo o Estado. “Nós conseguimos mobilizar policiais civis em todas as regiões e, assim, termos efetividade maior. E isso resulta num trabalho de excelência como a Operação Conexão,” disse Ghizoni.

Já o Secretário de Estado da Segurança Pública, Alceu Oliveira Pinto Junior, disse que a operação Conexão é mais uma resposta do Estado no combate à criminalidade com a gestão das operações feitas dentro dos limites da legalidade.

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Serra Catarinense começa a cultivar lúpulo

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Planta depois de colhida no Centro de Ciências Agroveterinárias - Foto: CAV/ Divulgação

Uma nova alternativa de produção chega à Serra Catarinense para os agricultores. O lúpulo, uma planta tradicionalmente usada, junto ao malte, a água e a levedura, na fabricaçāo da cerveja, chega aos campos como nova alternativa para incrementar a economia da região, com expectativas de crescimento da renda de produtores. Por isso, neste sábado (19), será criada em Lages, a Associação Brasileira dos Produtores de Lúpulo. O evento será no Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV/Udesc).

Foi com o aumento das microcervejarias que os produtores começaram a perceber os benefícios de  cultivar o lúpulo, já que é o único ingrediente para a produção de cerveja que precisa ser importado.

A Alemanha é o país com a maior produção. A doutoranda do CAV que pesquisa sobre a planta, Mariana Mendes Fagherazzi, explica que este movimento de cultivo começou há cerca de cinco anos e vem se intensificando.

Em uma reunião no Rio Grande do Sul, os produtores declaram a importância de criar uma associação. Mariana ressalta que, como ainda é um cultivo novo no País, é preciso a realização de pesquisas e análises de dados, com isso, a criação de uma associação, irá aumentar as oportunidades para o melhoramento do cultivo.

Pesquisa

Há seis meses, o lúpulo começou a ser plantado no CAV, em Lages. Neste período, foram colhidos 22 quilos da planta, de 22 tipos diferentes. Com a colheita, é realizada a produção de cerveja para analisar a qualidade.

Mariana também destaca as particularidades da planta regional, que tem capacidade para ser utilizada na produção de cervejas de melhor qualidade. Isto porque, o lúpulo proveniente da importação é de safras mais antigas e não chega com a melhor propriedade.

Na Serra Catarinense, a temperatura amena durante o verão auxilia na produção de um lúpulo com melhores características. Mariana ressalta que o investimento inicial é de R$ 145 mil, que chega a ser pago na primeira safra, já que o quilo da planta é vendido de R$ 35 a R$ 50.

Produtores

O técnico em agronegócio Alexander Creuzi faz parte dos produtores que resolveram investir no cultivo do lúpulo na Serra Catarinense. Há dois anos, começou a estudar sobre o assunto e o interesse cresceu.

Atualmente, cultiva um hectare da planta em Lages e tem expectativas sobre o futuro. Além da importância da criação da associação, ele destaca que é preciso que novos produtores se interessem pelo cultivo, para a comercialização de grande quantidades.

Na Serra Catarinense, são cerca de cinco produtores, que se juntarão a outros 50 de estados como Paraná e Rio Grande do Sul, que farão parte da Associação Brasileira dos Produtores de Lúpulo. Além da criação neste sábado, os associados definirão o primeiro presidente da instituição. O encontro acontece às 9h30, no CAV.

Sobre a planta

O lúpulo é um conservante natural, sendo essa uma das principais razões para ser adotado na produção de cerveja. A evidência mais aceita do primeiro campo de cultivo de lúpulo data de 736, no jardim de um prisioneiro de origem eslava, próximo a Gensenfeld, no distrito de Hallertau, região da atual Alemanha.

Era adicionado diretamente ao barril de cerveja após a fermentação para mantê-la fresca enquanto era transportada. Além de um constituinte da cerveja, o lúpulo é cultivado como trepadeira ornamental em jardins em áreas subtropicais e temperadas.

Também é usado em pequena escala na alimentação, produzindo o chamado “aspargo de lúpulo”.  Em 1516, o duque Guilherme IV, da Baviera, instituiu a lei conhecida como Lei de Pureza da Cerveja, Reinheitsgebot, que determinava que os únicos ingredientes utilizados na elaboração fossem a água, o malte e o lúpulo.

 

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Polícia Civil investiga circunstância do desaparecimento de menina, em Urubici

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A Polícia Civil de Urubici e o Instituto Geral de Perícia (IGP) de São Joaquim continuam com duas linhas de investigação (informações são conflitantes) sobre o caso da menor de 13 anos, que foi encontrada atordoada em um barracão no Centro de cidade.

A adolescente sumiu por três dias e quando foi encontrada contou que teria sido amarrada por alguns homens. Ela foi levada ao hospital para exames médicos. A perita, Tarine Almeida Medeiros, disse que foram coletados material no local onde a menor foi encontrada e serão encaminhados  para o laboratório do Instituto Geral de Perícia de Florianópolis. “Aguardamos os laudos para seguir com as investigações”, antecipou.

Casos não têm ligação

O desaparecimento, em Urubici, de outra adolescente de 13 anos não tem ligação com o caso acima, conforme explica o agente de Polícia da Comarca de Urubici, Érico Vieira.

A garota, de acordo com ele, entrou em contato com  a família na quarta-feira e voltou para casa. A menor estava vivendo com  um homem em Lages. Ele vai responder pelo delito, por ela ser uma criança.

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Carro bate em caminhão no trevo da BR-282 com a 116, na tarde desta sexta-feira

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Fotos: Bega Godóy

Atualizado às 20h15 (18/05)

Um Gol prata, placas de Águas Mornas (SC), colidiu contra o rodado de um caminhão, de Caxias do Sul (RS), na rotatória do cruzamento entre a BR-282 e a BR-116, acesso Oeste de Lages. O acidente aconteceu por volta das 14h40 de sexta-feira (18). Com o impacto, o automóvel teria sido arrastado alguns metros.

Estavam no carro o casal Vilmar Guckert, de 65 anos e Neli Lurdes Guckert, 62, e o filho Gilmar Guckert, 38. Eles seguiam sentido a localidade de São José dos Ausentes. O motorista Vilmar e sua esposa Neli, que estava no banco de trás  foram atendidos pela ambulância da AutoPista Planalto Sul, concessionária da Br-116 e não tiveram ferimentos graves. Já o caroneiro do banco da frente, Gilmar teve que ser retirado das ferragens do veículo e foi conduzido pelos Bombeiros ao Hospital Nossa Senhora dos Prazeres. “Deu um branco”, disse seu Vilmar enquanto era atendido pelos enfermeiros.

O motorista do caminhão, Ronaldo de Oliveira, que seguia sentido Sul do Estado, estava assustado. Contou que o Gol bateu na sua lateral e por pouco não tombou. “Ele cortou a minha frente bateu no rodado e eu fui arrastando o carro por  metros. Não virou por Deus”, explica. O caminhão estava vazio e Ronaldo, que transporta produtos alimentícios já havia terminado as entregas na região e dirigia-se para o estado gaúcho.

Quem presenciou o acidente também estava apavorado e ao mesmo tempo sensibilizado pela sorte dos ocupantes do automóvel. “Vi de perto. Foi muita sorte não terem capotado”, comenta o motorista Ezequiel Geraldo. Ele trabalha na Eletrodelta e acompanhava os trabalhos dos colegas perto da rodovia. “Fui o primeiro a chegar e colocar os cones de sinalização. Foi um estouro forte. Se o caminhão tivesse disparado iria pegar a gente de cheio”. salientou.

O caminhão precisou ser recolhido para um pátio, próximo a rodovia, porque o veículo é rastreado pela empresa e o motorista precisou informar sobre o acidente. O trânsito fluiu normalmente na região durante o resgate.

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