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Planejamento pode livrar da inadimplência

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Marlon ajudou Viviane a se organizar e sair do vermelho - Foto: Andressa Ramos

Se a pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito tivesse sido realizada há dois anos, com certeza Viviane Olivo, de 33 anos, estaria entre os 51% dos brasileiros que não fazem planejamento financeiro. Porém, como a pesquisa é de 2017, ela não se encaixa mais no perfil, já que depois de se sentar com o marido Marlon Olivo, de 37 anos, fazer uma planilha e enxergar com o que estava gastando, passou a fazer o planejamento. Depois de ter consciência dos gastos, conseguiu sair do vermelho e até destinar parte de seu salário para a poupança.

O casal se encaixa em dois índices da pesquisa do SPC e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas. Entre os 15% que utilizam planilha no computador e 4% que têm aplicativo no celular para acompanhar os gastos. Foi com uma simples planilha de Exccel que o coordenador de suporte organizou a vida financeira da esposa. Os dois tabelam todos os gastos, inclusive recarga de celular e comida. Viviane comenta que muita gente se utiliza do empréstimo na tentativa de escapar das contas, o que, segundo ela, piora a situação. “A pessoa pega o dinheiro e até quita as dívidas, mas aí fica com a parcela do empréstimo e vai criando outras contas”. O empréstimo está, também, entre um dos vilões que leva quem não fez o planejamento financeiro à inadimplência.

A professora lembra que chegou a dever, aproximadamente, R$ 10 mil, mas para poder organizar sua vida e respirar aliviada precisou abdicar de muitas coisas necessárias e se conscientizar daquilo que não era útil. “Agora, sim, consigo projetar o ano, inclusive depositar em poupança. Planear é essencial, pois, assim, você consegue fazer a maioria das coisas que você deseja. Requer sacrifício, pois nem sempre a necessidade é tanta. A pergunta que me faço sempre é: Eu preciso ou quero aquilo?”

A Intenção da pesquisa é compreender a relação do consumidor brasileiro com o consumo. O resultado é mais óbvio do que parece: apesar de as pessoas entenderem a importância do planejamento financeiro, mais da metade (51%) afirmaram não fazer um controle sistemática do orçamento mensal. Dentre os que responderam positivamente, os que fazem uso de cadernos e agendas, é a maioria, aproximadamente de 32%. Já os que usam planilhas no computador são de 15%; e aplicativo no celular é a menor porcentagem, 4%. Para entender melhor: 6 em cada 10 entrevistados têm dificuldade para fazer o controle mensal, quase 60% das pessoas, sendo que a maioria dessas pessoas comentaram sobre a dificuldade de recordar os pagamentos.

Inadimplentes assumem mais compromissos financeiros

Mesmo diante do contexto econômico recessivo, o levantamento apurou que os inadimplentes brasileiros estão assumindo mais compromissos financeiros, estejam eles em dia ou não. O crescimento mais expressivo foi nas compras realizadas no carnê ou crediário que, em um ano, passaram de 11% para 21% na quantidade de entrevistados que possuem compromissos atrasados ou em dia nessa modalidade. O cartão de crédito também apresentou crescimento expressivo, passando de 40% para 48% de menções. Dentre os compromissos não ligados a crédito, o destaque ficou para as contas de telefonia (53%), com crescimento de 11 pontos percentuais entre 2016 e 2017; e das contas de TV por assinatura e internet, que passaram de 33% para 44%. A única dívida bancária que tem incidência menor entre os inadimplentes na comparação com o ano passado foi o empréstimo em banco ou financeira, que passou de 27% em 2016 para 25% neste ano.

Os vilões do endividamento

Um estudo realizado em todas as capitais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que os cartões de lojas e os empréstimos são os principais causadores da inadimplência dos brasileiros. Em cada dez inadimplentes que possuem cartões de loja, oito (80%) se encontram nessas condições porque atrasaram essa conta. Em 2016, o percentual de atrasos com essa modalidade de crédito era de 73%.

A segunda modalidade de crédito que mais gera negativação de CPF são os empréstimos em bancos ou financeiras: 65% dos entrevistados que têm esse tipo de compromisso ficaram com o ‘nome sujo’ em decorrência de atrasos em suas parcelas. Nesse último caso, houve uma queda de 10 pontos percentuais na comparação com o ano passado. Em seguida, entre os principais ‘vilões da inadimplência’ estão cartão de crédito (65%), cheque especial (64%), crediário (60%), cheque pré-datado (51%), financiamento de automóvel ou moto (50%), crédito consignado (38%), financiamento da casa própria (27%) e mensalidades escolares (24%).

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, por mais que a economia brasileira comece a dar sinais de melhora, a vida financeira do brasileiro ainda não se encontra em situação confortável. “O desemprego está estável, mas elevado e a renda segue menor do que nos anos anteriores à crise. Com orçamento curto, o brasileiro se depara com dificuldades para pagar as dívidas. Por isso é preocupante que as dívidas bancárias se posicionem entres os primeiros colocados, porque a incidência de elevados juros por atraso faz com que essas dívidas cresçam de maneira acelerada, dificultando cada vez mais o pagamento, explica.

59,3 milhões de brasileiros estão com o nome negativado

O volume de brasileiros com contas em atraso e registrados nos cadastros de devedores apresentou um leve aumento no último mês de outubro, após sete quedas consecutivas. Segundo dados do indicador do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), houve aumento de 0,20% na quantidade de inadimplentes na comparação entre outubro deste ano com o mesmo mês do ano passado. Na comparação mensal, ou seja, entre setembro e outubro, o indicador apresentou aumento de 0,5%. O SPC Brasil e a CNDL estimam que o Brasil encerrou outubro com, aproximadamente, 59,3 milhões de brasileiros com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas. O número representa 39% da população com idade entre 18 e 95 anos.

 

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PIS: trabalhadores nascidos em março e abril podem sacar abono salarial

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Foto: Arquivo/Agência Brasil/Divulgação

Começou nesta quarta-feira (22) o pagamento do abono salarial do PIS (Programa de Integração Social) do calendário 2017/2018, ano-base 2016, para os trabalhadores nascidos nos meses de março e abril. Segundo a Caixa Econômica Federal, os valores variam de R$ 80 a R$ 954 conforme o tempo de trabalho em 2016. Os titulares de conta individual na Caixa com saldo acima de R$ 1 e movimentação receberam o crédito automático na última terça-feira (20).

Os pagamentos são feitos conforme o mês de nascimento do trabalhador e tiveram início em julho, com os nascidos naquele mês. Os recursos de todos os beneficiários ficam disponíveis até 29 de junho de 2018. Os últimos a sacar serão os nascidos em maio e junho, a partir de 15 de março.

São liberados R$ 15,7 bilhões para 22,1 milhões de beneficiários em todo o calendário. Para os nascidos em março e abril, estão disponíveis R$ 2,664 bilhões para mais de 3,745 milhões de trabalhadores. O valor do benefício pode ser consultado no Aplicativo Caixa Trabalhador, no site do banco ou pelo Atendimento CAIXA ao Cidadão: 0800 726 0207.

A Caixa lembra que tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no Programa de Integração Social (PIS) ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2016, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados estejam corretamente informados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), ano-base 2016.

Quem tem o Cartão do Cidadão e senha cadastrada pode se dirigir a uma casa lotérica, a um ponto de atendimento Caixa Aqui ou aos terminais de autoatendimento da instituição. Caso não tenha o Cartão do Cidadão e não tenha recebido automaticamente em conta da Caixa, o valor pode ser retirado em qualquer agência do banco público, apresentando o documento de identificação. O trabalhador vinculado a empresa pública com inscrição no Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) recebe o pagamento pelo Banco do Brasil.

Fonte: Agência Brasil

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Programa Startup SC está com inscrições abertas

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Foto: Divulgação

O programa de capacitação Startup SC, iniciativa do Sebrae/SC em parceria com o Governo do Estado, está com inscrições abertas. Empresas de base tecnológica iniciantes podem se inscrever entre 19 de fevereiro e 19 de março para o programa com duração de cinco meses e oferece, além de capacitação, acesso à rede de empreendedores do ecossistema de sucesso catarinense. Esta é a oitava edição do programa e pela primeira vez estará selecionando 30 startups – elas serão divididas em duas turmas, em Joinville e Florianópolis. O resultado da seleção será divulgado no dia 28 de março.

As selecionadas participarão de cursos, palestras, workshops, mentorias presenciais e online gratuitamente. As consultorias presenciais acontecem em Florianópolis e Joinville, simultaneamente, durante os cinco meses de treinamento. Não é necessário ser pessoa jurídica para participar.

O sucesso dessa metodologia é refletido no número de empresas nascentes que passaram pelas turmas do Startup SC e continuam no mercado: cerca de 64% ainda estão ativas em um cenário nacional em que 74% das startups não sobrevivem aos primeiros cinco anos, de acordo com estudo da Startup Farm.

Vantagens

Além da capacitação os participantes ganham créditos para utilização nas plataformas AWS, Google Cloud e IBM Cloud, assinatura de um ano na ContaAzul, dois anos de isenção na mensalidade da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), tarifas especiais para transações na Asaas, entre outras vantagens.

Inscrições: http://www.startupsc.com.br/inscreva-se/

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Sest/Senat amplia estrutura e serviços em nova unidade

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Foto: Susana Küster

Atualizado às 12:02

O Sest/Senat de Lages, a partir de junho, vai funcionar na nova estrutura, que está sendo construída às margens da BR-282, próximo ao Lages Garden Shopping.

O órgão que hoje funciona em 300 metros quadrados, na Rua Campos Sales, Bairro Coral, vai passar para quatro mil metros quadrados. O investimento de R$ 12 milhões, (recurso próprio), possibilitará mais conforto e espaço para eventos e cursos.

O público, que em sua maioria são motoristas, terão atendimento odontológico, clínica geral, fisioterapia e palestras educativas. Haverá também um ginásio poliesportivo, que também servirá como centro de eventos.

Hoje a estrutura possui uma sala de odontologia e outra para fisioterapia. A que está sendo construída terá oito salas para atendimento odontológico, além de nutricionista, psicóloga e atendimento radiológico para a parte de odontologia.

Os cursos terão mais espaço, já que de uma sala de aula vai para oito, além de mais duas salas de informática. O órgão também oferecerá simulador de direção para caminhão e ônibus. “Estamos prevendo um curso técnico em manutenção em oficina mecânica, no ano que vem”, afirma o gerente do Sest/Senat, Renato Inda Macedo.

Com a nova estrutura, a expectativa é de que a demanda aumente. “Lages possui um potencial grande para o transporte pela posição geográfica que possui”, avalia Renato.

 

Erramos: Na matéria, foi informado que a sede do Sest/Senat era anexo ao Posto Ampessam, na BR-116, quando na verdade é na Rua Campos Sales.

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Fecam defende liberação de fundo

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Foto: Alesc/Divulgação

Preocupada com a retomada do crescimento da economia nos municípios, a Federação Catarinense de Municípios (Fecam) se juntou aos pedidos do Governo do Estado de Santa Catarina e encaminhou ao Banco Nacional de Desenvolvimento – BNDES e ao Ministério da Fazenda, nesta quinta-feira, 15, uma solicitação de celeridade no processo de liberação dos recursos do Fundo de Apoio aos Municípios (Fundam 2). A entidade também enviou o documento, assinado pelo presidente Volnei Morastoni, prefeito de Itajaí, ao Fórum Parlamentar Catarinense para que os deputados federais e senadores auxiliem nas tratativas de destravamento do financiamento.

A Federação entende que os recursos do fundo são estratégicos para a indução do desenvolvimento econômico e social, em prol da geração de renda, emprego, riqueza e ampliação da produtividade dos setores econômicos. “A capacidade de investimentos dos municípios catarinenses é cada vez menor. Entre 2006 e 2016, foi, em média, de 5% da arrecadação total. Isso reforça a importância do Fundam para que todos os prefeitos e prefeitas tenham condições de concretizar obras que são reivindicadas pela população”, observa Morastoni.

A entidade demonstra que com os recursos do Fundam 1, repassados efetivamente entre 2014 e 2016, houve um crescimento de 20,48% nos investimentos feitos pelos municípios, o que contribuiu para amenizar os efeitos da crise econômica sobre a renda e geração de empregos em Santa Catarina. Isso porque os investimentos em infraestrutura, destinação de grande parte dos recursos, são importantes para promover a ampliação e manutenção do crescimento econômico e desenvolvimento catarinense.

Fundam 2

O investimento previsto para a nova edição é de R$ 700 milhões. As áreas previstas para destino dos recursos são: infraestrutura (logística e mobilidade urbana); construção e ampliação de prédios nas áreas de educação, saúde e assistência social; construção nas áreas de desporto e lazer; saneamento básico; aquisição de equipamentos, veículos e materiais destinados aos serviços de saúde e educação; e aquisição de máquinas e equipamentos rodoviários novos, fabricados em território nacional.

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