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Mobilizações contra e a favor de Lula, em todo o Brasil

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Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação

O julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva promete ser um dos maiores eventos políticos/jurídicos já registrados no Brasil. Assim como aconteceu durante o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, milhares de pessoas prometem se deslocar até o local do julgamento, que será no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre (RS). Da Serra Catarinense, quase 300 pessoas devem participar do ato.

O júri acontecerá somente nesta quarta-feira (24), mas a população está se mobilizando um dia antes para o ato em defesa de Lula e seu projeto político. As caravanas da Serra Catarinense saíram no final do dia de ontem. Ao todo, seis ônibus, dois micro-ônibus e uma van.

Para o presidente do diretório do Partido dos Trabalhadores (PT), em Lages, Moisés Savian, a mobilização existe para defender, principalmente, a história de Lula. “Acho que o principal ponto de crítica que existe é que há uma desproporcionalidade no processo do Lula, comparado a vários outros processos.”

Segundo ele, existem equívocos. Entre eles, o triplex, que é um dos objetos de investigação. “Também foi utilizado por uma juíza de outro estado, como um bem da empreiteira e foi colocado em penhor”, comenta. Savian ainda destaca que a grande pressa do tribunal em fazer o julgamento, são todas essas questões. “O que se tem é uma defesa da possível candidatura do ex-presidente Lula como um direito a ser defendido”, comenta sobre a motivação da mobilização

Já para o coordenador regional do PT, Josias Ribeiro, a caravana não está indo somente defender o Lula, mas, sim, um projeto político. “A condenação sem provas materiais se dá para barrar esse projeto, que tem ajudado a desenvolver a classe mais pobre do Brasil, que tem acabado com a fome e as injustiças sociais.”

Além disso, Ribeiro diz que é uma tentativa de impedir o ex-presidente de poder se candidatar novamente à Presidência da República. “Nosso movimento é pacífico, a Serra sempre fez um movimento pacífico, e lá não será diferente”, completa.

O ato em defesa a Lula está marcado para acontecer a partir das 18 horas de hoje. Mobilizações já começaram na semana passada, com eventos reunindo artistas, intelectuais e políticos do partido. As caravanas devem levar movimentos sociais como o Movimento Sem Terra, o Movimento das Mulheres Camponesas, igrejas e pastorais sociais, e a Central Única dos Trabalhadores.

‘Vem pra Rua’ se mobiliza contra o ex-presidente

O movimento Vem Pra Rua também vai se manifestar sobre o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, para isso, organiza um Ato em Defesa da Justiça. Programado para acontecer em 46 cidades brasileiras, o evento irá reunir pessoas que são contrárias à defesa de Lula e querem sua condenação por corrupção.

O coordenador do Vem Pra Rua na Serra Catarinense, Luiz Aurélio Paes, informa que o motivo de o grupo se reunir e defender a justiça é por entender que o PT criou esse sistema de corrupção e que Lula seria o “líder”.

“Através das diversas delações realizadas, até pelos próprios colegas de partido, é claro que Lula é o comandantes maior dessa quadrilha organizada para roubar o dinheiro público através das estatais.” Paes também destaca que o caso do triplex comprova que o ex-presidente é culpado por ter recebido esse empreendimento como propina.

“O que nos preocupa, de certa forma, é que existe uma corrente de juristas, e parte da imprensa, que não quer enxergar esse lado, da culpabilidade de Lula. Por isso, vamos fazer essa manifestação. Para, justamente, deixarmos claro que acreditamos e defendemos na Justiça Brasileira”, completa o empresário.

A manifestação do Vem Pra Rua também irá acontecer às 18 horas de hoje. Em Lages, o ato será realizado em frente à Justiça Federal.

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Serra Catarinense começa a cultivar lúpulo

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Planta depois de colhida no Centro de Ciências Agroveterinárias - Foto: CAV/ Divulgação

Uma nova alternativa de produção chega à Serra Catarinense para os agricultores. O lúpulo, uma planta tradicionalmente usada, junto ao malte, a água e a levedura, na fabricaçāo da cerveja, chega aos campos como nova alternativa para incrementar a economia da região, com expectativas de crescimento da renda de produtores. Por isso, neste sábado (19), será criada em Lages, a Associação Brasileira dos Produtores de Lúpulo. O evento será no Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV/Udesc).

Foi com o aumento das microcervejarias que os produtores começaram a perceber os benefícios de  cultivar o lúpulo, já que é o único ingrediente para a produção de cerveja que precisa ser importado.

A Alemanha é o país com a maior produção. A doutoranda do CAV que pesquisa sobre a planta, Mariana Mendes Fagherazzi, explica que este movimento de cultivo começou há cerca de cinco anos e vem se intensificando.

Em uma reunião no Rio Grande do Sul, os produtores declaram a importância de criar uma associação. Mariana ressalta que, como ainda é um cultivo novo no País, é preciso a realização de pesquisas e análises de dados, com isso, a criação de uma associação, irá aumentar as oportunidades para o melhoramento do cultivo.

Pesquisa

Há seis meses, o lúpulo começou a ser plantado no CAV, em Lages. Neste período, foram colhidos 22 quilos da planta, de 22 tipos diferentes. Com a colheita, é realizada a produção de cerveja para analisar a qualidade.

Mariana também destaca as particularidades da planta regional, que tem capacidade para ser utilizada na produção de cervejas de melhor qualidade. Isto porque, o lúpulo proveniente da importação é de safras mais antigas e não chega com a melhor propriedade.

Na Serra Catarinense, a temperatura amena durante o verão auxilia na produção de um lúpulo com melhores características. Mariana ressalta que o investimento inicial é de R$ 145 mil, que chega a ser pago na primeira safra, já que o quilo da planta é vendido de R$ 35 a R$ 50.

Produtores

O técnico em agronegócio Alexander Creuzi faz parte dos produtores que resolveram investir no cultivo do lúpulo na Serra Catarinense. Há dois anos, começou a estudar sobre o assunto e o interesse cresceu.

Atualmente, cultiva um hectare da planta em Lages e tem expectativas sobre o futuro. Além da importância da criação da associação, ele destaca que é preciso que novos produtores se interessem pelo cultivo, para a comercialização de grande quantidades.

Na Serra Catarinense, são cerca de cinco produtores, que se juntarão a outros 50 de estados como Paraná e Rio Grande do Sul, que farão parte da Associação Brasileira dos Produtores de Lúpulo. Além da criação neste sábado, os associados definirão o primeiro presidente da instituição. O encontro acontece às 9h30, no CAV.

Sobre a planta

O lúpulo é um conservante natural, sendo essa uma das principais razões para ser adotado na produção de cerveja. A evidência mais aceita do primeiro campo de cultivo de lúpulo data de 736, no jardim de um prisioneiro de origem eslava, próximo a Gensenfeld, no distrito de Hallertau, região da atual Alemanha.

Era adicionado diretamente ao barril de cerveja após a fermentação para mantê-la fresca enquanto era transportada. Além de um constituinte da cerveja, o lúpulo é cultivado como trepadeira ornamental em jardins em áreas subtropicais e temperadas.

Também é usado em pequena escala na alimentação, produzindo o chamado “aspargo de lúpulo”.  Em 1516, o duque Guilherme IV, da Baviera, instituiu a lei conhecida como Lei de Pureza da Cerveja, Reinheitsgebot, que determinava que os únicos ingredientes utilizados na elaboração fossem a água, o malte e o lúpulo.

 

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Polícia Civil investiga circunstância do desaparecimento de menina, em Urubici

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A Polícia Civil de Urubici e o Instituto Geral de Perícia (IGP) de São Joaquim continuam com duas linhas de investigação (informações são conflitantes) sobre o caso da menor de 13 anos, que foi encontrada atordoada em um barracão no Centro de cidade.

A adolescente sumiu por três dias e quando foi encontrada contou que teria sido amarrada por alguns homens. Ela foi levada ao hospital para exames médicos. A perita, Tarine Almeida Medeiros, disse que foram coletados material no local onde a menor foi encontrada e serão encaminhados  para o laboratório do Instituto Geral de Perícia de Florianópolis. “Aguardamos os laudos para seguir com as investigações”, antecipou.

Casos não têm ligação

O desaparecimento, em Urubici, de outra adolescente de 13 anos não tem ligação com o caso acima, conforme explica o agente de Polícia da Comarca de Urubici, Érico Vieira.

A garota, de acordo com ele, entrou em contato com  a família na quarta-feira e voltou para casa. A menor estava vivendo com  um homem em Lages. Ele vai responder pelo delito, por ela ser uma criança.

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Carro bate em caminhão no trevo da BR-282 com a 116, na tarde desta sexta-feira

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Fotos: Bega Godóy

Atualizado às 20h15 (18/05)

Um Gol prata, placas de Águas Mornas (SC), colidiu contra o rodado de um caminhão, de Caxias do Sul (RS), na rotatória do cruzamento entre a BR-282 e a BR-116, acesso Oeste de Lages. O acidente aconteceu por volta das 14h40 de sexta-feira (18). Com o impacto, o automóvel teria sido arrastado alguns metros.

Estavam no carro o casal Vilmar Guckert, de 65 anos e Neli Lurdes Guckert, 62, e o filho Gilmar Guckert, 38. Eles seguiam sentido a localidade de São José dos Ausentes. O motorista Vilmar e sua esposa Neli, que estava no banco de trás  foram atendidos pela ambulância da AutoPista Planalto Sul, concessionária da Br-116 e não tiveram ferimentos graves. Já o caroneiro do banco da frente, Gilmar teve que ser retirado das ferragens do veículo e foi conduzido pelos Bombeiros ao Hospital Nossa Senhora dos Prazeres. “Deu um branco”, disse seu Vilmar enquanto era atendido pelos enfermeiros.

O motorista do caminhão, Ronaldo de Oliveira, que seguia sentido Sul do Estado, estava assustado. Contou que o Gol bateu na sua lateral e por pouco não tombou. “Ele cortou a minha frente bateu no rodado e eu fui arrastando o carro por  metros. Não virou por Deus”, explica. O caminhão estava vazio e Ronaldo, que transporta produtos alimentícios já havia terminado as entregas na região e dirigia-se para o estado gaúcho.

Quem presenciou o acidente também estava apavorado e ao mesmo tempo sensibilizado pela sorte dos ocupantes do automóvel. “Vi de perto. Foi muita sorte não terem capotado”, comenta o motorista Ezequiel Geraldo. Ele trabalha na Eletrodelta e acompanhava os trabalhos dos colegas perto da rodovia. “Fui o primeiro a chegar e colocar os cones de sinalização. Foi um estouro forte. Se o caminhão tivesse disparado iria pegar a gente de cheio”. salientou.

O caminhão precisou ser recolhido para um pátio, próximo a rodovia, porque o veículo é rastreado pela empresa e o motorista precisou informar sobre o acidente. O trânsito fluiu normalmente na região durante o resgate.

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