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Persistência para resgatar saúde da filha

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Foto: Andressa Ramos

A simples casa de madeira sem pintar numa das ruas estreitas do Bairro Dom Daniel, em Lages, guarda histórias de uma família cheia de amor, determinada e que há quatro meses teve a vida completamente mudada.

A pequena Erika sempre foi muito ativa. Gostava de brincar, pular, dançar e sorrir como a maioria das crianças que têm 4 anos. Mas teve um dia que a menina estava diferente, depois de ter dor no ouvido ela começou a apresentar febre e vômito. Os pais Adriele e Diomar levaram a filha ao Hospital Infantil Seara do Bem, onde ela recebeu medicamentos, porém, seu estado de saúde foi se agravando. Um dia depois ela entrou em coma e foi internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). O diagnóstico foi, naquele momento, o de meningite bacteriana. A mãe conta que teve como resposta da equipe médica duas opções para a filha: “óbito ou estado vegetativo”.

Erika começou a receber as medicações, precisou até passar por uma cirurgia na cabeça para drenar dois abcessos. Neste período ela teve quatro paradas cardiorrespiratórias. Os dias passaram e ela recebeu alta do hospital e voltou para casa.

Corrida contra o tempo

Adriele diz que não recebeu orientação sobre as consequências que a doença teve na filha e nem medicamentos para o tratamento em casa e, por causa disso, ela está fazendo um jantar beneficente para arrecadar dinheiro para poder pagar por consultas. “A coisa mais triste é você fazer uma comida e ter de comer escondida porque não sabe se sua filha está sentindo o cheiro ou tem fome”. Hoje, Erika se alimenta por sonda e a família não consegue entender o que a menina deseja. Mesmo assim, ela mexe os braços e e as pernas de um lado para o outro, juntas e dobradas, e, no celular, brinca com jogos de raciocínio. Erika não responde quando a mãe pergunta, não se alimenta pela boca, usa fraldas e não caminha. Além disso, precisa de ajuda para se virar na cama. Adriele quer encontrar ajuda o quanto antes para, quem sabe, reverter o quadro da filha e ela ter a chance de voltar a ter uma vida normal. A mãe quer pagar uma consulta com um neurologista e um gastropediatra e acredita que a filha precisa fazer uma ressonância e uma audiometria com sedação. A menina ganhou sessões com duas fisioterapeutas e, precisaria, ainda, de sessões com fonoaudióloga. “Eu preciso entender o que acontece com ela”. Os exames e consultas pelo SUS levariam, no mínimo, cinco meses para ocorrer, relata Adriele.

Família

Adriele e Diomar se conheceram há seis anos, do amor nasceu Erika, de 4 anos, e Erik, de um ano. Na semana em que a filha ficou doente, o pai foi demitido do emprego, e Adriele, há um mês, havia pedido a demissão, porém, naquela mesma semana teria começado um teste em uma lanchonete, mas no segundo dia não pôde ir porque o quadro de saúde da filha estava piorando. Hoje, eles sobrevivem com o auxílio desemprego de Diomar. Adriele ressalta que não possui auxílio-doença para a filha, pois a perícia será realizada apenas em março.

Como ajudar

A família está pedindo ajuda com os alimentos para realizar o jantar beneficente e também oferece os ingressos para participar do jantar. Tempero, arroz, peito de frango, repolho, tomate, molho, milho verde, ervilha, pimentão, azeite e vinagre, além do botijão de gás. O jantar será no dia 17 de março, no salão do Bairro São Vicente. O valor do ingresso é de R$15,00. Adriele pede também ajuda com as fraldas. Em média, são usadas seis por dia. São fraldas geriátricas tamanho P. A mãe ressalta que as portas da casa estão abertas para quem desejar conhecer a realidade da família, que, agora, busca alternativas para que a menina possa brincar, pular e cantar, como tanto gostava.

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