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Perícia médica demora até 3 meses

Published

em

Lages, 29/06/2010, Correio Lageano

 


A Câmara de Vereadores realizou na quinta-feira (24), uma Audiência Pública para debater o problema da demora na marcação de perícias médicas na agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Lages.

 


A proposta da audiência, que reuniu na Câmara de Vereadores autoridades e pacientes que estão na fila de espera, foi do vereador Pedro Elói Bassin (PP).

 


O pedreiro Vornei Rodrigues, de 39 anos, é um dos que estão na fila de espera pela perícia. No início de maio ele sofreu uma queda enquanto trocava o telhado de uma escola e quebrou os dois braços. Impossibilitado de trabalhar, ele aguarda a perícia médica, que foi marcada para 27 de agosto. Vornei é de uma família humilde que vive no bairro Bom Jesus.

 


Vornei mora com a esposa e mais cinco filhos. Sua esposa, a dona-de-casa Cleonice Aparecida de Oliveira, 36 anos, conta que com o marido nesta situação, as contas da casa estão todas atrasadas. “Tenho conseguido pouco dinheiro e o que consigo guardo para o leite das crianças e as contas vão acumulando. A gente não esperava que demorasse tanto, não temos condições de passar meses sem dinheiro algum”, desabafa.

 


Na tentativa de amenizar a situação da fila de espera, que se arrasta há alguns meses, Bassin propôs a audiência. Na ocasião, os presentes assinaram um ofício que será encaminhado à bancada parlamentar catarinense na Câmara Federal. “Pedimos ajuda para solucionar este problema. O que nós queremos é a contratação de novos peritos, mesmo que venham de fora. Precisamos resolver isso”, afirma.

 


Bassin destaca que atualmente a consulta para a perícia médica leva em média dois meses para ser marcada. “Isso sem contar que leva mais uns 90 dias para que o trabalhador receba o benefício que tem direito por estar encostado. Uma família mais carente não tem como ficar quatro ou cinco meses sem renda”, diz.

 


A Audiência Pública reuniu vereadores, representantes políticos, autoridades do segmento e trabalhadores que esperam na fila pelo atendimento. Bassin ressalta que o procurador geral da república no município, Nazareno Jorgealém Wolff, já garantiu que irá marcar uma reunião com representantes do INSS de Lages e Florianópolis para tentar encontrar uma solução para o problema.

 


Segundo o vereador, por se tratar de um órgão federal, o INSS pode remanejar profissionais de um setor para outro. “Queremos que remanejem um perito de um local onde não haja uma demanda tão grande para cá. Nós primamos também pela qualidade do serviço, não queremos que venha alguém que trate mal a população”, afirma.

 

 

Gerência em Florianópolis diz que problema não será solucionado antes de dezembro

 

 

O gerente executivo do INSS em Florianópolis, José Crispim Corrêa, conta que não esteve presente na Audiência Pública do dia 24, porque um dia antes os servidores de outras regiões do estado entraram em greve. “Precisávamos monitorar a greve e por isso não foi possível comparecer em Lages”, explica.

 


Para ele, se o problema das grandes filas de espera fosse apenas em Lages, seria mais fácil de encontrar uma solução. “A questão é que há falta de mão-de-obra nos três estados do Sul e, para tentar solucionar o problema neste momento, vamos realizar mutirões de atendimento, basta negociarmos com os médicos peritos pra que aceitem trabalhar fora de horário”, destaca.

 


Crispim destaca que, a médio prazo, o problema da Agência de Lages pode começar a ser solucionado. Ele explica que em março foi realizado um concurso público que abriu 500 vagas em todo o país. A gerência regional de Florianópolis (que atende Lages), receberá cinco novos profissionais. Segundo ele, como os municípios de Curitibanos, São José e Biguaçu não tinham peritos, eles têm a prioridade de contratação.

 


Ele explica que os novos servidores deverão iniciar suas atividades em agosto. Curitibanos, um dos municípios que estavam sem cobertura, receberá dois profissionais concursados e mais um que virá remanejado de União da Vitória (PR). “Quando os três profissionais já estiverem lá, um será remanejado para Lages, o que deve acontecer em meados de dezembro”, afirma.

 


De acordo com Crispim, atualmente a fila de espera por perícia médica em Lages é de 500 pessoas por mês e, para ele, a previsão de diminuição é apenas para dezembro. Lages atende hoje com cinco peritos, sendo três com 20 horas de carga semanal e dois com 40 horas. “Uma das peritas de Lages pediu voluntariamente o aumento de sua carga horária para 40h semanais. Quando o perito de Curitibanos vier para cá e ela tiver seu horário modificado, aumentaremos nossos atendimentos em 600 perícias por mês, o que cobrirá a defasagem atual”, explica.

 


Segundo ele, outro ponto que agrava ainda mais a situação de demora em Lages, é o fato de que em 2009 três peritos que atendiam no município se aposentaram.

 


Auxílio doença:
Você pode requerer o auxílio-doença e escolher a Agência da Previdência Social onde deverá comparecer para fazer a avaliação médico-pericial. Deve informar: NIT – Número de Identificação do Trabalhador (PIS/PASEP/CICI), nome completo do(a) requerente, nome completo da mãe e data do nascimento; indicar a categoria do trabalhador, se contribuinte individual, facultativo, trabalhador avulso, segurado especial (trabalhador rural), empregado(a) doméstico(a), empregado(a) e desempregado(a); data do último dia de trabalho no caso do (a) empregado(a).

 

Foto: Daniele Melo

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