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Paralisação dos caminhoneiros entra no oitavo dia

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Foto: Susana Küster

Hoje é o oitavo dia de paralisação dos caminhoneiros nas rodovias do país e a situação parece estar longe de terminar. No domingo, o governo federal fez uma proposta de diminuir o óleo diesel em R$ 0,46 na bomba, mas não autorizou esse desconto por 60 dias. Além disso, as outras reivindicações da categoria não foram atendidas.

Os caminhoneiros querem que o governo faça uma nova política de reajustes do combustível, pois, hoje, os preços mudam de acordo com o valor do petróleo no mercado internacional. Essa forma de mudar os valores dos combustíveis, que começou em julho do ano passado, fez com o óleo diesel subisse 56,5% na refinaria, de acordo com cálculos do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), o litro passou de R$ 1,5006 para R$ 2,3488 (sem contar os impostos).

De acordo com um dos caminhoneiros, Auri Correia, esse desconto de R$ 0,46 não vale a pena, porque o aumento foi bem maior do que isso. “Eles também podem aumentar o valor a qualquer momento. Queremos que as propostas sejam publicadas no diário oficial para termos garantia”.

>Greve anunciada_ Em meio às negociações para o fim da paralisação dos caminhoneiros, os petroleiros anunciaram que farão uma greve nacional de advertência por 72 horas, a partir de quarta-feira. A mobilização é liderada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e sindicatos filiados.

Em nota, a FUP informou que a paralisação dos petroleiros pretende pressionar o governo federal a reduzir os preços do gás de cozinha e dos combustíveis, e, também é uma manifestação contra a eventual proposta de privatização da Petrobras e a gestão do presidente da empresa, Pedro Parente. “A greve de advertência é mais uma etapa das mobilizações que os petroleiros vêm fazendo na construção de uma greve por tempo indeterminado, que foi aprovada nacionalmente pela categoria”, diz o comunicado da FUP.

>Infraero_ Dos aeroportos administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), nove ainda estavam com falta de combustível até domingo de tarde. São eles: São José dos Campos (SP), Uberlândia (MG), Ilhéus (BA), Campina Grande (PB), Juazeiro do Norte (CE), Maceió (AL), Aracaju (SE), Joinville (SC) e João Pessoa (PB). A Infraero também está em contato com órgãos públicos para garantir a chegada dos caminhões com combustível de aviação aos aeroportos administrados pela empresa.

Racionamento para se manter

Falta de gás, combustível, alguns tipos de carne e produtos do setor hortifruti, ovos e leite de saquinho. A paralisação dos caminhoneiros que começou na segunda-feira (21) e completa nesta domingo, o sétimo dia, mexeu com o cotidiano de todos.  Para frear a falta de produtos, a maioria dos supermercados, limitou a quantidade de produtos por cliente. Por exemplo, no Supermercado Alvorada, da Avenida Presidente Vargas, cada cliente pode levar seis pacotes de leite longa vida.
No setor hortifruti, não há mais ovos, cenoura e cebola, e as outras prateleiras estão esvaziando. Há um comunicado para os clientes na frente do mercado, informando sobre a falta de produtos e pedindo compreensão.

Nos restaurantes, é difícil ter suco natural e alguns alimentos mais perecíveis no buffet. Algumas padarias também já sentem o reflexo da falta de produtos. Na panificadora Muller, na Avenida Luís de Camões, há bastante trigo, mas o fermento e gás de cozinha estão acabando. Até quarta-feira (30) haverá pão para vender.
Na padaria Santa Marta, na Presidente Vargas, tudo vai depender do movimento. Por enquanto, não há falta de produtos. Já na padaria Papa Pão, na Dom Pedro II, o leite de saquinho acabou na quinta (24). Porém, não há falta de outros produtos.

Transporte e educação
O transporte público, por enquanto, não reduziu as linhas, mas a maioria das empresas de transporte rodoviário diminuíram a quantidade de viagens. As aulas da rede municipal estão suspensas nesta segunda, e as da rede estadual, por enquanto, seguem normalmente. A Universidade do Planalto Catarinense também emitiu comunicado que não haverá aula hoje. Amanhã, as atividades letivas retornam normalmente.

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