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Paralisação de caminhoneiros começa a afetar atendimento hospitalar

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A paralisação de caminhoneiros em todo o país começa a afetar os atendimentos hospitalares, inclusive as urgências e emergências. Segundo a Confederação Nacional de Saúde (CNS), em alguns estabelecimentos estão faltando produtos como gás medicinal, material anestésico, medicamentos, insumos para tratamento de água, entre outros.

O Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, em Lages não está recebendo materiais, seja medicamentos ou gás. “O problema é que as transportadoras não estão conseguindo entregar, o fornecedor vende, mas não consegue contratar a transportadora”, explica o superintendente do hospital, Fabio Lage. Apesar dos caminhões que transportam materiais para os hospitais poderem passar pelos bloqueios, muitas empresas de transporte estão mantendo seus veículos nas garagens.

Mesmo tendo alguns materiais em estoque, o Hospital interrompeu as cirurgias eletivas, só estão sendo realizados procedimentos de urgência. “Estamos entrando em uma fase crítica, temos talvez, mais dois a três dias, no máximo, depois disso não temos como suportar”, afirma. O risco é ter de interromper todos os atendimentos, porque não conseguem adquirir medicamentos.  Se a situação não melhorar o hospital não terá como manter os pacientes que estão internados. “Estou preocupado, porque até agora não vi nenhuma movimentação no sentido de encerrar o movimento. Gás se terminar, por exemplo, não tenho como alimentar as pessoas”, comenta. Alguns medicamentos o hospital não dispõem e o soro, tem apenas para mais dois dias.

Em nota, a Confederação Nacional de Saúde pede aos manifestantes que bloqueiam as estradas em 22 unidades da federação que permitam a passagem dos veículos que transportam materiais médicos prioritários.

“A confederação não se opõe a nenhuma manifestação. Entretanto, alerta que, caso esse apelo não conte com a compreensão dos senhores, os problemas no abastecimento de insumos essenciais vão aumentar”, destacou.

Na nota, a entidade defende ser imprescindível que a reivindicação dos caminhoneiros não coloque em risco a saúde do cidadão.

De acordo com o presidente da Federação Brasileira de Hospitais, Luiz Aramicy Bezerra Pinto, a situação já é crítica em Curitiba, Fortaleza, João Pessoa, no Recife e Rio de Janeiro.

“Os hospitais de várias capitais estão no limite dos estoques de oxigênio. Acho que se não tivermos uma solução até o fim do dia, enfrentaremos uma situação crítica”, disse Aramicy à Agência Brasil.

Segundo ele, a federação já sugeriu aos diretores de hospitais que, caso o abastecimento não seja normalizado nas próximas horas, apenas os pacientes mais graves, emergenciais, sejam internados nas unidades de terapia intensiva (UTI).

A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) que representa 700 mil trabalhadores garante instruir os manifestantes a deixarem passar os veículos com medicamentos, cargas vivas, combustível e produtos perecíveis. Ontem (24) a Abcam recusou a proposta apresentada pelo governo federal e manteve a orientação para que os motoristas mantenham a paralisação.

Mesmo após o governo anunciar um acordo com as lideranças do movimento, milhares de caminhoneiros mantêm bloqueios em diversas partes do país. Mais cedo, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que ainda não registra desmobilização nas rodovias do país.

 

Fonte: Agência Brasil

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