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Esportes

Para Melo, a seleção brasileira precisa jogar com mais ousadia

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Lages, 18/06/2010, Correio Lageano

 


O engenheiro mecânico, Antonio Marcos de Melo (33), acompanha a seleção brasileira desde 1982, e é bem dessa época que ele sente saudades. “Era um futebol de atitude, técnico Telê Santana, quando imperavam a inteligência e a visão de extraclasses, a essência do futebol de 82 e com alguns lampejos da Copa de 86”, salienta.

 

Otimista já arrisca apontar uma final da Copa do Mundo da África: Brasil e Argentina, desde que a seleção-verde amarela ouse mais. Melo defende que reserva no clube onde atua não pode ir para seleção. Assim, segundo ele Gilberto Silva, Elano, Felipe Melo, Doni, Kléberson, dentre outros nem deveriam estar lá.

 


O lageano até concorda que a Copa do Mundo tem times muito fortes fisicamente, mas com um futebol burocrático, modorrento. “Alguns jogos dão sono”, justifica. Também entende que hoje o futebol é “business”, porém argumenta que o espetáculo não pode ficar de lado. “A Copa está nivelada por baixo. A Argentina está ousando com três atacantes contudo, não tem um futebol vistoso, agradável. A Alemanha ganhou de 4 a 0 e somente fez cumprir a obrigação. Qual a tradição da Argélia? Está difícil neste início de apontar um motivo para se empolgar com a Copa.

 

Mas que venha a segunda rodada”, provoca destacando que o Dunga está sendo generoso com quem foi solidário e espera que ele esteja certo. “Certo em não levar Ronaldinho Gaúcho, Paulo Henrique Ganso, Hernanes, Diego, Victor (goleiro do Grêmio), alguém para substituir o Kaká, que não está bem fisicamente. Tomara que o Brasil desencante e se isso acontecer, será a Copa do Mundo do Robinho”, aposta.

 


O gerente de produção que mora em Joinville, desde 1995, costuma dizer que o futebol é a sua “cachaça” e prefere as lembranças das Copas do Mundo mais antigas. Ressalta que começou a prestar atenção quando tinha cinco anos. Viu reprises e pôde acompanhar várias vezes os jogos de 82, por exemplo. “E era um timaço! Pena que perdeu aquele jogo para a Itália, por 3 a 2, com três gols do Paolo Rossi, que tinha sido absolvido de um problema de fraude com a loteria esportiva italiana, a “Totonero”, para calar a torcida brasileira, na tragédia de Sarriá”, descreve deixando à mostra que sabe do que está falando.

 

Foto: Divulgação

 


Na atualidade, Melo gosta do jogador Ronaldo, o Fenômeno, mas como é corintiano carrega grande admiração pelo ex-jogador do Corinthians, Casagrande. Como conhecedor da seleção, o torcedor sonha com um grupo que segundo ele seria imbatível, formado por Taf­farel, Leandro, Oscar, Marcio Santos e Júnior; Falcão, Socrátes e Ronaldinho Gaúcho; Careca, Romário e Ronaldo Fenômeno. “E olha que ficariam de fora Casagrande, Muller, Rivaldo, Cafu, Roberto Carlos e o Rogério Ceni, que nunca teve uma relação duradoura com a seleção”, observa.
Dono de uma coleção de mais de 300 camisas, que causa inveja a qualquer torcedor e muitas com autógrafos como de Júnior (Flamengo e seleção de 82), e de Paulo Henrique Ganso. Tem também as camisas da seleção de 2002, Ronaldo, da seleção de 2006, goleiro e outra do Ronaldo. “Além destas considero especiais: uma camisa do Bauru Atlético Clube (primeiro time do Pelé) a qual eu ganhei de um amigo lá em Bauru; a camisa dos 90 anos do Corinthians; e a primeira camisa que eu usei, a do Humaitá de Vacas Gordas. Da seleção brasileira, ele tem bandeiras, chinelo, várias camisas, uniforme completo.

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