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Pacientes se sentem prejudicados

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Foto: Susana Küster

Pacientes que fazem Tratamento Fora do Domicílio (TFD) e vêm até o Hospital Tereza Ramos (HTR), em Lages, desde esta quarta-feira (31), precisam caminhar mais para voltar para casa. Isso porque os motoristas que os trazem, não podem mais estacionar na vaga destinada às ambulâncias, que fica em frente ao hospital. Segundo o motorista da Secretaria de Saúde de Taió, Antonio Cauglia, pacientes que estão com a saúde debilitada passam mal ou se perdem ao procurar onde os veículos foram estacionados. Como o hospital possui um movimento intenso, 24 horas por dia, e em frente à Clínica Ana Carolina (que fica do outro lado da rua do Tereza Ramos) também tem um fluxo grande, é difícil encontrar vaga perto.

Há seis anos Cauglia transporta pacientes do TFD para hospitais e clínicas de Santa Catarina. “Em outras cidades, a placa é destinada para veículos oficiais da saúde, aí tanto nós, como ambulâncias, podem estacionar. Como ali na placa diz ambulância, e nós somos do TFD, os agentes de trânsito multam quem deixa estacionado no local.”

O motorista da Secretaria de Saúde de Aurora, Tiago Beppler, conta que os agentes de trânsito foram enfáticos e disseram que somente ambulância (Samu e Bombeiros) ou outros veículos que possuem espaço para maca e giroflex podem estacionar no espaço. “Nós viemos bem cedo e saímos daqui no fim da tarde, ambulâncias param ali na frente da porta do hospital e saem, não usam essa vaga”, explica.

O motorista da Secretaria de Saúde de Witmarsum, Jaison Lunardi, lamenta as consequências da mudança de posicionamento dos agentes de trânsito. “Nunca tivemos problema, não entendemos por que agora resolveram fazer isso e prejudicar os pacientes.” Ele conta que quando estacionava no local, na medida em que os pacientes se liberavam, iam para os veículos. “Agora, ficam espalhados e embaixo do sol, porque não tem área coberta. Eles vêm para cá porque estão fazendo tratamento de saúde.”

 

Diretran manterá posicionamento

Pela lei, os motoristas estão errados, porque segundo o que indica a placa fixada no local, veículos oficiais de saúde não são permitidos. O executivo da Diretran, Jacinto Bet, afirma que o posicionamento do órgão não vai mudar. “Só pode estacionar ambulâncias. Eles são abusados, pois possuem um carro comum e querem colocar lá. Estamos seguindo a lei e já avisei aos agentes para multar”, destaca.

Sobre a situação que os motoristas relataram ao CL, que os pacientes se perdem e passam mal ao procurar onde estão os veículos, o secretário disse que isso não importa e completa dizendo que o local não é estacionamento. “Se em outras cidades deixam, problema deles”.
Ele frisa que somente táxis, ambulâncias, idosos e pessoas com necessidades especiais podem estacionar em vagas reservadas. “Nem para a PM existe local específico, só quando em frente à repartição. Estou mandando retirar as placas que indicam veículos oficiais em Lages, porque no Código de Trânsito Brasileiro não existe isso”.

Hospital

A diretora do Hospital Tereza Ramos, Beatriz Montemezzo, afirma que recebeu um documento dos motoristas informando sobre o problema. “Vamos conversar com a Diretran e pedir que coloquem uma placa no local destinada a veículos oficiais. Eles têm razão de reclamar, já fiz um documento solicitando a troca da placa”.

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Grave acidente na BR 116, em Lages

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Foto: Divulgação

Um acidente no acesso a empresa Vossko do Brasil, na BR-116, em Lages, na noite desta segunda-feira (21), deixou uma das vítimas, ocupante de um Fiat Uno, presa as ferragens. O Corpo de Bombeiros atendeu a ocorrência. O nome das vítimas não foram divulgados.

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Caminhoneiros só voltam se o diesel baixar

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Foto: Susana Küster

Em meio as paralisações de caminhoneiros pelas rodovias do país, a Petrobras anunciou ontem, mais um aumento da gasolina e do diesel. Este foi o 11º aumento nas últimas duas semanas e os preços sobem de novo hoje. Dados da Agência Brasil são de que a gasolina vai subir 0,9% e o diesel 0,97%. Com o reajuste, o preço da gasolina nas refinarias passa a custar R$ 2,0867 enquanto o do óleo diesel sobe para R$ 2,3716.

Neste mês, a gasolina subiu 16,07%. O diesel já recebeu sete aumentos consecutivos, só no mês de maio, o combustível aumentou 12,3%. O aumento do combustível gera alta no transporte dos caminhoneiros, que impacta no preço dos alimentos e produtos em geral.

A greve dos caminhoneiros não tem data para acabar, segundo o diretor regional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística, Jorge Flores de Oliveira. Na segunda-feira (21) de tarde, ele e cerca de 50 caminhoneiros pararam no Km 245, na BR-116, no pátio do posto Ampessan, em Lages. Ninguém era obrigado a parar no trecho, mas grande parte dos caminhões aderiram à paralisação.

Para os caminhoneiros autônomos, Luiz Mendes e Nilson Rodrigues, o aumento constante do combustível já se tornou abusivo. Mendes também reclama da cobrança do pedágio quando os eixos dos caminhões estão erguidos, sendo que a Lei Federal nº 13.103/15, proíbe. A assessoria de imprensa da Autopista Planalto Sul, contesta a informação, dizendo que não cobra.

Reivindicações

Segundo a Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam), que organiza o movimento, os caminhoneiros reivindicam que as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sejam zeradas, além da isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). Os impostos representam quase a metade do valor do diesel na refinaria. A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), que representa os donos de postos, também pede mudanças tributárias.

Motivos da alta

Em julho de 2017, o governo implantou na Petrobras o sistema de reajuste diário dos preços. O objetivo era de competir com combustíveis importados por outras companhias. Desde então, até o dia 12 de maio deste ano, a gasolina acumulava alta de 26% e o diesel de 30%. Vale lembrar que a inflação do período foi de 3,8%.
Desde quando o novo método de reajustes foi adotado, o preço do diesel comercializado nas refinarias subiu 57,78%.

Reunião

O presidente Michel Temer fez uma reunião de emergência para discutir a alta dos preços dos combustíveis com os ministros Moreira Franco (Minas e Energia), Eduardo Guardia (Fazenda), Eliseu Padilha (Casa Civil), Esteves Colnago (Planejamento) e o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid. Até o fechamento desta edição, a reunião não havia acabado.

 

Fetrancesc se posiciona contra aumentos

A Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de Santa Catarina (Fetrancesc) é contrária à nova política de preços da Petrobras e é solidária ao movimento de paralisação nacional dos caminhoneiros. Em nota, a entidade diz que desde a implantação da política de preços da estatal, em junho de 2017, houve aumentos extremamente prejudiciais ao setor dos transportes, aquele que movimenta a economia do Brasil.

O texto ainda diz que os aumentos são um exagero, diante de uma taxa de inflação abaixo da média e da excessiva carga tributária do Brasil que incide no transporte. A proposta da Fetrancesc para os caminhoneiros é de que eles nem saiam dos pátios das empresas para garantir o direito de ir e vir de todos. A entidade espera que o governo revise a tributação federal dos combustíveis e que reveja a política adotada pela Petrobras.

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Buraco na Serra do Panelão deixa trânsito em meia pista

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Foto: Divulgalção

A chuva da última semana abriu um buraco no Km 361 da SC 110, na Serra do Panelão, em Urubici. A abertura no asfalto fica no meio da pista de rodagem no sentido BR 282 a Urubici. O local está sinalizado, mas é preciso cuidado dos motoristas.

O Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), em Lages está tomando as medidas para solucionar o problema. Nesta terça-feira (22) engenheiros do Deinfra e da Rodec, empresa que tem o contrato de conservação estrutural das rodovias da região, farão uma análise técnica para decidir o que será feito.

O buraco mede cerca de 10 cm de diâmetro, e, segundo uma análise superficial apresentada pelo Deinfra, está relacionado ao um problema de infiltração de água. O local é próximo do ponto da Serra, que no mês de junho ano passado, teve rachadura na pista decorrente das fortes chuvas na região. Na época foi necessário  realizar a recomposição do corpo da estrada.

 

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