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Pacientes reclamam da demora no atendimento

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Maior reclamação é a espera por atendimento - Foto: Bega Godóy

Desde 2014, a emergência e urgência dos Hospitais Nossa Senhora do Prazeres, Infantil Seara do Bem e Pronto Atendimento Tito Bianchini, em Lages, atendem os pacientes conforme a gravidade da ocorrência e não mais pela ordem de chegada. Para determinar a gravidade de cada caso, os pacientes são classificados pelo sistema de cores. Mesmo com os esclarecimentos, as pessoas reclamam da demora no atendimento.

O processo foi implantado para organizar o fluxo de pacientes que procuram atendimento de urgência e emergência. Isso para evitar, por exemplo, não correr o risco de ter paciente com doença crônicas aguardando por consultas.

Nesse locais, os médicos tratam apenas os sintomas e não há garantia de retorno. A orientação é procurar a Unidade de Saúde do Bairro, onde o acesso à consultas de rotina, renovação de receitas, exames e outros procedimentos estão assegurados. As determinação visa permitir a classificação do paciente e não excluí-los.

“As Unidade de Saúde são os locais certos para investigar e fazer o tratamento”, explica`o diretor administrativo do Seara do Bem, Éder Alexandre Gonçalves. No Seara do Bem são atendidos  pacientes de até 15 anos, 11 meses e 29 dias. E cerca de 200 pessoas por dia passam por lá. Em abril foram 7.000 atendimentos.

Doenças sazonais lotam o atendimento

As doenças sazonais são as mais recorrentes, preocupam a saúde pública e acabam inchando os atendimentos. De março até  final de julho, são considerados os meses mais críticos Nesse período, o fluxo de pacientes tende a aumentar e muitas vezes os serviços ficam prejudicados, pois se trabalha acima da capacidade.

“Idosos e crianças são os que mais sofrem pois a imunidade é mais baixa” , comenta  o médico de família e comunidade do Pronto Atendimento Tito Bianchini, Pedro S. Iung. O responsável técnico pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) conta ainda que em média 70% das pessoas que procuram o PA não se enquadram no atendimento de urgência e emergência.  

“As pessoas reclamam de esperar, mas têm que passar pela classificação”, acrescenta a gerente do Pronto Atendimento, a enfermeira Mauren Farias.

UPA deve agilizar atendimento

Os três profissionais acreditam que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) localizada próximo a Rodoviária Dom Honorato Piazera, com previsão para ser inaugurada em agosto deve solucionar os problema de espera. Mas o atendimento continuará sendo hierarquizado, de acordo com a gravidade.

Mesmo com tantas explicações e protocolos seguidos conforme  projeto de rede de urgência e emergência do Ministério da Saúde, as pessoas não se conformam que o atendimento não será imediato, salvo quando for classificado na cor vermelha.

Espera

Rafael dos Santos de 16 anos, procurou atendimento no Seara do Bem e depois de passar pela classificação de risco, esperou mais de três horas para ser atendido. Saiu com a receita, mas preocupado se o “tratamento” daria certo. “Tenho dores pelo corpo todo, há dias”, explica.

A mãe do garotinho Pedro Henrique Schmidt de 1 ano, 11 meses, dona Bruna Schmidt  estava indignada com a espera, pois o filho reclamava e chorava de dor. Semana passada ela levou o menino no Seara do Bem e comprou a medicação receitada.

E na terça-feira (19), teve que voltar, já que o menino ainda tinha catarro na garganta. Ela chegou pouco mais do meio dia, eram quase 15 horas não tinha sido atendida. Questionada porquê, nos últimos dias, não levou o filho em uma Unidade Básica de Saúde, Bruna alegou que não teve tempo, em função do trabalho.

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