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Pacientes denunciam motorista que dorme durante transporte

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Reprodução/ Divulgação

O serviço de transporte da Prefeitura de São Joaquim tem preocupado pacientes que necessitam do atendimento. Isso, porque um dos motoristas do município é acusado de dormir enquanto transporta os pacientes para outras cidades.

Viviane Andrade Silva é mãe de Evelin da Silva Córdova, 7, portadora da síndrome de Atrofia Muscular Espinhal, conhecida como AME. Por isso, é necessário que a família viaje com frequência para a capital catarinense para realizar exames e consultas médicas. Na próxima segunda, Viviane deve pegar a estrada mais uma vez, já que participará de reunião de junta médica para auxiliar na decisão judicial para que Evelin passe a receber o medicamento que controla a doença, que custa cerca de R$ 2 milhões.

Entretanto, uma decisão da Secretaria de Saúde tem causado preocupação à família. É que o motorista que já foi acusado de dormir enquanto dirige, foi escalado para transportá-los. Viviane revela que entrou em contato com a secretaria, para que o profissional fosse trocado, pois teme que ocorra algum acidente. “Eu até os questionei, caso ocorra um acidente, se eles irão se responsabilizar por nós. Eles me falaram que a responsabilidade deles é só com o motorista”, relembra. Viviane acrescenta que a família não tem condições financeiras para pagar um transporte particular e que Evelin está nervosa por ter que viajar com o condutor.

Outras duas mulheres também já passaram por experiências parecidas. Delmira Oliveira já negou ser transportada pelo motorista que, segundo ela, já é idoso e tem mais de 70 anos. A família chegou a pagar por um transporte particular para ir até uma consulta em Florianópolis. Só que, recentemente, a filha de Delmira esteve internada na UTI em Lages, devido a complicações da diabetes. Quando recebeu alta, o motorista foi escalado para buscá-las. “Eu quase morri de medo, porque ele dormiu durante a viagem”, revela. A vontade de Delmira é de se mudar para Lages, já que é difícil conseguir consultas em São Joaquim.

A dona de casa Adriana Henrique revela que, quando tem necessidade, tem usado o carro próprio quando precisa viajar, por medo de precisar do motorista. Ela explica que já fez reclamações, mas nada é feito. “Não dá para arriscar. É só pegar a rodovia que ele já começa a dormir”, explica. Adriana revela que a secretária disse que viaja com ele e nunca enfrentou problemas.

A reportagem entrou em contato com a secretária de Saúde de São Joaquim, Terezinha Godoy Vieira, mas ela informou que não dá entrevistas por telefone, apenas pessoalmente e, por isso, não se pronunciou sobre as denúncias.

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