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Padre é indiciado por tentativa de adquirir fotos pornográficas

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Religioso está afastado e passará, também, por um processo canônico - Foto: Andressa Ramos/ Arquivo CL

Nesta sexta-feira (17), o delegado Diego Azevedo, de São Joaquim, deve encaminhar inquérito policial ao Fórum Nereu Ramos, em Lages, referente ao padre da cidade, indiciado por tentativa de adquirir fotos pornográficas de menores. Artigo 241, letra B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), combinado com o artigo 14 do Código penal (CP) (tentativa). O indiciamento será apenas por tentativa porque a perícia não encontrou fotos no computador do indiciado, porém, dados de acesso de suas redes sociais podem mudar o direcionamento do caso, de acordo com o delegado.

Paralelo a isso, o padre passará por julgamento na Igreja Católica. O processo canônico funciona da seguinte forma: o bispo dom Nelson Westrupp nomeia dois padres de sua confiança. Cabe a eles fazer a investigação prévia, ouvir as testemunhas, a vítima e o acusado. Depois disso, todos que deram depoimento, assinam um documento afirmando que, de fato, o que falaram é verdadeiro.

Com os depoimentos e dados levantados, o padre instrutor fará um relatório e, na próxima quarta-feira, entregará o documento ao bispo, que encaminhará o caso à Congregação para a Doutrina da Fé, que fica em Roma, cidade onde acontecerá o julgamento e a sentença do padre.

Defesa_ O advogado de defesa, Gabriel Antunes, explica que o caso continua em estudo, e com a denúncia sendo apresentada ao Ministério Público, terá mais dez dias para apresentar suas argumentações.

Relembre o caso_ Em setembro, uma turma de adolescente se crismou. Antes da missa, como de costume na igreja católica, fizeram a confissão. Este foi o único contato presencial, segundo depoimento, entre a vítima e o padre. Depois disso, uma conversa se iniciou por uma rede social. O padre teria enviado duas fotos ao garoto, uma delas, nu. Apesar de ter dito ao delegado que não sabia que conversava com um adolescente, o enredo das trocas de mensagens dá indícios de que o paróco sabia com quem falava. Entre os questionamentos, um deles era sobre o aspecto hormonal do garoto. Em algumas vezes, o padre pediu fotos do menino.

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Polícia prende assaltantes de posto de combustível

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Policiais rodoviários federais e policiais militares prenderam, às 4 horas de segunda-feira (11), na BR-116, em Capão Alto, três homens e uma mulher que haviam acabado de assaltar um posto de combustíveis às margens da rodovia.

Após serem avisados do assalto, os agentes da PRF e da PM iniciaram buscas na região. Os militares localizaram uma mulher de 24 anos e um homem de 22 anos ainda próximos ao estabelecimento. Ambos admitiram envolvimento no crime.

Na sequência, os PRFs detiveram dois homens, ambos de 24 anos, que seguiam pela BR-116 em um veículo VW/Gol de Lages. Junto com eles, no interior do veículo, foram localizados aproximadamente R$ 2,5 mil e carteiras de cigarro roubadas da loja de conveniência. Através do sistema de vigilância do posto de combustíveis, foi possível confirmar a participação deles no assalto.
O veículo foi recolhido pela PRF e os quatro detidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia de Capão Alto.

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Frequência escolar de beneficiários do Bolsa Família registra melhor percentual

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O acompanhamento faz parte das condicionalidades do Bolsa Família, que são compromissos assumidos pelos beneficiários e pelo poder público.  - Foto: Foto: Ubirajara Machado/MDS

Durante os meses de agosto e setembro deste ano, 95% dos 13 milhões de alunos beneficiários do Bolsa Família acompanhados pelas redes municipal e estadual de ensino estavam com a frequência escolar em dia. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, o resultado é o segundo melhor percentual para o período desde 2007 e o melhor de 2017 até o momento.

O acompanhamento faz parte das condicionalidades do Bolsa Família, que são compromissos assumidos pelos beneficiários e pelo poder público. Eduardo Pereira, diretor de Condicionalidades do ministério, explica que a intenção é estimular o acesso à educação, a permanência dos alunos na escola e ajudar as famílias a quebrarem o ciclo da pobreza.

“Acreditamos que esses resultados comprovam a eficácia do programa no sentido de manter as crianças na escola. A progressão escolar, que decorre da frequência escolar, leva a criança a se tornar um adulto mais instruído e com capacidade de se inserir na sociedade de forma produtiva”, destaca o diretor.

O ministério explica que há casos em que a frequência escolar não foi acompanhada por motivo de mudança dos alunos de escola ou de cidade, sem que essa informação tenha sido registrada pela rede de educação. Por isso, é importante que as famílias informem na escola onde o aluno está matriculado que ele é beneficiário do Bolsa Família, além de manterem o Cadastro Único atualizado quando houver mudança de escola.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social 

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Risco de jovens negras serem mortas é duas vezes maior que o de brancas

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Nacionalmente, o risco de uma jovem negra ser vítima de homicídio é 2,19 vezes maior do que o de uma jovem branca - Foto: Divulgação/Geledes

Os índices de violência contra a juventude, especialmente contra a juventude negra, levou a representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Marlova Jovchelovitch Noleto, a afirmar que o desenvolvimento de políticas públicas multissetoriais de proteção a jovens de 15 a 29 anos é mais que uma prioridade: é uma necessidade brasileira.

Dados do Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência, divulgados hoje (11) pela Unesco em parceria com a Secretaria Nacional de Juventude e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, reforçam a constatação de que são os jovens de 15 a 29 anos, negros, moradores das periferias e das áreas metropolitanas dos grandes centros urbanos, as maiores vítimas da violência. Com base na análise das ocorrências de 2015, os pesquisadores também concluíram que, em 26 das 27 unidades da federação, a taxa de homicídios é maior entre as mulheres negras nesta faixa etária do que entre as mulheres brancas.

Nacionalmente, o risco de uma jovem negra ser vítima de homicídio é 2,19 vezes maior do que o de uma jovem branca. Desmembrando os dados, os pesquisadores identificaram que, no Rio Grande do Norte, o risco de assassinato para as negras desta faixa etária é 8,11 vezes maior que o de uma jovem branca.

“Esse resultado revela a necessidade de avançarmos na garantia dos direitos das mulheres e no combate à violência ligada à questão de gênero”, destaca a representante da Unesco em seu texto introdutório ao Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência, reafirmando que, para superar essa situação, é necessário que o governo promova ações públicas coordenadas em áreas como educação, saúde, trabalho e geração de renda e oportunidades iguais para todos.

Divulgado em junho deste ano, pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) e pelo mesmo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Atlas da Violência 2017 já revelava que, em 2015, 31.264 das 59.080 pessoas assassinadas eram jovens entre 15 e 29 anos. Dentre eles, 71% eram negros e pardos e 92% do sexo masculino. O Atlas mostra ainda que, entre 2005 e 2015, a taxa de homicídios de mulheres brancas caiu 7,4%, enquanto a taxa de mortalidade de mulheres negras aumentou 22% no período.

 

Já o índice divulgado hoje reforça a constatação de que as taxas de homicídios de jovens não para de crescer desde a década de 1980, tendo atingido taxas endêmicas em 2015. A partir da metodologia empregada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o documento classifica as unidades da federação conforme a vulnerabilidade dos jovens à violência.

Vulnerabilidade juvenil

Considerando seis indicadores de 2015 (mortalidade por homicídio; mortalidade por acidentes de trânsito; frequência à escola e situação de emprego; níveis de pobreza e de desigualdade e a comparação entre o risco relativo a homicídios de negros e brancos), os pesquisadores classificaram 12 estados como de alta vulnerabilidade juvenil à violência: Alagoas, Ceará, Pará, Pernambuco, Roraima, Maranhão, Amapá, Paraíba, Sergipe, Amazonas, Piauí e Bahia.

Já o Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Tocantins, Rondônia, Espírito Santo, Acre, Goiás, Rio de Janeiro e Paraná foram classificados como localidades de baixa vulnerabilidade. As unidades de federação onde os jovens de 15 a 29 anos estão menos vulneráveis à violência são Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina.

Os pesquisadores também calcularam que, em 24 das 27 unidades da federação, as chances de um jovem negro morrer assassinado é maior que a de um jovem branco. As exceções são o Paraná, onde a taxa de mortalidade de jovens brancos é superior à de jovens negros; Tocantins, onde o risco é bastante próximo, e Roraima, que não registrou nenhuma morte de jovem branco no período analisado, o que impediu comparações.

A disparidade mais gritante foi registrada em Alagoas, onde um jovem negro tem 12,7 vezes mais chances de morrer assassinado do que um jovem branco. Em seguida aparece o Amapá, onde essa proporção é da ordem de 11,9 vezes. Na outra ponta da tabela, o risco relativo no Paraná e no Tocantins é de, respectivamente, 0,8 e 1,1 vez.

Na introdução do índice, o secretário nacional de Juventude, Francisco de Assis Costa Filho, disse que o diagnóstico dos problemas que afetam a população é importante para a criação de políticas públicas. “O Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência tem esse objetivo – apresentar números e dados da violência contra a juventude, especialmente a juventude negra, para aperfeiçoamento da formulação de ações que levem em conta a realidade desses jovens.”

 

Fonte: Agência Brasil

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