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Empresa paranaense assume gestão do Samu

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Foto: Bega Godóy/Arquivo CL

A Secretaria da Saúde de Santa Catarina contratou, em regime de urgência, a empresa OZZ Saúde para a administração do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A empresa paranaense substitui a gestora do serviço anterior, a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) que gerenciava o serviço nos últimos cinco anos. Segundo o médico regulador e intervencionista do Samu de Lages e atual coordenador médico do Samu, Leonardo Augusto Coelho, havia a possibilidade de o contrato da antiga gestora ser renovado e o anúncio de uma nova empresa pegou os funcionários de surpresa, gerando muita preocupação. Questões como salários, contratos, direitos trabalhistas e, principalmente, a dúvida de acompanhar a transição de gestão das empresas e a manutenção dos funcionários são os temores mais recentes. Mesmo com tantas incertezas, os trabalhos em toda região da Serra Catarinense não foram paralisados. Os funcionários vestiram a camisa do Samu em prol da comunidade. O lado bom é que a nova gestora tem experiência no gerenciamento do Samu do Paraná.

De acordo com Leonardo Coelho, os salários foram pagos com atrasos pela nova empresa a aproximadamente 70 funcionários que atuam na região. Somente em Lages, são 15 funcionários por turno de 12 horas, 24 horas por dia, de maneira ininterrupta. A central telefônica do Samu em Lages compreende toda a Mesorregião do Planalto Serrano, atendendo a região da Amures, a maior em se tratando de território em Santa Catarina, com um volume estimado de 6.000 atendimentos por mês e em média 250 por dia.

 

Só com rescisões, são R$ 40 milhões

Com as rescisões, a antiga empresa vai gastar quase R$ 40 milhões, de acordo com o advogado dos funcionários do Samu, Eduardo Coutinho. Ao todo, o contrato com a atual gestora é de, aproximadamente, R$ 58 milhões (segundo o Portal da Transparência) pelo período de 180 dias, para o custeio do serviço. A nova empresa se comprometeu a manter todos os profissionais que hoje atuam no serviço, mas não informou por quanto tempo e nem até quando.

Coutinho explica os desdobramentos após a denúncia do caso ao MPT/SC e o que pode acontecer daqui para frente. “No dia 19 de dezembro de 2017, quando recebemos a informação da empresa OZZ de que iria pagar todos os funcionários por RPA (Recibo de Pagamento Autônomo) e que o processo de definição sobre a forma de contratação iria demorar cerca de 60 dias, resolvemos denunciar a situação ao Ministério Público do Trabalho.

Apesar do recesso do Judiciário no período, foi marcada uma audiência com a empresa, sindicatos, Governo do Estado e Conselhos Regionais para o dia 21/12/2017. Em seguida, outras duas audiências: em 26/12/2017 e 28/12/2017. Nesta última audiência, a empresa confirmou que tinha a intenção de contratar todos os profissionais do Samu por PJ (Pessoa Jurídica). Isso motivou a ajuizarmos uma ação, no dia 29/12/2017, em Florianópolis/SC, e no dia 2/1/2018, foi marcada uma audiência na qual logramos êxito em reconhecer o vínculo trabalhista dos funcionários com data de contratação retroativa para 20/12/2017.”

Interrupção dos trabalhos

Apesar da decisão judicial e de a empresa afirmar na mídia, diversas vezes, que irá contratar todos os atuais funcionários via CLT, segue sem garantir o seguro de vida e das ambulâncias, sem assinar a carteira de trabalho e sem assegurar os direitos mínimos que os funcionários devem ter para executar esse serviço tão essencial para a comunidade. Em virtude disso, a chance de parar aumenta a cada dia, afirma o advogado.

Novas bases

O novo projeto do governo será a criação de uma central única de atendimento ao telefone 192, em Florianópolis, gerando, assim, demissão de boa parte dos funcionários na Serra, bem como, a incorporação das ambulâncias junto aos quartéis do Corpo de Bombeiros, que já se efetivou em Lages, informou o médico coordenador do Samu, em Lages.

Competências

O serviço do Samu é estadual. O governo, por meio de uma empresa contratada, gerencia os custos das centrais telefônicas (recebe os chamados 192) e das unidades de suporte avançadas – USAs (compostas por médico, enfermeiro e socorrista). As unidades de suporte básico são mantidas pelos municípios. Em nossa região, há duas unidades de suporte avançado, que são UTIs móveis e permitem a intervenção médica imediata no local do evento, levando o hospital até o paciente, garantindo maiores chances de sobrevivência, e oito unidades de suporte básico, distribuídas estrategicamente pela região.

 

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Gaeco deflagra operação contra o tráfico de drogas

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Operação Safári desarticulou organização criminosa que agia em Lages (SC) e Caxias do Sul (RS).

Na manhã desta segunda-feira (22/1), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), deflagrou a operação batizada como “Safári”, com o objetivo de desarticular supostos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico perpetrados pelos investigados na região de Lages/SC e Caxias do Sul/RS. Foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e cinco mandados de busca e apreensão.

A investigação, desenvolvida pela 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Lages e pelo Gaeco perdurou por cinco meses, culminando na operação realizada nesta segunda-feira para o cumprimento dos mandados requeridos pelo Ministério Público e expedidos pelo Poder Judiciário da Comarca de Lages.

Os mandados foram cumpridos pelo Gaeco nos municípios de Lages, Florianópolis e Caxias do Sul, com apoio do 6º Batalhão de Polícia Militar de Santa Catarina e 12º Batalhão de Polícia Militar do Rio Grande do Sul. Foram presas duas pessoas em Caxias do Sul, uma em Lages e uma em Florianópolis.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos aproximadamente 3,7kg de substância semelhante à cocaína, 2,3kg de substância semelhante à maconha, duas balanças de precisão, uma arma de fogo calibre .38 e 73 munições do mesmo calibre, além de aproximadamente R$ 409 mil em espécie.

Anteriormente, no curso da investigação, foram presas outras quatro pessoas em flagrante delito e apreendidas substâncias semelhantes à cocaína (900g) e maconha (2,5kg), três veículos e a quantia de R$ 22 mil em espécie.

Gaeco é uma força-tarefa composta pelo Ministério Público de Santa Catarina, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e Secretaria Estadual da Fazenda.

O nome da operação deve-se ao fato de a investigação apontar que o principal investigado possui alcunha de determinado animal silvestre.

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Defesa Civil de Lages atende ocorrências e fica em alerta por causa da chuva

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Árvores caíram com a força da tempestade Foto: Defesa Civil/Divulgação

As fortes chuvas registradas em  Santa Catarina provocaram transtornos em Lages. Nesta segunda-feira, a Defesa Civil atendeu a dez ocorrências, como destelhamentos, queda de árvores e galhos, alagamento e desabamento parcial de uma casa. Os bairros mais atingidos foram Guarujá, Centenário, Santa Catarina e Área Industrial. Ninguém ficou ferido ou precisou abandonar a residência. Com a previsão de mais chuva para as próximas horas, a Defesa Civil Municipal ficará de plantão durante 24 horas, pelo telefone (49) 98406-4037.

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Tempestade derruba árvores deixa 7 mil sem energia

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A tempestade que atingiu Lages agora à tarde provocou queda de árvores na Localidade de Bandeirinhas, próximo às antenas Embratel. Os bombeiros estão no local, mas não se tem informações se há atingidos.

Na SC-114, duas árvores também caíram, na Localidade de Pinheirinhos.

O vento e a chuva provocaram a interrupção do fornecimento de energia elétrica a mais de 7 mil consumidores da Serra Catarinense, sendo 619 em Anita Garibaldi, 52 em Bom Retiro, 577 em Celso Ramos, 203 em Lages, 2.653 em Otacílio Costa, 1.263 em Palmeira, 251 em Ponte Alta e 1.399 em São José do Cerrito.

Não há previsão para o restabelecimento.

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Polícia Civil recuperou 397 veículos no ano passado

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A Polícia Civil de Santa Catarina, através da Divisão de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV/Deic) concluiu o levantamento de suas atividades durante o ano de 2017.

Mais uma vez, os números alcançados superaram o ano anterior, com significativo aumento no número de prisões e também na recuperação de patrimônio.

O total de veículos recuperados pela equipe, no ano de 2017, foi de 397, dentre automóveis, caminhões e motocicletas.

Utilizando a avaliação da tabela Fipe, o valor total dos bens recuperados é de R$ 12,3 milhões, o que representa um aumento de 21% com relação ao ano de 2016.

A exemplo do número de veículos recuperados, em 2017, a DFRV também efetuou mais prisões que em 2016, sendo 98 contra 78 no ano anterior. Todas as prisões e recuperações acima citadas foram realizadas através de investigações próprias.

A PC também realizou diversos trabalhos no combate ao roubo e desvio de cargas, com destaque para a desarticulação de uma organização criminosa que agia nos três estados do Sul, desviando cargas de grãos e causando prejuízos milionários.

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