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Museu de Londres dedica mostra a espaços de encontro e reflexão

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Londres, 16/06/2010, (EFE)
 

O museu Victoria & Albert de Londres explora a relação entre o homem e o espaço através de sete pequenas e inovadoras estruturas arquitetônicas concebidas como refúgio para o encontro e a reflexão.

 

Dos 19 projetos encomendados, sete foram selecionados para uma exposição que está à disposição do público desde ontem e segue até o dia 30 de agosto, no museu londrino.

 

No campo criativo, estas pequenas estruturas "eliminam as barreiras de desenhar grandes edifícios e oferecem aos arquitetos maior liberdade de expressão", disse Abraham Thomas, responsável pela exposição.

 

O escritório norueguês Rintala Eggertsson edificou a torre "Ark", com centenas de estantes que somam cerca de sete mil livros na estrutura exterior e uma escada caracol no interior que dá acesso ao espaço de leitura.

 

Em clara harmonia com a natureza, o também norueguês Helen & Hard expõe a obra "Ratatosk" – nome de um ser da mitologia norueguesa que vivia em uma árvore situada no centro do cosmos -, que consiste em dez árvores de bosques colocadas de forma circular, polidas e envernizadas na parte interior, em contraste com a sensação áspera dos troncos originais.

 

As árvores foram escolhidas pessoalmente pelos arquitetos, que primeiramente as digitalizaram e converteram em 3D e depois esculpiram com um aparelho normalmente utilizado no desenho de móveis.

 

A criação do japonês Fujimoto, "In/Outside the Tree" (Dentro/fora da árvore) trata de imitar uma árvore com muitas folhas e ramos mediante uma estrutura de acrílico transparente que deixa passar a luz natural e que procura um equilíbrio entre os espaços abertos e fechados.

 

Seu compatriota, o japonês Terunobu Fujimori, se inspirou para seu "Beetle's House" (Casa de Besouros) nas típicas casas de chá do Japão, desenhadas como pequenos refúgios de madeira, elevados e acessíveis através de uma escada.

 

A estrutura de mais envergadura é "In Between Architecture", do escritório Mumbai, da Índia, que imita os assentamentos não autorizados que surgem no centro da cidade de Mumbai para solucionar os problemas de espaço e dar abrigo às famílias mais pobres.

 

A intenção dos autores da obra é transmitir "calma e dignidade" com as construções.
Inspirados também em humildes construções dos subúrbios das grandes cidades, neste caso nas áreas com mais população do Brasil, o escritório Vazio S/A desenhou "Cabines em Espiral", uma construção de aço alongada com pequenos buracos na fachada que oferecem vista.

 

Dentro, espessas cortinas de veludo vermelho dão acesso às diferentes cabines, pequenos espaços claustrofóbicos aproveitados como lugares para a criação artística.

 

A estrutura do escritório Rural, da Universidade Auburn no Alabama (EUA), é uma pequena cabana de madeira construída com madeira extraída de restos de galhos e pequenos arbustos que crescem nas florestas.

 

A ideia se baseia no programa "Woodshed" (termo que faz referência às improvisações de jazz), instaurado há muito tempo no Alabama para construir casas baratas para as comunidades rurais de baixa renda.

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