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Moradores reclamam de sinal de internet

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Torres de telefone foram instaladas na cidade - Foto: Divulgação

A falta de internet 4G da operadora Vivo, motivou reclamações de moradores de Otacílio Costa que pagam pelo serviço, mas segundo eles , até entrarem em contato com o jornal não recebiam o serviço. Como de praxe, o Correio Lageano questionou a Anatel e a operadora. No mesmo dia, a internet começou a funcionar na cidade.

Um dos moradores, Saulo Jacob Gerber, diz que possui um celular que tem como habilitar a 3G ou 4G e no Centro, onde deveria pegar a 4G, a internet não funcionava. Ele fazia o teste para provar que o 4G não funcionava e habilitava o 3G e aí todos os serviços conectados com a internet voltavam ao normal. “Também trocava de operadora porque tenho dois chips e no outro a 4G normalmente normalmente”.

Ele conta que a operadora Vivo trocou as torres e, mesmo assim, o 4G não funcionava. “O cliente não tem contato direto para reclamação, nem no aplicativo ou site. Só tem um número de telefone, mas quando cai na opção reclamação a ligação cai. Só tem acesso a reclamação sobre conta”, lamenta. Gerber ainda diz que tem costume de vir a Lages, onde o 4G funciona normalmente.

Outro morador, Hélio César Henkmaier afirma que cansou de esperar uma solução e trocou de operadora. “Cansei de esperar, a outra operadora funciona 4G. Nunca deu problema e a internet é rápida. Fiquei quase um ano esperando eles resolverem”. Ele ainda conta que trocou de chip e até hoje a Vivo liga pedindo para ele voltar. “Digo que só volto quando eles resolverem”.

Agnaldo Liz Felipe afirma que procurou a Vivo e a Anatel várias vezes para tentar resolver o problema na cidade. Porém, ao ver que a situação não era solucionada, decidiu procurar o jornal. “Eles dizem que tá tudo certo, que o sinal funciona. Realmente, no site deles aparece que aqui tem cobertura, mas a prática não era essa até vocês (CL) ligarem para eles”.

Vivo diz que resolveu o problema no menor prazo possível

A Vivo informa que alguns clientes podem ter enfrentando dificuldades para usar os serviços de dados 4G da operadora, devido uma reconfiguração no equipamento de transmissão. Uma equipe técnica atuou para solucionar o problema no menor prazo possível.

A empresa reforça ainda que opera com a tecnologia 4G na cidade de Otacílio Costa desde dezembro de 2017 e, até o final do mês de julho de 2018, está prevista a ativação do serviço 4G+, proporcionando maior capacidade para atender aos clientes da região.

Anatel afirma que monitora os serviços

Por e-mail, a Anatel afirma que acompanha de forma sistêmica e permanente a qualidade da prestação dos serviços de telecomunicações por meio de indicadores coletados mensalmente das prestadoras.

Cada indicador é avaliado e publicados no site da Agência na Internet em: http://www.anatel.gov.br/dados/controle-de-qualidade. Para os casos em que são constatadas indícios de deficiências, a Agência instaura procedimento administrativo que pode resultar em determinações e sanções para as prestadoras.

Além desses indicadores, a Agência também monitora permanentemente alguns parâmetros da rede de comunicação da prestadora em cada município. “Todavia, não há como inferir sobre a experiência individual de cada usuário na utilização do serviço. Portanto, nos casos em que se perceba dificuldades para fruição do serviço, as respectivas prestadoras podem ser acessadas diretamente para reclamação ou solicitação de providências por meio dos telefones  Algar: 1055; Claro: 1052; Nextel: 1050; Oi: 1053 ou 1057; Tim: 1056; Vivo: 1058. Caso não atendido adequadamente, esta Agência pode ser provocada para providências adicionais por meio do telefone 1331 ou do nosso sitio na internet em http://www.anatel.gov.br/consumidor/reclamacao.”

Por meio de relatório, a Anatel informa ainda que, nos últimos meses, a taxa de conexão de dados 4G da Vivo, em Otacílio Costa, ficou na faixa dos 99%.

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Motociclistas morrem em acidente na BR-282, em Rancho Queimado

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Foto: Divulgação

Dois motociclistas morreram após um acidente de trânsito no quilômetro 70 da BR-282, em Rancho Queimado, após colisão entre as duas motos. Sendo uma com placas de Itajaí, e a outra com placas de Navegantes.  

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) o acidente aconteceu na tarde deste sábado (14). Suspeita-se que um dos motociclistas estivesse trafegando acima do limite de velocidade permitida. Com isso, teria perdido o controle da moto em uma curva, atingindo o condutor que trafegava em direção a Lages. 

Equipes do Samu, helicóptero Arcanjo do Corpo de Bombeiros, foram acionados, porém, não deu tempo de socorrer as vítimas. Os dois motociclistas morreram no local.

Ainda de acordo com informações, uma das vítimas fatais, estava vindo para o Motoneve. A PRF não divulgou mais detalhes sobre o acidente e nem a identidade das vítimas.

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Polícia apreende mais de 31 quilos de maconha na BR-282

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A Polícia Civil, por meio da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Lages, após dois meses de investigações, apreendeu 31 quilos e 750 gramas de maconha.

A droga era transportada em um Fiat Uno com placas de Correia Pinto. O carro foi abordado na madrugada deste sábado (14) na-BR 282, próximo a São José do Cerrito. Segundo a DIC, a droga é oriunda da cidade de Mundo Novo (MS) e seria entregue em Lages.

Foram presos em flagrante, Prudêncio Benitez Tonanez, de 54 anos,  morador do Estado do Paraná e Gutierres Zacarias Luis Américo, de 34 anos, que mora no Paraguai. 

Eles foram levados ao Presídio Regional de Lages.

Ainda de acordo com a polícia, os dois homens, responderão pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. As investigações continuam a fim de identificar se há mais pessoas envolvidas no crime.

Segundo o delegado da DIC Sérgio Roberto de Sousa, nos últimos 30 dias a polícia de Lages, apreendeu aproximadamente 731 quilos de maconha, e as ações continuam para reprimir o tráfico de drogas na em Lages e região.

Participaram da ação, policiais da DIC e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). 

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Usuários deixam planos de saúde para utilizar SUS

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Foto: Camila Paes

O aumento dos preços dos planos de saúde afastou ainda mais usuários em 2018. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde (ANS), desde 2015, cerca de 2,9 milhões de pessoas saíram do sistema de saúde privado. Em Lages, esta mudança tem refletido no aumento dos atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como no Pronto Atendimento Tito Bianchini.

A secretária de Saúde, Odila Valdrich, explica que este aumento tem sido sentido desde 2017 e, há dois meses, o fluxo cresceu ainda mais. Uma pesquisa nacional revela que 30% dos pacientes que antes usavam planos de saúde migraram para o SUS. Ela ressalta que o impacto é violento, porque a estrutura permanece a mesma, mas o número de atendimento sobe.

“Nós temos a consciência que todos têm direito a ter o atendimento gratuito, mas é uma grande demanda e esgota a equipe.”

Em junho deste ano, a ANS publicou a autorização de reajuste máximo de 10% para planos de saúde médico-hospitalares individuais e familiares com ou sem cobertura odontológica. A medida é retroativa a 1º de maio deste ano e vale até 30 de abril de 2019.

O percentual é válido para planos de saúde contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/98 – atinge, portanto, 8,1 milhões de beneficiários, o que representa 17% do total de 47,3 milhões de consumidores de planos de assistência médica no Brasil, de acordo com dados referentes a abril de 2018.

Liminar concedida pela Justiça Federal de São Paulo, no último dia 12, chegou a limitar o reajuste a 5,72% a pedido do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). O Tribunal Regional Federal da 3ª Região, no entanto, suspendeu a liminar, abrindo caminho para o percentual máximo de 10% anunciado pela ANS.

Pronto Atendimento é para urgência

Odila também ressalta que as pessoas têm procurado o Pronto Atendimento por motivos de pouca urgência. Em média, entre 60% e 70% dos casos são de dor e cabeça, náuseas, falta de ar, tontura, tosse e dor de garganta, os quadros clínicos mais comuns que dão entrada no PA.

Muitos casos, considerados sem gravidade acabam competindo com os que realmente necessitam de atenção naquele momento e aumentam o tempo de espera para atendimento. Odila explica que isso também é um reflexo da saída dos usuários dos planos de saúde que, anteriormente, ao apresentar sintomas sem gravidade, agendavam consultas médicas pelos planos.

E esta demanda, segundo ela, não deve parar. Em casos não urgentes, a orientação é procurar as Unidades de Saúde para atendimento ou para agendar consultas com especialistas na Policlínica.

De acordo com dados da Prefeitura, entre os dias 1º e 7 de julho de 2018, foram realizados 1.870 atendimentos no Pronto Atendimento. Todos os pacientes que deram entrada, passaram pelo sistema de classificação que organiza o fluxo por cores, conforme a gravidade da ocorrência. O tempo de espera para o atendimento médico pode ser imediato, urgente, pouco urgente e não urgente. No período apurado de uma semana, verificou-se que do total dos pacientes atendidos, 189 foram classificados como pouco urgente. Outros 25 pacientes foram classificados como muito urgente.

Reflexo também nos leitos hospitalares

A utilização do Pronto Atendimento em substituição a um consultório médico pode, também, sobrecarregar o atendimento de demandas que comprometem o fluxo de atendimentos, como a falta de leitos hospitalares.

Desde o dia 1º de julho, todos os leitos da emergência e das salas de observação feminina e masculina estão lotados com pacientes aguardando internamento. A maioria idosos com problemas respiratórios ou cardíacos, que chegam a ficar até quatro dias no PA aguardando um leito hospitalar. Durante o período em que permanecem na unidade, recebem toda a atenção, com exames, medicamentos e o mesmo acompanhamento médico que deveriam receber no hospital.

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