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Moradores perdem importante acesso entre os municípios

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Embarcação está acorrentada na margem de Campo Belo - Foto: Adecir Morais

As populações de Campo Belo do Sul e São José do Cerrito perderam uma importante ferramenta de acesso entre os municípios. A Capitania dos Portos, órgão ligado à Marinha do Brasil, interditou a Balsa dos Machados, que faz a travessia entre os municípios sobre o Rio Caveiras. A embarcação é usada para o transporte de pedestres e veículos entre as localidades de Machados (Campo Belo) e São Miguel (Cerrito), o que prejudica os moradores que vivem nestas duas regiões. A interdição ocorreu por questões de segurança, após vistoria feita pela Marinha.

Entre os problemas encontrados estão a falta de itens de segurança, como coletes salva-vidas, extintores de incêndio, bote salva-vidas, abrigo para passageiros, suporte para prender veículos, dentre outros. Além disso, a embarcação não tem documentação para operar. Ela somente voltará a ativa depois de sanar as irregularidades. A prefeitura de Campo Belo do Sul, responsável pela balsa, afirma que está tomando as providências necessárias.

A interdição preocupa os moradores, principalmente quem mora na localidade de Machados, em Campo Belo do Sul e precisa se deslocar para a outra margem do rio, para ir ao comércio de São José do Cerrito, fazer serviços de bancos e comprar nas farmácias e supermercados. É que eles estão mais próximos do Cerrito, que do Centro de Campo Belo. A única travessia mais próxima é a ponte da Localidade de Travessão, que fica a cerca de 30 quilômetros de distância.

Vale ressaltar que essa ponte encontra-se em péssimas condições estruturais, ela é estreita, não tem proteção lateral e, por conta disso, oferece sérios riscos aos usuários. Foi lá que um caminhão caiu, na semana passada, causando a morte do motorista.

Mortes

A moradora Marilei Corrêa Machado, de 43 anos, acredita que, com a interdição, os problemas com a balsa serão sanados. Ela revela que sete pessoas já morreram no local. O filho dela, Breno Elias Machado, de 17 anos, foi uma das vítimas.  A fatalidade ocorreu em março do ano passado. Segundo Marilei, não havia balseiro próximo e o filho tentou atravessar o rio segurando no cabo-de-aço da balsa, que estava do outro lado. Na metade do caminho, o jovem cansou, caiu na água e morreu afogado. Outras duas mortes ocorreram dois meses depois, quando um carro com três ocupantes caiu no rio. O motorista, que conseguiu se salvar, teria confundido a balsa com uma ponte. Conforme Marilei, os problemas com essa balsa são antigos. A gente procura as autoridades mas elas só enrolam. Faz quase um ano que estamos pedindo ajuda. Tem um projeto de construção de uma ponte pênsil no local, mas até agora a obra não saiu do papel”.

 

O que já foi feito

O agricultor Antônio Carlos Guedes de Oliveira, o “Carlão”, de 49 anos, que reside na Localidade de São Miguel, reafirma que muitas pessoas necessitam diariamente da balsa. “Sem ela, a situação é difícil. Eu tenho parente que mora do outro lado do rio e agora não posso visitá-los”, declara. O prefeito de Campo Belo do Sul, José Tadeu Martins de Oliveira, informou que o município já está tomando as providências para a balsa voltar a operar. A questão da documentação já está bem encaminhada, faltando apenas providenciar os itens de segurança. Ele disse que a Marinha deu prazo de 90 dias para a prefeitura sanar as irregulares, após, a embarcação só voltará a operar depois de uma nova vistoria. O responsável pela Marinha não foi encontrado para comentar a interdição. Alternativa segura_ Para não usar a ponte ou a balsa, moradores de Campo Belo do Sul precisam seguir pela SC-390 até a BR-116, depois pela BR-116 até Lages e finalmente usar a BR-282 para acessar São José do Cerrito, trajeto inviável pela distância e tempo.

 

 

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