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Moradores fazem protesto e pedem solução para interdição de balsa

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Manifestantes se reúnem para cobrar das autoridades uma solução para falta de acesso - Fotos: Adecir Morais

Nem mesmo a chuva impediu que cerca de 30 moradores se reunissem para uma manifestação contra a interdição da Balsa dos Machados, que faz a travessia sobre o Rio Caveiras, na divisa entre Campo Belo do Sul e São José do Cerrito, na Serra Catarinense. Os moradores, que pedem uma solução para o problema, também querem a construção de uma ponte pênsil no local.

A embarcação, que é de responsabilidade da prefeitura de Campo Belo, foi interditada pela Capitania dos Portos (órgão ligado à Marinha do Brasil) no dia 22 de janeiro deste ano, por causa de suas péssimas condições. O órgão deu prazo de 90 dias para o município sanar as irregulares. Desde a interdição, entretanto, nenhuma obra de melhoria foi realizada.

A interdição deixou os moradores, sobretudo quem mora nas comunidades vizinhas e precisa se deslocar para outro lado do rio, para ir a São José do Cerrito e a Lages, praticamente sem acesso.

A única travessia mais próxima é a ponte da localidade de Travessão, que fica a cerca de 15 quilômetros de distância. Para quem sai da comunidade de Machados até Lages, indo por Campo Belo do Sul, por exemplo, a viagem aumenta cerca de 50 quilômetros.

Com vários documentos em mãos e usando um guarda-chuva preto para se proteger do mau tempo, a moradora Marilei Correia Machado, de 43 anos, contou que o pedido de melhoria da balsa é uma luta antiga dos moradores. “Estamos buscando uma solução há cerca de um ano, mas até agora nada foi resolvido”, desabafou.

Ela lembrou que sete pessoas já morreram no local. Uma das vítimas foi o filho dela. Breno Elias Machado, de 17 anos, que morreu afogado em março do ano passado.

Neste dia, não havia balseiro próximo e o jovem tentou atravessar o rio segurando no cabo-de-aço da balsa, que estava do outro lado do rio. No meio do caminho, o rapaz cansou, caiu na água e morreu afogado.

Outras duas mortes ocorreram dois meses depois, quando um carro com três pessoas caiu no rio. O motorista, que conseguiu se salvar, teria confundido a balsa com uma ponte.

Os moradores também pedem a construção de uma ponte pênsil no local. Durante o protesto, os manifestantes apresentaram o projeto da obra, que também tem por objetivo resolver o problema de mobilidade dos moradores das comunidades próximas. Eles acreditam que os recursos destinados à obra já estão nos cofres do município. Pelo projeto, a ponte terá 129 metros de extensão.

Moradores mostram o projeto de uma ponte que ainda não saiu do papel

Prefeitura promete providências

Falando em nome da prefeitura de Campo Belo do Sul, a controladora interna do município, Wanderléia Sales Silva declarou que o município já está tomando as providências necessárias para a balsa voltar a operar. Segundo ela, a parte da documentação está resolvida, restando apenas providenciar os itens de segurança exigidos pela Marinha.

“Se o tempo ajudar, na próxima sexta-feira ou mais tardar na segunda, vamos instalar os itens de segurança, como portões [onde a balsa atraca], abrigo para passageiros, coletes salva-vidas, extintores de incêndio, entre outros. Depois, vamos pedir à Marinha a liberação”, comentou.

Quanto à ponte, ela informou que a prefeitura não recebeu nenhum centavo para a obra, mas salientou que o município está em busca recursos para viabilizar a construção.

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Bandidos clonam celulares de prefeitos da Serra Catarinense

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Foto: Pixabay/ Divulgação

Aparelhos celulares de ao menos três prefeitos da região foram clonados. Os crimes foram praticados contra os gestores de Abdon Batista, Bom Retiro e Anita Garibaldi. Mas o número de vítimas pode ser ainda maior, tanto que, nesta quinta-feira (21), a secretária executiva da Amures, Iraci de Souza, emitiu um alerta aos prefeitos da Serra Catarinense sobre o golpe do celular clonado.

Em Anita Garibaldi, os bandidos conseguiram fazer com que a prefeitura efetuasse um depósito de R$ 245 mil. Nas demais não há registro de prejuízos. É que com a clonagem, os criminosos tiveram acesso a todas as comunicações feitas por ligações ou mensagens de texto. Acredita-se que, desta forma, souberam dos recursos e solicitaram, em nome do prefeito, o repasse, que provavelmente era destinado a alguma empresa executora de obras.

Nem a Amures e nem as prefeituras explicaram como a clonagem foi descoberta. O delegado da Polícia Civil em Anita Garibaldi, Rafael Chiara, está à frente das investigações no município e também em Abdon Batista.

Na tarde desta quinta, ele trabalhava com duas linhas de atuação, uma para identificar os bandidos e outra para tentar reaver o dinheiro. Contato nesse sentido foi realizado com o banco para onde o recurso foi destinado.

Confirmando o alerta da Amures, o delegado suspeita que outros aparelhos também podem estar clonados. Assim, todos os prefeitos da região devem agir com muita cautela na hora de repassar informações.

Modo de operação

Pelo que apurou a secretária executiva da Amures, Iraci de Souza, após clonar o número do prefeito, o golpista envia mensagens aos contatos dele, solicita depósitos em uma conta bancária e senhas, como se fosse o prefeito interagindo com os servidores municipais.

A clonagem dos celulares de prefeitos aconteceu na terça-feira (19), e os prefeitos perderam completamente o sinal da operadora naquele momento. Em Anita Garibaldi e em Bom Retiro, o golpe aconteceu com aparelhos da operadora Tim. A cada golpe, os bandidos usam um diálogo diferente, conforme o perfil da vítima.

No caso de Anita Garibaldi, o golpista enviou o número de uma conta bancária em nome de uma pessoa fictícia. Além de prefeitos, os golpistas miram secretários municipais tentando consolidar o golpe.

Os prefeitos também estão emitindo nota à imprensa e à sociedade de que o telefone foi clonado, na tentativa de se evitar outros problemas. Em todos os casos, a polícia foi avisada, e a operadora responsável pelo celular informada para desabilitar o chip.

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Lages celebra os oito anos de implantação do Instituto Federal de Santa Catarina

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Foto: Divulgação

Lages é considerada um polo de educação em nível superior e está cada vez mais se consolidando como referência em nível técnico. São milhares de alunos matriculados que se deslocam de outras cidades ou até mesmo de municípios do estado vizinho, Rio Grande do Sul, para frequentar os diversos cursos oferecidos e se qualificarem para o mundo do trabalho.

Esta semana Lages celebra uma grande conquista. Os oito anos de implantação do Instituto Federal de Santa Catarina (Ifsc). Com o objetivo de desenvolver e difundir conhecimento científico e tecnológico, formando indivíduos capacitados para o exercício da cidadania e da profissão, o Ifsc, Campus Lages, busca consolidar-se como centro de excelência na educação profissional e tecnológica no Estado.

O Campus de Lages oferece as seguintes modalidades de cursos: de qualificação, técnicos de educação de jovens e adultos, técnicos simultâneos ao ensino médio e pós ensino médio.

Na última quarta-feira (20 de junho) a Câmara de Vereadores de Lages realizou sessão que concedeu diploma e placa comemorativa pelos 10 anos de constituição no âmbito do sistema federal de ensino dos Institutos e dos oito anos de implantação em Lages.

“Neste momento de festa refletimos sobre os avanços e planejamos os trabalhos para os próximos, sempre na busca de um centro de excelência em educação”, comenta a reitora do Ifsc, Maria Clara Kaschny Schneider.

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Começam as inscrições para o XIII Congresso da Educação

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Centro Serra é o local que acontece o evento - Foto: Vinicius Prado/ Arquivo CL

Inicia-se nesta quinta-feira (21) e segue até o dia 22 de julho o prazo para as inscrições para o XIII Congresso da Educação, que ocorrerá nos dias 26 e 27 de julho, no Centro Serra Convention Center. Os interessados podem se inscrever pelo site da Prefeitura de Lages, www.educacaolages.sc.gov.br. Para professores da rede municipal, o valor é R$ 30 e para outros interessados, o custo é R$ 40.

Com o tema “Formação Humana Integral: perspectivas e complexidade de um cenário em transição”, espera-se um grande número de inscritos, por acontecer em datas de recesso escolar. Palestrantes de renome também devem atrair interessados.

Este ano os principais são a atual presidente do Instituto Inspirare, Anna Penedo; a autora de livros e conferencista em eventos nacionais e internacionais, Emília Cipriano; Márcia Hobold Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e o professor Pachecão, conhecido no país por suas palestras motivacionais.

O diretor de ensino da Secretaria da Educação de Lages, Carlos Eduardo Canani, explica que o congresso auxilia na formação continuada dos professores. “Já vimos professores aplicando práticas aprendidas no congresso na sala de aula”.

Durante o congresso, acontecerão oficinas que irão debater vários assuntos dentro da temática. Ao todo, são 95 grupos de trabalho que serão divididos em oito espaços. “Apesar da secretaria promover o evento, vimos que ele pertence à várias entidades, já que possuímos vários parceiros”. Ao todo serão mais de 170 profissionais envolvidos no congresso, desde os organizadores até professores que se disponibilizam a ministrar as oficinas voluntariamente.

Seminários paralelos

Uma novidade nesta edição é a realização do II Seminário da Educação Infantil, o I Seminário da Educação Especial e o I Seminário da Educação no Campo, que são eventos paralelos, incorporados dentro do congresso, atendendo a todos os níveis educacionais, com programações específicas para esses públicos.

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