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Moradores esperam três horas pela polícia

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Lages, 29/06/2010, Correio Lageano

 


Entre a noite de sábado e a madrugada de domingo, integrantes de duas gangues dos bairros Guarujá e Tributo, em Lages, passaram a se confrontar após uma discussão. Na briga eles usaram barras de ferro, pedaços de madeira, machado, facão e até invadiram terrenos para pegar tijolos e pedras e apedrejar as casas.Com medo, os moradores chamaram a polícia por várias vezes, porém, uma única viatura da Polícia Militar chegou ao local, três horas depois do primeiro chamado.

 


Na briga, de acordo com depoimentos dos moradores, uma mulher grávida foi atingida por uma garrafa de vidro. “Foram três horas de muito medo”, comentam os moradores que assistiram tudo de suas janelas.

 

Indignada, a população revela que esta não é a primeira vez que esse tipo de confronto ocorre e que a rivalidade entre as gangues é comum nos bairros Guarujá e Tributo, colocando os moradores em perigo.

 

“Moro neste bairro há muitos anos. Desta vez fiquei chocado com o comportamento dessas pessoas que não têm amor pela vida e acham que têm direito de entrar no bairro e apedrejar o que virem pela frente. Nós pagamos nossos impostos de forma igualitária, não podemos deixar que menores delinquentes façam o que bem entenderem”, relata com indignação um dos moradores.

 


As ruas percorridas durante a briga foram a Horacides Pereira Machado, Jonas Ramos Martins e Irmão Joaquim. As pessoas que moram nesses endereços sentiram-se ameaçadas e chamaram a polícia. No entanto, de acordo com depoimentos, a ajuda chegou tarde demais e ao perceberem a presença de uma viatura da Polícia Militar, os envolvidos se dispersaram e ninguém foi detido. “As pessoas que brigaram têm em média entre 12 e 15 anos. São moças e rapazes que não estudam e nem trabalham. Se reúnem toda noite no ponto de ônibus para fazer uso de álcool e drogas e assustar quem passa na rua”, relata outro morador.

 


O major Fernando dos Anjos, da Polícia Militar, explica que na ação ninguém foi detido porque quando os policiais chegaram ao local os envolvidos fugiram. “Para deixar os moradores mais tranquilos, durante toda a semana terá concentração de policiamento nos principais bairros com viaturas da Polícia Militar, Cavalaria e Pelotão de Policiamento Tático (PPT)”, prometeu o policial.

 


Outra situação é o relato dos moradores que tentaram ligar diversas vezes para o Centro de Operações Militares (Copom), no número 190 e não foram atendidos. Uma moradora conta que ligou 15 vezes do seu celular e na única vez que foi atendida recebeu a resposta que era para ela parar de ligar, que uma viatura iria até o local. Ela esperou três horas e retornou a ligação ao 190. Novamente não foi atendida.

 


Com relação ao não atendimento das ligações pelo 190 e também sobre a demora para os policiais agirem, a Polícia Militar não soube explicar o porquê.

 


Pelo fato de os envolvidos serem menores, a conselheira tutelar, Paula Cristina Granzotto, alerta que crianças infratoras de até 11 anos devem ser encaminhadas ao Conselho Tutelar, onde pais ou responsáveis são chamados.

 

A partir de 12 anos, a polícia deve encaminhá-las à delegacia e os pais ou responsáveis são convocados a comparecer para tomar conhecimento da situação. Após depoimento a criança ou adolescente é liberado e espera julgamento.

 

Foto: Daniele Melo

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