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Moradores do condomínio Ponte Grande apresentam reclamações

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Foto: Andressa Ramos

Um condomínio, 200 famílias, muitas pessoas e as reclamações de diversos problemas. Lixo que não é descartado de forma correta, falta de limpeza em frente às residências, falta de iluminação e a infraestrutura das residências e ruas.

Em agosto do ano passado, as famílias foram, aos poucos, ocupando o endereço do Condomínio Ponte Grande, no Bairro Várzea, em Lages. As pessoas foram retiradas do trecho por onde passará o Complexo Ponte Grande, além de áreas de risco da cidade.

De agosto para cá, os moradores convivem com vários sentimentos. A saudade da casa antiga, aprender a conviver com pessoas em casas geminadas e, também, em um mesmo ambiente. Se para alguns há um certo receio, para outros o condomínio é esperança de um lugar bom para viver, uma casa em lugar legalizado e sem o risco de alagamento, afinal, muitas vieram de lugares perigosos. Cada família vive de um jeito singular, mas quando são colocadas para morar em comunidade, muitas pela primeira vez, num condomínio, há novos hábitos que precisam ser adotados.

Para o síndico do Ponte Grande, José Aristorides Cavalheiro de Melo, muitos dos problemas são causados pelos próprios moradores, pessoas que também podem ajudar a resolver os transtornos. Um dos exemplos é com relação ao lixo.

Há uma divisão de opiniões: moradores que desejam que o caminhão do lixo passe em frente de casa e quem concorde que o lixo deve permanecer onde está, dentro de uma espécie de sala, com duas portas e duas janelas. O lixo precisa ser depositado de forma correta. As separações são feitas com as portas: uma para o lixo comum e uma para o lixo reciclável.

Para a moradora Geni Gonçalves, de 35 anos, o caminhão do lixo deveria passar em frente às casas, pois, assim, cada morador poderia cuidar do seu lixo, e não passariam arrastando as sobras de comidas e resíduos pelo chão. Mas para o síndico, cada morador precisa se organizar e saber que o lixo tem de ser depositado no local destinado a isso.

Sobre a iluminação, os moradores só precisam cuidar para que as lâmpadas permaneçam sem quebrar. Aumentar a quantidade de lâmpadas no local depende da Secretaria de Meio Ambiente. A convite do Correio Lageano, o secretário Euclides Mecabô esteve no condomínio na manhã de segunda-feira (7) e aproveitou para alinhar alguns pontos com o síndico

. Mecabô explica que para deixar o condomínio mais iluminado durante a noite, pediu à empresa Serrana para que faça um projeto de ampliação de postes. Assim, depois de finalizado, será encaminhado à Celesc, que é quem precisa aprovar a implementação. O secretário acredita que ainda no mês de janeiro as novas lâmpadas estejam instaladas.

Com a reclamação do lixo, em que as pessoas não sabem descartar de forma correta, Mecabô e José encontraram uma solução, sugerida pelo próprio síndico: fechar as portas, entregar a chave para a empresa Serrana e, a partir daí, os moradores passam a colocar o lixo pelas janelas. O lixo reciclado será recolhido pela Cooperlages que é quem faz a coleta seletiva na cidade.

No caso do lixo orgânico, a Secretaria de Meio Ambiente implementará um sistema de micro compostagem com a participação de todos os moradores, planejamento que faz parte do programa Lixo Orgânico Zero. Essa será uma forma de incentivar o descarte correto, além da possibilidade de pequenas hortas nas casas.

Problemas na estrutura das casas

Alguns moradores relataram problemas de rachaduras nas casas. A construtora Melchioretto Sandri (empresa responsável pela construção do empreendimento) explica que fissuras superficiais são normais devido à temperatura. Desde a entrega da obra até agora, a construtora recebeu entre 10 e 15 pedidos de reparos que, segundo a empresa, já foram solucionados.

Até o dia 16 de outubro do ano passado, profissionais da construtora Melchioretto Sandri Engenharia ficaram no condomínio para prestar pequenos reparos. A partir desta data, as solicitações de reparos ou reclamações devem ser feitas pelo telefone 0800 721 6268, da Caixa Econômica Federal. Registrada a reclamação, a própria Caixa repassa à construtora, que é acionada para atender à demanda.

Ações dentro do Condomínio

  • Orientações às famílias do convívio comunitário  na modalidade de conjunto habitacional, questões ambientais do local, cuidado com os animais, lixo,
  • Encaminhamentos à rede socioassistencial para acompanhamento das famílias em suas demandas específicas
  • Orientações quanto às necessidades de infraestrutura que são de responsabilidade da Caixa Econômica Federal e empresa responsável pela obra
  • Orientações sobre a gestão condominial
  • Dentre outras demandas que são de responsabilidade do técnico social
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