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Mesmo com prisão, rondas serão intensificadas no Bairro Conta Dinheiro

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Foto: Catarinas Comunicação/ Divulgação

Mesmo com a prisão preventiva de um homem, suspeito de abusar de mulheres nos arredores do Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV), a Polícia Militar continuará fazendo rondas no entorno da universidade para reforçar a segurança das jovens e coibir que mais casos de assédio voltem a acontecer.

O comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar de Lages, Alfredo Nogueira dos Santos, explica que o cumprimento do mandado de prisão do primeiro suspeito, não significa que todos os casos foram resolvidos, mas que dá um retorno para a população e passa um sentimento de segurança. “Também esperamos que esta seja uma forma de incentivar, que sejam realizados registros de boletins de ocorrência, que auxilia no encontro dos agressores”, ressalta.

Na prisão de terça-feira, Altair de Souza Alves, foi abordado pela Polícia Militar após expedição de mandado de prisão pelo crime de roubo. Na tarde de quarta-feira (14), uma das vítimas de Altair, que não terá seu nome divulgado por medidas de segurança, prestou depoimento confirmando que o homem a assediou no último dia 6, em frente a uma concessionária de veículos, na Rui Barbosa, no Centro de Lages.

De acordo com o relato, o homem estava segurando uma pasta preta e quando a viu, abaixou a pasta e mostrou seus órgãos genitais. Ele então começou a se masturbar em frente a jovem, que gritou por socorro e o homem fugiu.

O comandante Alfredo explica que a PM já estava monitorando Altair, mas não o haviam detido, pois aguardavam a expedição do mandado de prisão. Ele só poderia ter sido preso, se a PM o tivesse pego em flagrante. Ele acrescenta que a movimentação iniciou devido a mobilização das estudantes da universidade, e que reforçará o trabalho do órgão na região.

O Coletivo Feminino do CAV, grupo que foi criado pelas estudantes após as denúncias, explicou que não há apenas um responsável pelos assédios e esperam que outros agressores sejam identificados, da mesma forma em que o primeiro suspeito.

O grupo ainda revela que, na terça-feira, após a festa da Nona, houveram relatos de meninas que foram atacadas por spray de pimenta por policiais.

Nos relatos, elas afirmam que estavam esperando pelo transporte da festa, quando um veículo da PM passou e jogou o spray nas pessoas que estavam paradas na calçada. Muitos sofreram com ardência e coceira nos olhos e também, dificuldades respiratórias.

O comandante explica que não há conhecimento do caso e que as jovens devem denunciar via internet e até mesmo pessoalmente, no Batalhão da Polícia Militar. Ele ressalta que as denúncias online podem ser feitas anonimamente.

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