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‘Me chame Pelo Seu Nome’ renova as histórias de amor

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Foto: Reprodução/ Divulgação

A relação homoafetiva sem tabus é trazida à tona pelo olhar do diretor Luca Guadagnino, em Me Chame Pelo Seu Nome. Longa-metragem indicado a quatro estatuetas do Oscar 2018, o romance entre Elio (Timothée Chalamet) e Olivier (Armie Hammer) é um desabrochar da sexualidade, principalmente para o mais novo, Elio, nas mais de duas horas de filme.

A história é contada da perspectiva dele, desde o instante em que Olivier vai passar algumas semanas na casa de sua família, na Itália, sendo assistente do seu pai. A narrativa encanta pela simplicidade nos detalhes. Os diálogos carregados de informações históricas, literárias e poéticas, dão o tom desse romance.

Ao mesmo tempo, vemos a vida de Elio de perto. É nessa paixão que desperta sua sexualidade e todas aquelas borboletas do primeiro amor, da primeira relação sexual e as dúvidas que cercam um jovem em sua puberdade. Ainda que tenha 17 anos, sua inteligência se equipara a um adulto, já que fora criado num lar estudioso e de bastante leitura.

Por isso, é comum que haja tantos idiomas num filme somente, que vão desde o inglês até o francês. As metáforas paras ilustrar esse amor, que por vezes é platônico – antes de ser consumado -, também leva o espectador a repensar o que é amor e o que é paixão.

O charmoso e bonito Olivier também tem seus momentos. Ele dá a contrapartida do romance, trazendo a dúvida nesse relacionamento amoroso. Misterioso, não se incomoda com nada, sendo algumas vezes inalcançável para Elio.

A trilha sonora consegue levar o frescor – e calor – do verão italiano. Como se passa em 1983, as músicas fazem o enredo soar mais leve e despertar a paixão até mesmo naqueles que assistem despretensiosamente.

Adaptação e crítica

Adaptado do livro homônimo, do escritor André Aciman, a adaptação é mais objetiva, com uma proposta mais linear do que a escrita, na qual Elio relembra seu caso de amor com Olivier, a partir do instante em que ele vai embora.

O filme foi bastante aclamado em festivais de cinema, no ano passado. Quando questionado sobre a “leviandade” do assunto, Aciman reforçou que sempre procurou dirigir uma história de amor sem os tabus da homossexualidade, como violência, AIDS e a rejeição.

Temas subjacentes que muitas vezes fazem parte de uma vida homoafetiva, mas que não significa que toda relação entre dois homens ou duas mulheres seja feita de problemas.

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