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Eleições

Marcius Machado (PR), candidato a deputado estadual

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Correio Lagreano: O senhor sempre se orgulhou de fazer campanha para vereador com poucos recursos. Isso mudou na sua campanha para prefeito, em 2016, e agora como candidato a deputado estadual, tem R$ 100 mil do Fundo Partidário, e já gastou mais de R$ 50 mil. O senhor mudou seu discurso em relação ao uso de dinheiro em campanha?

Marcius Machado: Hoje, o que se prega nas campanhas para deputado estadual é R$ 1 milhão a R$ 2 milhões, estou usando 10% desse valor, além dos estimáveis, que é quando coloco o carro e celular para trabalhar na campanha. Esses R$ 100 mil que recebi do Fundo Partidário, e a gente tem uma despesa muito alta, é apenas 10%. Como sempre, faço uma campanha  franciscana, de rua e com família e amigos solicitando voto. Uma campanha é muito cara, o material de divulgação custou mais de R$ 30 mil. Por que custou isso? Porque tem as cartas e 200 mil ‘santinhos’. Como é uma campanha estadualizada, temos de ter material para que no final não falte. Qual é a nossa arma? No sentido de apresentar propostas, é o ‘santinho’ que é o material de campanha. É importante que a gente tenha essa estrutura. Infelizmente, a campanha está alterada, no sentido de impulsionamento nas redes sociais. É aplicado um recurso nas redes sociais, que acredito que não deveria ser feito. Vou lutar muitos para que tenhamos, quem sabe, uma iniciativa popular de projeto de Lei, que rompa com isso. Minha campanha é franciscana e diferenciada e continuamos nessa mesma linha.  

O senhor, se eleito ou não, pretende se candidatar nas próximas eleições municipais?

Quero assumir um compromisso. Sendo eleito, vou cumprir os quatro anos de mandato. Nesse momento, estou solicitando voto para deputado estadual, quando a pessoa se elege por um cargo acredito que deva concluir, pelo menos o primeiro mandato. O que defendo em relação a isso, é que tenhamos eleições unificadas. Em 2016, foram gastos R$ 650 milhões só com a estrutura burocrática. O Fundo Partidário é de R$ 1,7 bilhão, se tivermos eleições de quatro em quatro anos ou a cada cinco anos, teremos uma economia de R$ 2 bilhões nos cofres públicos. Mas como fazer isso como deputado estadual? Na Constituição Federal, no artigo 60, garante que Assembleias Legislativas podem apresentar, com 50% mais um das Assembleias, uma proposta de emenda à Constituição Federal. Vou fazer audiências pública e movimentar a sociedade para essa alteração na Constituição, unificando as eleições. Por que tem eleições a cada dois anos? O deputado que quer ser prefeito, concorre e, se não ganha, volta para o mandato. Nestas eleições temos candidatos a deputado estadual, federal, dois senadores, governador e presidente. Unificando, teremos apenas dois candidatos a mais, prefeito e vereador. Se perder as eleições, que acredito que aconteça pelo histórico e pelo compromisso que tenho com a sociedade lageana e serrana, não sei o que vai acontecer. Estudei para isso e a minha vida é dedicada a esse setor. Sou advogado de profissão, por exemplo, peguei processos de mais de mil páginas, fico 15 dias estudando, gosto muito, mas me sinto melhor representado a sociedade e lutando pelos seus direitos.

O senhor fala em renovação, entretanto, está há bastante tempo na política, teve mandatos de vereador, concorreu aos cargos de deputado e de prefeito. Esse discurso de renovação não é contraditório?

O discurso de renovação é constante e permanente. Por que que sou o novo? Porque antes de buscar voto fui estudar e entender como funciona a política. Fiz quatro anos de ciências políticas, dois anos de especialização indo todo fim de semana para o Rio Grande do Sul, e cinco anos no curso de Direito. Se eu fosse igual aos outros, seria vice-prefeito de Lages, pois ofereceram de tudo para o candidato ao Senado Jorginho Mello (PR). Se ele quisesse vender meu passe, teria vendido a peso de ouro. Se eu fosse velho, estaria com eles. Não faço parte desse sistema e não bebo da mesma água que eles.

Por que o senhor acha que merece o voto dos eleitores?

Porque estou qualificado. Tenho um sonho que é maior do que eu; o da transformação da política, que é maior que todos nós. Primeiro, como diz Mahatma Gandhi, “mude você”, e mudei há muito tempo e nunca abandonei vocês. Agradeci os votos depois das eleições para Prefeito em 2016, porque gosto de estar com o povo. Sou um cidadão idealista e acredito na mudança. Estou fazendo a minha parte.

O Correio Lageano publica uma série de entrevistas com os candidatos a deputado estadual e federal dos municípios da Serra Catarinense. Essas entrevistas acontecem sempre às terças e quintas-feiras às 10h30 e às 14h30, ao vivo, pelo Facebook, no CL Entrevista nas Eleições 2018.

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