Lei dos fogos de artifício fica parada porque não há quem fiscalize. Pessoas e animas sofrem, enquanto isso – CL+
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Lei dos fogos de artifício fica parada porque não há quem fiscalize. Pessoas e animas sofrem, enquanto isso

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A pastora alemã de um morador machucou as patas e ficou bastante agitada - Foto: Arquivo Pessoal/ Reprodução

Na quarta-feira (29), mais uma comemoração em função de uma partida de futebol. Dessa vez, a vitória do Grêmio na Libertadores. Tudo seria festa, não fosse pelas pessoas e os animais que sofreram a noite toda com o foguetório pela cidade. Uma lei existe, em Lages, para evitar os fogos, mas não há quem fiscalize.

O resultado disso são animais se machucando, tentando fugir, inclusive outros acabam tendo convulsões e até morrendo. Diversas pessoas utilizaram suas redes sociais para reclamar dos fogos e, consequentemente, do alvoroço entre os bichos. Há relatos de animais que se auto mutilaram, por causa do medo; outros, na tentativa de fuga e desorientação em função dos barulhos, acabaram se enforcando com a coleira.

A final da Libertadores foi um dos casos que repercutiu. O dono de uma pastora alemã, conta que a cadela fica extremamente assustada quando tem foguetórios e também com trovões. “Mas os trovões não podemos evitar”, ressalta. Segundo ele, a cadela tenta fugir e se machuca. Na quarta, por exemplo, ao chegar em casa, o dono se deparou com a pastora alemã já sem unhas, com a pata cortada e em estado de choque. “Tive de ‘dopar’ ela, porque não se acalmava”.

Ele postou o estado do animal em seu perfil do Facebook e pediu para não soltarem mais fogos. Não somente por causa da situação dele, mas por todos os outros animais que sofreram com isso.

 

Para remediar a situação, tanto o dono da pastora alemã, quanto outras pessoas, buscam soluções para acalmar seus bichos. Alguns colocam algodões no ouvido, outros acolhem dentro de casa e procuram fechar a residência para suprimir o barulho. Em casos mais extremos, alguns donos precisam medicar seus animais.

Lei existe, mas não tem quem fiscalize

Desde maio deste ano, uma lei municipal foi promulgada, proibindo a população de soltar fogos de artifício e estabelecendo sanções a quem faz isso. Amplamente discutida e aprovada por unanimidade na Câmara de Vereadores, a lei 4.195/2017, estabelece logo no primeiro artigo:

  • Fica proibida no Município de Lages a utilização, queima e soltura de fogos de artifícios, rojões, artefatos pirotécnicos e explosivos de qualquer natureza que contenham estampido nas áreas públicas, bem como em portas, janelas, terraços, terrenos, veículos ou qualquer local direcionados as vias públicas.
  • Parágrafo único. A proibição se estende a eventos realizados com a participação de animais, onde se abrigam animais de quaisquer espécies, em parques públicos, matas ou áreas de preservação permanente.

E mais ao fim da matéria, coloca que “a fiscalização e autuação ficarão a cargo do serviço de Fiscalização da Secretaria Municipal competente”. Contudo, isso não acontece.

Isso porque, ao ser enviada ao Executivo, a lei foi silenciada pelo prefeito Antonio Ceron. Ou seja, a matéria foi apreciada na prefeitura, mas voltou à Câmara, que acabou promulgando o texto. Questionada, a procuradoria do município não soube responder o por que de o prefeito silenciar ao invés de vetar, sabendo que não seria possível fiscalizar.

Procurada, a presidente da Câmara, Aidamar Hoffer (PSD), por meio da assessoria, ficou de entrar em contato com o Correio Lageano para explicar o motivo da aprovação desta lei. Até o fechamento da matéria, o CL ainda não havia recebido a resposta.

A assessoria do vereador Bruno Hartmann, legislador responsável pela lei que proíbe os fogos, comentou que, enquanto Poder Legislativo, o vereador não pode determinar na matéria qual o órgão do Executivo será responsável pela fiscalização, pois não pode interferir no trabalho administrativo. Quem deve decidir qual a pasta responsável por fiscalizar, ainda é a Prefeitura de Lages.

Essa lei, por fim, fica parada, porque nem a Câmara pode decidir quem irá fiscalizar e a prefeitura alega que não tem como, também, pois não há trabalhadores disponíveis e suficientes para autuar cada residência ou evento que utiliza os fogos de artifício.

Por que animais sentem medo

O medo do estampido dos fogos ocorre porque a audição dos cães é mais sensível que a dos humanos. Diz-se que um cachorro pode ouvir um som há quase 10 metros de distância, enquanto uma pessoa ouve a 2 metros.

A frequência também é um fator relevante. Enquanto humanos escutam numa frequência de 16 mil a 20 mil hertz, esses animais escutam em torno de 10 mil a 40 mil hertz.

Os perigos e principais consequências dos fogos são:

  • Fugas, perdidos eles podem ser atropelados ou mesmo provocar acidentes;
  • Mortes, enforcando-se na própria coleira quando não conseguem rompê-la para fugir, ou mesmo ao tentarem passar por vãos pequenos. atirando-se de janelas, atravessando portas de vidro, batendo a cabeça contra paredes ou grades;
  • Ferimentos, quando atingido ou quando abocanham rojão achando que é algum objeto para brincar;
  • Traumas Emocionais, resultando na mudanças de temperamento para agressividade;
  • Ataques contra os próprios donos e outras pessoas;
  • Brigas com outros animais com os quais convivem, inclusive;
  • Mutilações, no desespero de fugir atravessando grades e portões;
  • Convulsões (ataques epileptiformes);
  • Morte e alteração do ciclo reprodutor dos animais da fauna silvestre;
  • Afogamento em piscinas;
  • Quedas de andares e alturas superiores;
  • Aprisionamento indesejado em lugares de difícil acesso, na tentativa de se protegerem;
  • Paradas cardiorrespiratórias etc.

O Projeto Esperança Animal elencou algumas recomendações para os donos de cães, e também de gatos, a serem executadas em casos de foguetórios.

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Reunião definirá os rumos da paralisação dos médicos

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Foto: Andressa Ramos/Arquivo/CL

Está agendada para esta terça-feira (20), uma reunião, em Florianópolis, que pretende resolver a paralisação dos mais de 100 médicos que atendem na emergência e na urgência do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, em Lages. Desde ontem, eles suspenderam os atendimentos não emergenciais e as cirurgias eletivas.

Apesar da paralisação, os atendimentos de urgência e emergência permanecem. O motivo, segundo o corpo clínico, é a falta de pagamento aos médicos, que afirmam estar há quase sete meses sem receber seus salários.

O diretor do corpo clínico explica que espera resolver a situação o mais breve possível. Para tratar do assunto, se reunirão nesta terça, com o secretário da Saúde de Santa Catarina, Acélio Casagrande, e a secretária de Saúde de Lages, Odila Maria Waldrich, acompanhada da direção do Nossa Senhora dos Prazeres. O encontro está agendado para às 15 horas, em na capital do estado. O corpo clínico enfatiza, que as cirurgias e os atendimentos pelo Sistema Único de Saúde, convênios ou particulares não estão acontecendo. Porém, nos casos de risco de morte os pacientes serão atendidos normalmente.

Hospital atende a macrorregião

Instalado em Lages, o Hospital Nossa Senhora dos Prazeres é especializado em traumatologia e atende uma grande região, que compreende todos os municípios da Serra Catarinense, Meio Oeste, Planalto Central e parte do Vale do Itajaí.  Ao todo são mais de 200 médicos e 500 funcionários. Em média, a cada mês, são internadas mais de 700 pessoas e são realizadas 500 cirurgias.

É justamente uma parcela deste atendimento que está sendo prejudicado pela suspensão dos serviços por parte dos médicos. A situação exige a remarcação de várias cirurgias.  Além da procura espontânea, o hospital funciona como uma extensão do Pronto Atendimento, de onde os pacientes mais graves são encaminhados para exames.

Essa não é a primeira vez que a categoria reivindica salários. Reclamações anteriores resultaram no aporte de recursos estaduais, que atualmente estão em atraso.

 

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Atropelamento no Pró-Morar deixa duas pessoas feridas e uma vítima fatal

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Um atropelamento na Rua Edmundo da Costa Arruda, Bairro Pró-Morar, na noite de domingo (18), por volta das 21 horas, deixou duas pessoas feridas e uma vítima fatal.

Michele Lopes de Liz, de 24 anos, e mais um senhor e uma senhora de 43 e 41 anos, respectivamente, caminhavam pela rua, quando um Corsa, placas de Lages, os atingiu. O veículo era conduzido pelo motorista de iniciais J.M.L, 21, que segundo a Polícia Militar, era primo de Michele. Ele fugiu do local do acidente a pé.

A jovem chegou a ser socorrida pelo Samu, mas não resistiu aos ferimentos e teria morrido no local. O senhor teve o pé esquerdo lesionado e a senhora sofreu escoriações no pé esquerdo e fortes dores na panturrilha direita. A identidade dos dois não foi divulgada.

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Fechamento de área no Salto gera polêmica

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Cerca fechou acesso dos veículos ao entorno da praça e Academia da Terceira Idade - Foto: Susana Küster

Segundo comerciantes, o Salto Caveiras, em Lages, não é um local que possui muitos atrativos turísticos e a restrição de acesso a um local usado como estacionamento, diminuiu mais ainda o movimento de visitantes. Edson Küster é um dos que reclamam do fechamento da área do parque e da Academia da Terceira Idade do Salto.

Ele mostra um abaixo assinado com 500 adesões de pessoas, que frequentam e moram no local. A área cercada era também utilizada como estacionamento, principalmente nos fins de semana.

E, isso segundo Küster, e, outro comerciante, chamado César Bastos, foi péssimo para as vendas. De acordo com relato dos dois, a cerca não só tirou vagas de estacionamento perto de seus estabelecimentos, mas reduziu a clientela.

Eles são os únicos que ficam próximo da academia e do parque. “O secretário Osvaldo Uncini me pediu para fazer esse abaixo assinado para reverter a situação”, diz Küster.

A informação de que o secretário de Agricultura e Pesca, Osvaldo Uncini pediu para ser feito um abaixo assinado não foi confirmada, porque ele estava afastado da pasta até o fim do feriadão de Carnaval e não atendeu o telefone celular para esclarecer o assunto.

O presidente da Associação de Moradores do Salto Caveiras, Sauro Tadeu dos Reis, afirma que muitos pais reclamavam de que não teria como levar suas crianças para brincarem na praça, devido à sujeira deixada por pessoas que utilizavam a área no fim de semana. “Não foi uma decisão minha, foi de todos os integrantes da associação”, destaca Reis.

A ideia é fazer um posto de saúde e uma quadra de areia no espaço que fica ao redor da academia da terceira idade e do parque. Atualmente, o atendimento na área da saúde para os moradores é feito na casa da associação.

“Mostramos a situação para o secretário do Meio Ambiente (Euclides Mecabô). Eles deixavam tudo sujo, traziam bebida de fora e quebravam as garrafas no local”, lamenta.

O presidente da associação nega a informação de que o movimento nos comércios diminuiu por conta da área cercada. “As pessoas que ficavam ali, nem compravam no Salto. Traziam comida e bebida de fora e deixavam tudo sujo local”.

Ele salienta que as pessoas podem usar a praça e parque, porque foi deixado um espaço aberto na cerca para não inviabilizar o acesso. O secretário do Meio Ambiente, Euclides Mecabô, afirma que não sabia da existência da cerca até o CL informar e que iria até o local checar a situação.

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Ocupação contra a Reforma da Previdência no INSS de Lages

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Fotos: Yuri Amaral/ Divulgação

Desde às 10 horas desta segunda-feira (19), cerca de 100 pessoas ocuparam Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em Lages, em manifestação contra a Reforma da Previdência, que pode ser votada essa semana.

O único serviço que está funcionando é a perícia médica já agendada, todos os outros processos foram suspensos nesta segunda.

O representante da Pastoral da Juventude e coordenador da Frente Brasil Popular Planalto Serrano, Yuri Amaral, explica que a ocupação acontecerá até às 16 horas, sendo que às 14 horas deve ter um grande ato, onde se espera de 500 a mil pessoas, se mobilizando contra a reforma.

“Esperamos que a comunidade lageana se mobilize em estar aqui, com a gente, para barrar essa reforma, que vem tirar o direito dos trabalhadores se aposentar”, diz Amaral.

Enquanto isso, o Rio de Janeiro passa por uma intervenção federal. Isso impede a votação da reforma, a menos que o Governo Federal faça alguma manobra e consiga realizar a votação.

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